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Agronômica

O bairro Agronômica fica na região central da cidade, na extremidade norte do Maciço do Morro da Cruz, entre o Centro e a Trindade. Um de seus limites é a Rua Allan Kardec, que o separa do Centro. Do outro lado, a rótula da penitenciária o separa do bairro da Trindade. Trata-se de uma região predominantemente residencial, com áreas nobres, principalmente na orla da Avenida Beira Mar Norte, entre as praças Governador Celso Ramos e Professor Seixas Neto. O comércio é acanhado, com algumas opções de padarias e farmácias. Entretanto, na Avenida Beira Mar, há um bom ponto de venda de hortifrutigranjeiros regional. Mais adiante, quase na Trindade, está um dos maiores supermercados da região. É no bairro Agronômica que estão localizados dois dos principais hospitais estaduais, o Joana de Gusmão, referência no atendimento infantil, e o Nereu Ramos, com atendimentos de alta e média complexidade. O bairro também é sede de muitos órgãos públicos, como a Justiça Federal, a Polícia Federal, Ministério Publico, a OAB e a Casa d'Agronômica, residência oficial do governador do estado de Santa Catarina. Mais adiante, na divisa com o bairro da Trindade, encontramos a Penitenciária de Florianópolis e o Centro Integrado de Cultura, mais conhecido como CIC, que integra música, dança, cinema, artes plásticas e arquitetura, entre outras atividades culturais. Dentro do complexo, encontram-se importantes espaços como o Museu de Arte de Santa Catarina (MASC), o Teatro Ademir Rosa, o Espaço Lindolf Bell, o Museu da Imagem e do Som (MIS) e o Cineclube Nossa Senhora do Desterro, além da Orquestra Sinfônica de Santa Catarina e da Academia Catarinense de Letras (ACL). Esta região tem sido alvo da especulação imobiliária, com a construção de diversos prédios comerciais e residenciais. A Agronômica também é muito rica em espaços públicos de lazer. O principal deles é a orla da Avenida Beira Mar Norte, com ciclovia, um imenso calçadão com academias de ginástica ao ar livre, bancos e quiosques. Bem em frente à Ponta do Coral fica a sede da Federação Catarinense de Tênis, com suas quadras e escolinha para aprendizado do esporte. Ao lado, na orla, fica o famoso bar Koxixo’s, ponto de encontro da cidade quando os assuntos são as comemorações de títulos do esporte ou reivindicações políticas. Na divisa do bairro com o Centro há um shopping center, o Beiramar Shopping, e dois hotéis, o Majestic Palace e o Blue Tree Florianópolis.

História
Segundo Virgílio Várzea, um dos mais importantes escritores nascidos em Florianópolis, a região que hoje corresponde ao bairro Agronômica era conhecida por outros nomes, como Pedra Grande e São Luís, tendo sido formada inicialmente por chácaras com jardins e pequenos sítios onde se cultivava, sobretudo, hortaliças e pastagem para a criação de gado crioulo. O crescimento da região se deu de forma lenta, partindo do atual trecho que vai da Praça Lauro Müller, esquina das avenidas Mauro Ramos e Beira Mar Norte, até a Rua Embaixador Edmundo da Luz Pinto, no fim da Praça Governador Celso Ramos. Esta região era chamada de São Luís, pois ali foi construído, a partir de 1771, o Forte São Luís, uma das fortificações idealizadas pelo Brigadeiro Silva Paes para proteger a Ilha de Santa Catarina, demolida no século XIX. Curiosamente, há uma outra versão para o uso do nome São Luís. Parece que naquela região, à beira da praia, existia uma pedra com uma marca, como que esculpida em seu relevo, que lembrava a forma de um pé humano. Os habitantes da região, na época, acreditavam que se tratava da marca do "Pé de São Luís de Gonzaga", deixada sobre a pedra quando o santo apareceu sobre ela. Já a outra parte do bairro, que vai da Praça Celso Ramos até a Penitenciária de Florianópolis, era conhecida como Pedra Grande, tendo recebido este nome por causa de uma grande pedra, de forma ovalada, que existiu junto à praia até a década de 1970, quando foi implodida durante as obras de aterramento da região. Foi somente no início do século XX que a área passou a ser conhecida como Agronômica, pois, em 1904, a Estação Agronômica e de Veterinária, unidade de pesquisa que existia em Rio dos Cedros, foi transferida para Florianópolis, estabelecendo-se na região próxima à Ponta do Recife, atualmente chamada de Ponta do Coral. Essa unidade foi chamada de Estação Agronômica de Pedra Grande e tinha como objetivo principal a melhoria da população bovina da Ilha. Em 1926, no governo de Adolfo Konder, é inaugurada a Penitenciária da Pedra Grande, na divisa entre os atuais bairros Agronômica e Trindade. A vinda das famílias dos apenados intensificou a ocupação desordenada das encostas do Maciço do Morro da Cruz, favorecendo a criação de comunidades pobres como as dos morros da Penitenciária e do Horácio. Posteriormente, a partir da década de 1950, os poderes Federal, Estadual e Municipal intensificaram a ocupação da região, com a inauguração, em 1954, da residência do Governador, atual Casa d'Agronômica, e as dependências do 5º Distrito Naval. Mas foi a partir da metade da década de 1960 que a região recebeu o seu maior impulso modernizador, com a construção da Avenida Beira Mar Norte, do Hospital Infantil Joana de Gusmão e do Centro de Cultura Integrado (CIC).

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