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Ponta das Canas

O bairro Ponta das Canas está localizado ao norte da Ilha de Santa Catarina, a 32,4 km do centro de Florianópolis, entre os bairros Praia Brava e  Cachoeira do Bom Jesus. Oficialmente, Ponta das Canas faz parte do Distrito da Cachoeira do Bom Jesus e sua área abrange desde a Praia de Ponta das Canas até a Praia da Lagoinha. O bairro acompanha a orla da praia, sendo que o comércio está concentrado ao longo da Avenida Luiz Boiteux Piazza, principal via de acesso. São poucos os estabelecimentos, todos voltados a suprir as necessidades dos moradores locais, como mercadinhos, padarias, farmácias etc. Na última década, o bairro passou por um crescimento intenso, deixando para trás o aspecto rural e assumindo contornos urbanos, o que tem incentivado novos moradores a se fixarem na região. Atualmente, sua população fixa já ultrapassa os 3.168 habitantes. Entretanto, durante a temporada de férias e veraneio esse número se multiplica. Mesmo com o crescimento contínuo da cidade, Ponta das Canas tem mantido suas características principais: o sossego, o ar residencial e a grande presença do verde e da natureza. A região possui uma boa oferta de meios de hospedagem e serviços turísticos, como hotéis, pousadas, aparts e flats, além de imóveis para locação por temporada, imobiliárias, restaurantes e operadoras de passeios. As opções de lazer noturno na região funcionam somente durante os meses de férias e temporada de verão. Entretanto, como a distância é pouca, vale a pena conferir os bares, casas noturnas e beach points mais badalados da cidade, nos bairros de Jurerê Tradicional, Jurerê Internacional, Canasvieiras e Ingleses.

História
Segundo Virgílio Várzea, um dos mais importantes escritores nascidos em Florianópolis, o bairro de Ponta das Canas tem esse nome por ter sido considerado um local apropriado para a cultura de cana. Ainda de acordo com ele, já havia uma verdadeira abundância de cana na região antes mesmo da chegada das primeiras expedições de reconhecimento ao território da Ilha de Santa Catarina. A ocupação de Ponta das Canas provavelmente aconteceu em meados do século XVIII, com a chegada dos casais de açorianos e madeirenses que foram designados pela coroa portuguesa para a ocupação da Ilha. Uma das primeiras comunidades fundadas por esses imigrantes foi Canasvieiras e, pelo que Várzea dá a entender em alguns de seus escritos, Ponta das Canas fez parte de Canasvieiras pelo menos até o início do século XX. Os moradores de Ponta das Canas tinham relação estreita tanto com a terra quanto com o mar, uma vez que o sustento das famílias dependia da agricultura, da criação de gado e também da pesca artesanal. As festas religiosas eram os eventos principais da comunidade, já que era nessas ocasiões que as pessoas podiam se encontrar, exercer suas sociabilidades e afirmar laços de amizade e parentesco.
Ao longo da primeira metade do século XX, essa dinâmica passou por algumas transformações. Atraídos pela perspectiva de uma qualidade de vida melhor, muitos dos pescadores de Ponta das Canas migraram para outros estados, sobretudo para o Rio Grande do Sul. Mesmo a configuração espacial do bairro passou por mudanças: a maior parte das casas concentrava-se ao redor da igreja, mas isso foi mudando com o passar do tempo. Por iniciativa de Paulo Fontes, na época prefeito de Florianópolis, uma estrada de chão que ligaria Ponta das Canas ao centro de Florianópolis foi construída ao longo da década de 1950. Na década de 1970, essa estrada foi pavimentada com asfalto e recebeu o nome de rodovia SC-401, tornando-se, a partir daí, a principal via em direção aos balneários do norte da Ilha de Santa Catarina. Essa facilitação de acesso fez com que praias como Canasvieiras, Ingleses e Ponta das Canas fossem descobertas pelos turistas. E em Ponta das Canas, especificamente, o turismo foi mais longe e reorientou as relações econômicas e sociais da comunidade. Os moradores adaptaram-se à nova atividade e passaram a construir casas para aluguel de temporada, bares e restaurantes. Alguns, inclusive, usam seus barcos e lanchas para passeios marítimos, levando turistas para conhecer as belezas de ilhas como a de Anhatomirim, do Francês e do Arvoredo.

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