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Pântano do Sul

O bairro Pântano do Sul está localizado na porção sudeste-sul da Ilha de Santa Catarina, a 27,6 km do centro de Florianópolis, após o bairro da Armação do Pântano do Sul. Sua área ocupa 47,68 km² e abrange desde as praias da Lagoinha do Leste, dos Açores, da Solidão e do Saquinho até localidades interioranas como a Costa de Dentro, a Costa de Cima e o Sertão do Peri. Apesar de ocupar uma grande extensão de terras no sul da Ilha, moram no bairro aproximadamente 2.528 pessoas divididas em pequenos núcleos, como o núcleo central, localizado à beira-mar, onde estão as casas das famílias mais antigas da região; o núcleo localizado na encosta do morro do Parque Municipal da Lagoinha do Leste e ao longo da Rodovia SC-406; o núcleo na entrada do vale; o núcleo na localidade conhecida como Costa de Cima; o núcleo no loteamento Praia dos Açores; e o núcleo no extremo oeste da orla, na Praia da Solidão e na Costa de Dentro. Apesar do crescimento urbano sofrido na ultima década, a comunidade do Pântano do Sul ainda preserva o sotaque ilhéu e as tradições baseadas na cultura açoriana. É nesta região que está um dos mais famosos restaurantes de comida típica da Ilha, o Arante, conhecido por ter recados de visitantes do mundo inteiro pendurados em suas paredes. O bairro oferece uma razoável infraestrutura urbana, com a maior parte das suas ruas pavimentada e sem prédios. A região é atendida por cinco linhas de ônibus da empresa Insular, sendo duas executivas (4120, 4127) e três normais (562,563 e 564). Há um Centro de Saúde e um Núcleo Educativo (NEI). Os meios de hospedagem são restritos a algumas pousadas e albergues. O comércio é limitado, basicamente focado nas necessidades dos seus moradores, com mercados, padarias e farmácias. As opções de entretenimento são escassas, com alguns bares oferecendo música ao vivo durante a temporada de veraneio.

História
O nome do Pântano do Sul foi emprestado da praia de mesma designação. Segundo histórias que circulam entre os moradores, a porção oeste dessa praia constituía-se por pequenos rios vindos dos morros das redondezas, o que fazia com que o solo tivesse um aspecto semelhante ao de um pântano. Essa configuração peculiar permitiu o desenvolvimento do cultivo de arroz irrigado, prática que se manteve por muitos anos. É no Pântano do Sul que se localizam os mais antigos registros arqueológicos da Ilha de Santa Catarina. O sambaqui existente no bairro foi datado em aproximadamente 4.500 anos e é formado por um grande depósito de conchas, restos de artefatos utilizados no cotidiano e de conjuntos de ossadas que foram amontoados com o passar do tempo por alguns dos primeiros grupos humanos a habitar o nosso litoral. A ocupação definitiva do Pântano do Sul teve início ainda no século XVIII, mas só foi se intensificar nos cem anos seguintes. Um pequeno grupo de famílias oriundo da freguesia do Ribeirão da Ilha fixou-se na região e deu origem a um povoado bastante peculiar em termos geográficos: diferente de outras localidades, que cresciam a partir de suas igrejas, o Pântano do Sul se desenvolveu às margens dos caminhos que o ligavam ao restante da Ilha. Uma parcela significativa das terras do Pântano do Sul era de uso coletivo, o que significa que todos podiam se utilizar delas para o cultivo, a criação de animais e a extração de madeira para a construção de casas e uso doméstico. No entanto, o solo eventualmente se mostrou bastante desfavorável às práticas agrícolas, fazendo com que os moradores dessem preferência à pesca como principal atividade de subsistência.
Em meados do século XX, praticamente todas as áreas de uso comum existentes em Florianópolis passaram por processos de apropriação, tornando-as espaços de uso particular. Em virtude da pobreza do solo, as terras comunais do Pântano do Sul eventualmente foram loteadas, possibilitando a construção dos grandes condomínios presentes no bairro nos dias de hoje. A partir da década de 1960, a paisagem da capital catarinense passa a se transformar expressivamente por conta de uma grande reforma urbana. É nessa época que o Pântano do Sul é desligado oficialmente do Ribeirão da Ilha e torna-se a sede de um novo distrito. Na década de 1970, a construção da rodovia SC-405 conecta o sul da Ilha ao centro de Florianópolis e insere o bairro na rota de desenvolvimento da cidade. Desde então, os turistas descobriram as belezas do Pântano do Sul e uma quantidade significativa dos moradores do bairro viu nesse segmento um novo potencial econômico para a localidade. Vários passaram a oferecer suas casas para aluguel durante a temporada de verão, alguns construíram pousadas e outros investiram em restaurantes ou lojas. Essa mistura de belezas naturais com hospitalidade eventualmente atraiu novos moradores para a região também.

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