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Itacorubi

O Itacorubi localiza-se na região central da Ilha de Santa Catarina, ao longo do caminho que vai para a Lagoa da Conceição e as praias do leste. Possui boa infraestrutura, uma vez que vários órgãos do poder público do Estado, em sua maioria ligados aos setores agropecuário e industrial, estão concentrados no bairro. Destacam-se, entre as instâncias responsáveis pela gestão agropecuária, a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), a Secretaria de Estado da Agricultura e desenvolvimento Rural (Seagri), a Associação Catarinense de Criadores de Bovinos (ACCB) e o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Santa Catarina (Crea-SC). Já entre as repartições relacionadas à indústria estão o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Estado de Santa Catarina (Senai) e a Federação das Indústrias do estado de Santa Catarina (Fiesc). Também podemos encontrar o Instituto Geral de Perícias (IGP), o Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina (Ciasc) e as Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc). Além da presença dos servidores públicos que ali trabalham, o Itacorubi se caracteriza pela intensa circulação de universitários. Isso porque se situam no bairro o principal campus da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), o Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc), as Faculdades Assesc e a Unica. Outra característica importante do Itacorubi é abrigar dois dos principais hospitais especializados de Florianópolis. De um lado, as margens da Rodovia SC-404 está o Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon), referência na prevenção e no tratamento de pacientes com câncer. Do outro lado, às margens da Rodovia SC-401, está o SOS Cárdio, especializado no diagnóstico e tratamento de doenças do coração. Nesta mesma região está outro centro de excelência e referência mundial no fomento à tecnologia. O Parque Tecnológico Alfa, por meio do Centro para Laboração de Tecnologias Inovadoras (Celta), abriga as várias empresas de ponta no desenvolvimento de software e hardware. No prédio principal, funciona a  incubadora de empresas do estado e a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação no Estado de Santa Catarina (Fapesc). Os diversos prédios do complexo abrigam dezenas de empresas com base tecnológica, além de uma unidade do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Tamanho conjunto de órgãos e empresas pode fazer qualquer um imaginar o bairro como um lugar cinza, completamente urbanizado. Contudo, a maior parte dele é composta pelo manguezal do Itacorubi, considerado o maior mangue situado em perímetro urbano do mundo. Além das belezas naturais, este importante ecossistema é chamado de berçário do mar, pois é nele que as espécies marinhas procuram abrigo para a procriação. Nessa região do bairro também está localizado o Cemitério Municipal São Francisco de Assis, mais conhecido como Cemitério do Itacorubi ou, pelos mais antigos, como Cemitério das Três Pontes.

História
A origem do termo “Itacorubi” é controversa. Uns acreditam que Itacorubi é a versão aportuguesada de "itakuru-í", nome de um pássaro que habitava a região e de um grupo indígena que ali vivia. Outros defendem que ela veio de “ita-kurubi”, que significa "pedregulho" e faria referência à nascente do rio que corta a região, cheia de pedras e rochas. Há ainda os que associam “itacorubi” a “itacolomy”, cujo significado, em tupi, é “menino de pedra”. Em meados do século XVIII, a chegada de imigrantes açorianos e madeirenses alterou significativamente o modo como a Ilha de Santa Catarina era ocupada. Os novos habitantes se fixaram principalmente à beira-mar, mas alguns seguiram em direção ao interior do território e deram origem a pequenos povoados que, mais tarde, se tornariam alguns dos bairros de Florianópolis. Um desses povoados, naturalmente, era o do Itacorubi. Ao longo dos dois séculos seguintes, a região assumiu características predominantemente rurais: as grandes chácaras produziam uma enorme variedade de frutas, verduras e legumes, havia pastos destinados à criação de gado leiteiro e a pesca complementava a alimentação das famílias. No Morro do Quilombo, despontaram as plantações de café e a produção de carvão mineral. Essa paisagem bucólica influenciava no modo de vida dos moradores do Itacorubi. Eram comuns as corridas a cavalo, as rinhas de galo, as caçadas e a farra do boi. O futebol também era uma prática recorrente, sendo que os principais times da região eram o Paula Ramos Jr., o Palmeiras e o Ferroviária. As sedes do Paula Ramos e do Ferroviária, aliás, eram utilizadas para a realização dos maiores bailes da região. No entanto, essa dinâmica passou a se alterar a partir da década 1920, quando o Cemitério Municipal foi transferido da região central - onde seria construída a cabeceira insular da Ponte Hercílio Luz - para o então bairro das Três Pontes. A inauguração ocorreu em 1925 e para ele foram transferidas mais de 30 mil sepulturas pertencentes aos cidadãos comuns e de membros das irmandades religiosas, confrarias e do cemitério da comunidade alemã. Tempos depois, na década de 1960, Glauco Olinger, então assessor de agricultura do Plano de Metas do Governo, idealizou a concentração de todos os órgãos públicos ligados à gestão da agropecuária de Santa Catarina em um só lugar. O Itacorubi acabou sendo escolhido para esse empreendimento por se tratar de uma área muito próxima ao centro de Florianópolis e ainda possuir áreas públicas livres. Posteriormente, outros órgãos públicos se mudaram para o bairro, fazendo com que prédios, loteamentos e novas casas fossem construídos para acomodar os servidores dessas repartições. Eventualmente, a SC-404 foi pavimentada, facilitando o acesso ao leste da Ilha. Todos esses empreendimentos deram origem a um novo Itacorubi, menos rural e mais moderno.

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