Guia Floripa

10 atrações no Centro Histórico de Florianópolis

Lazer para todos os gostos, gastronomia típica e experiências culturais fazem parte do roteiro de destinos indispensáveis no Centro Histórico da capital


Núcleo histórico-cultural do Centro da capital catarinense, foi nas mediações do Centro Histórico de Florianópolis onde a cidade originalmente foi fundada e povoada – inicialmente nomeada como Vila de Nossa Senhora do Desterro. Contudo, hoje o local ainda é de extrema importância no cotidiano ilhéu, concentrando atrações para os mais variados públicos – entre museusmonumentos históricosespaços de convivência e a harmonização da arquitetura clássica colonial com as construções contemporâneas

Um dos fatores que marcam o Centro Histórico de Florianópolis é que a região sagrou-se espaço democrático, onde há movimento intenso e circulação de pessoas de todas as classes sociais e origens, de moradores à turistas. 

São 10 destinos indispensáveis na região do Centro Histórico:


Praça XV de Novembro

Construída entre 1885 e 1887, a Praça XV de Novembro tem nome que homenageia a proclamação da república. No entanto, já foi chamada de Largo da Matriz e de Largo do Palácio, por se localizar nas proximidades tanto da Catedral Metropolitana, como do Palácio do Governo. 

Aponta-se que foi da Praça XV, como é conhecida popularmente, que partiu-se a colonização da ilha. Não por acaso, o local atualmente concentra obras que deixam vívidos os registros históricos da capital: o Monumento em Honra aos Heróis Mortos na Guerra do Paraguai e os bustos que homenageiam o poeta Cruz e Sousa, o artista visual Víctor Meirelles, o historiador José Boiteux e Jerônimo Coelho, que foi o fundador da imprensa em Santa Catarina. 

O vistoso Jardim Oliveira Bello também é um dos atrativos da praça. Lá estão plantados ficus indianos, cravos da Índia, palmeiras-imperiais, além da Figueira Centenária, que é considerada patrimônio histórico florianopolitano. Além de tudo, o calçamento feito em petit-pavé, que remete ao folclore ilhéu, foi um trabalho do artista plástico Hassis e é um dos charmes do local.

Casario Colonial

Entre as diversas construções coloniais que ainda deixam vívidos os traços da história florianopolitana, há destaque especial para o conjunto de cinco sobrados alinhados e colados, no lado leste da Praça XV de Novembro. Os sobrados, que hoje estão restaurados e ocupados por atividades comerciais, já foram lares de manezinhos nos tempos do Brasil colonial.

Museu Histórico de Santa Catarina

O Museu Histórico de Santa Catarina foi fundado em 1979, sediado no Edifício da Alfândega. No entanto, em 1986 foi transferido para o Palácio Cruz e Sousa, onde ainda permanece.

Com obra sancionada pelo então governador Brigadeiro José da Silva Paes, o Palácio Cruz e Souza originalmente seria o Palácio do Governo do Estado. Com arquitetura colonial e exuberância, a construção tem data desconhecida – mas há registros do prédio no ano de 1785. 

O palácio foi palco de diversas solenidades e acontecimentos políticos e militares – dentre eles, visitas dos imperadores Dom Pedro I e Dom Pedro II. 

Após uma ampliação estrutural realizada em 1977, foram acrescentados ao palácio, toques da arte do neoclassicismo. A construção só recebeu o atual nome em 1979, como homenagem ao poeta simbolista Cruz e Souza. 

Entre os itens do acervo do museu estão os móveis de D. João V, a cópia do quadro da “A Primeira Missa no Brasil”, de Victor Meirelles; violino, piano e uma caixa de música alemã estilo art nouveau, além da primeira lâmpada elétrica residencial de Santa Catarina. Já no jardim, há um memorial ao poeta Cruz e Souza. Além do mais, exposições periódicas figuram no local.  

Clique aqui e confira os horários de visitação e valores.

Catedral Metropolitana de Florianópolis

Com construção iniciada em 1753 pelo brigadeiro José da Silva Paes, a atual Catedral Metropolitana de Florianópolis praticamente viu a capital do Estado crescer. A estrutura atual foi erguida exatamente no mesmo ponto da pequena igreja de Nossa Senhora do Desterro, originalmente construída em 1675.

A edificação, que é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, também é lembrada pelo seu primoroso acervo de arte sacra. Entre as obras destaca-se a escultura de madeira, entalhada manualmente “Fuga para o Egito“, obra-prima do artista tirolês Demetz Groeden, e que representa a fuga da Sagrada Família – em tamanho natural. Também são vistosos os mosaicos vitrais presentes, que trazem luminosidade externa para o interior da igreja. 

Destacam-se também o órgão de tubos alemão, de 1924, o carrilhão principal com cinco sinos, de 1922, e os vitrais feitos em São Paulo no ano de 1949.

A Catedral Metropolitana tem um website, que apresenta a história do local, bem como traz informações sobre os eventos da atual programação. 

Museu Victor Meirelles

O Museu Victor Meirelles dedica-se a resgatar a memória e expor parte do acervo do pintor, desenhista e professor, Victor Meirelles de Lima (1832-1903), lembrado como um mais dos importantes artistas do Romantismo no Brasil

Natural de Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, Victor Meirelles foi autor de quadros históricos, retratos, panoramas e de uma das mais célebres das telas brasileiras: “A Primeira Missa no Brasil”, exposta inicialmente no Salão de Paris em 1861 e que hoje pertence ao acervo do Museu Nacional de Belas Artes/IBRAM/MinC). 

