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No Fun At All

Esta foi a primeira vez que fui assistir a um show da banda No Fun At All. Nunca havia escutado nada deles que possa me lembrar, muito menos saber qualquer outra coisa a mais sobre a banda. Contudo, fui informado por um amigo que foi comigo ao show que a banda era sueca e que seus integrantes beiravam já seus 40, 50 anos. E, ao chegar ao John Bull Pub, na Lagoa da Conceição, fui desenganado pensando que pouca gente iria assistir o show, principalmente por ser numa terça-feira, começo da semana; a casa recebeu entre 200 e 300 pessoas.

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O No Fun At All é uma das bandas que podem se consideradas percussoras do hardcore melódico californiano, que é quem dita o ritmo da banda. Surgido na Suécia no clássico ano de 1991, ficou em atividade até 2002, quando após várias trocas de integrantes, decidiu encerrar as atividades. Em 2004, a banda voltou para algumas turnês pelo mundo e continua em atividade até hoje. Atualmente é formada por Kjell Ramstedt, na bateria, Christer Johansson, na guitarra, Stefan Neuman, no baixo, Ingemar Jansson, no vocal e Mikael Danielsson, na guitarra. Já lançou 18 álbuns, entre EPs, coletânias, álbuns ao vivo e de estúdio, entre outros, sendo que o último desta lista é Low Rider, de 2008.

Enquanto a casa ia enchendo, a banda Zander fazia as honras de receber os convidados. Composta por Gabriel Zander, no vocal e guitarra, Marcelo Adam, no baixo, Gabriel Arbex, na guitarra, Philippe Fargnoli, na guitarra e backing, e Leonardo Mitchell, na bateria, o quinteto é resultado da soma de ex-integrantes de bandas conhecidas no cenário nacional, como Dead Fish, Noção de Nada, Reffer e Deluxe Trio. Tinha curiosidade em saber como o Zander se comportaria em cima do palco, apesar de já conhecer o som da banda. Digo que foi um show legal, com a banda bem ensaiada e estruturada, cujas músicas, bem tocadas, me lembraram a pegada do Noção de Nada, ex-banda do vocalista, Gabriel Zander.

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Um intervalo e algumas cervejas, iniciam-se novos acordes no palco da Casa do Rock. O No Fun At All subiu no palco por volta da meia noite e meia, fazendo fãs se aglomerarem em frente ao palco para acompanhar mais de perto o som contagiante da banda. Uma coisa que percebi foi que não conhecia boa parte das pessoas que estavam ali, chegando a conclusão que o NFAA foi de uma geração do hardcore que pouco tive contato. O público ali presente era mais velho, diferente de outros shows do gênero que acompanhei na casa, e sabiam de cor as músicas tocadas pelos suecos. Como num bom show de hardcore, o mosh pit estava à toda, assim como os stages dives, que não paravam de se suceder. Acompanhei o show, que durou cerca de duas horas, de longe, não chegando a fazer parte da turma do gargarejo em momento algum.

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Minha conclusão foi que o No Fun At All cumpriu sua parte do acordo, e assim como o público, fez parte de um grande show. Gostei de conhecer o som da banda, que interagiu de forma simpática com a plateia, que não brigou em nenhum instante e nem ocasionou algum fato que possa ter prejudicado o espetáculo. O John Bull Pub, posso dizer também, cumpriu sua parte, sendo perfeito em seu atendimento e instalações. Cerveja gelada, banheiros limpos e funcionários solícitos. Deixo aqui meu muito obrigado a casa pela credencial cedida.

Gabriel Faraco
gabriellfaraco@gmail.com

Fotos por Rodrigo Melleiro e Nefhar Borck.


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