O Museu Victor Meirelles fica justamente na Rua Victor Meirelles, número 59. Já o horário de funcionamento pode ser consultado neste link.

Museu da Escola Catarinense

Na construção datada de 1892 onde já se abrigou a  Escola Normal Catarinense, hoje situa-se o Museu da Escola Catarinense (MESC-UDESC). 

Patrimônio histórico tombado, a edificação fica no alto de uma pequena colina e é marcada pelo estilo neoclássico. 

Criado em 1992, o MESC foi instalado definitivamente no prédio a partir de 2007, com destinação própria do local apenas para este fim. 

Atualmente, o espaço é administrado pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). 

Com melhorias estruturais realizadas em 2013, o museu conta com ampla área interna de dois pisos, além de um porão. Tais espaços abrigam exposições temporárias de artes visuais, além de comportarem uma série de eventos culturais periódicos. Além disso, há as exposições fixas: a reprodução de salas de aula do período entre 1932 e 1954, a coleção “Brinquedos da minha infância” de Aldo Nunes, o mobiliário pertencente a Professora Antonieta de Barros e painéis de madeira pertencentes a antiga Academia de Comércio. Anexa ao prédio, também funciona uma cafeteria. 

Largo da Alfândega

Um dos mais populares pontos de circulação no Centro de Florianópolis, o Largo da Alfândega possui grande importância histórica para a cidade. Construído a partir de 1875, abarcando a Alfândega, a edificação em estilo neoclássico foi fundamental para as atividades comerciais na ilha e permaneceu em atividade até meados da década de 1960. 

No dia 08 de fevereiro de 2020, o Largo da Alfândega foi reinaugurado. O espaço, que fica ao lado do Mercado Público de Florianópolis, é um ponto de encontro e de lazer para moradores e turistas. A recente reforma revitalizou cerca de 13.865 metros quadrados e deu ao local um visual que faz referências culturais aos costumes ilheis, bem como traz uma ambientação moderna e charmosa. 

Agora o Largo conta com decks, calçamento, acessibilidade e paisagismo, além de espelhos d’água, que demarcam até onde ia o mar na área – antes do aterro. Também há as zonas de descanso, uma floricultura, banheiros, centro de informações turísticas, posto policial, venda de artesanatos e lanchonetes. A grande cobertura metálica reproduz o formato das rendas de bilro, tradição herdada dos imigrantes açorianos.

Mercado Público de Florianópolis

Erguido no ano de 1896, em substituição ao antigo mercado que existia no Largo da Matriz, o Mercado Público de Florianópolis é um dos principais pontos de encontros de moradores e turistas que passam pelo Centro. 

O local é considerado um dos espaços mais socialmente democráticos da cidade, pois por lá circulam artistas, boêmios, políticos, empresários e gente do povo, sem quaisquer distinções.

Além de importante ponto de comércio variado, o Mercado Público é referência na gastronomia tipicamente ilhéu e com influência açoriana. Alguns dos destaques servidos pelos diversos bares e restaurantes são: pastéis de berbigão e camarão, porções de frutos do mar, pirão de caldo de peixe, bolinhos de bacalhau, entre outros, que sempre caem bem com chope gelado ou caldo de cana. 

Os restaurantes do Mercado Público ficam no vão central, onde também são realizadas apresentações folclóricas e artísticas da região, com performances do boi de mamão ou rodas de samba e pagode.

A história do local é marcante: a estrutura já foi abalada por incêndios – em 1998 e 2005. Além disso, em 2016 foi inaugurada uma novidade agradabilíssima: o vão central recebeu uma cobertura composta por uma estrutura metálica automatizada, revestida com uma resistente membrana, recoberta por uma massa de polímeros com PVC e protegida por verniz acrílico nas duas faces. 

Ponte Hercílio Luz

Conhecida como “Velha Senhora”, a Ponte Hercílio Luz é mais antiga das três que ligam a ilha de Santa Catarina com Região Continental da capital. Inaugurada em 1926, o cartão-postal florianopolitano consagra-se até hoje como a maior ponte suspensa do Brasil. Seu comprimento total é de cerca de 819,471 m, com 259 m de viaduto insular, 339,471 m de vão central e 221 m de viaduto continental. Suas duas torres medem aproximadamente 75 m a partir do nível do mar, e o vão central tem 43 metros de altura.

O projeto original é de autoria dos engenheiros norte-americanos Robinson e Steinmann e todo o material empregado na construção foi trazido dos Estados Unidos. 

Após permanecer fechada por medidas de segurança desde 1982, a Ponte Hercílio Luz foi reformada e teve reinauguração em 30 de dezembro de 2019. Com isso, além de exuberante e belo atrativo, a estrutura voltou a ser utilizada como opção de mobilidade urbana. Além disso, nos entornos da Velha Senhora encontram-se dois pontos importantes: um museu que conta toda a história da ponte e o popular Parque da Luz. 

Além das opções apontadas, há outros pontos há se destacar nas proximidades imediações do Centro Histórico de Florianópolis, a exemplo do Museu de Florianópolis, que localiza-se no prédio onde funcionava a a Casa de Câmara e Cadeia; a Fundação Cultural BADESC, situada no casarão amarelo onde já morou Nereu Ramos e claro, a popularíssima Escadaria do Rosário.


Autor da matéria: Willian Schütz
Contato por e-mail: redacao.willianschutz@gmail.com
Crédito das imagens: Divulgação/Guia Floripa. 


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