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COLUNA GUIA FLORIPA
Diário virtual
As informações contidas nesta coluna são de responsabilidade dos
autores e não refletem, necessariamente, a opinião do Guia Floripa.


 
Municipal da Raça 2010
15/2/2009
 

Já prepara a fantasia pro próximo ano.

Fomos em três. Empregada doméstica, enfermeira e marinheiro de férias. A expectativa era boa, meio receosa, mas confiante. Afinal, ano passado no LIC foi divertidíssimo (Confira na Coluna de 2009). Particularmente, achei o LIC muito mais adequado para o Municipal. O Clube 12 fez o charme se perder um pouco. Mesmo assim, a animação estava em alta, com direito a bateria da Unidos da Coloninha e tudo. O open bar também não deixou a desejar. Sem filas, e bem caprichado. Este ano, as fantasias estavam bacanas, mas pelo espaço pequeno quase não dava para apreciar e reparar nas pessoas. Tudo muito junto e apertado. Mas vi muita criatividade, loucura e nonsense. Agora é torcer para que no ano que vem o lugar seja mais satisfatório.

Dani Medeiros
danielledemedeiros@gmail.com
Texto

 

 
Sítio do Tio Techo: pré-carnaval ê... ô...
9/2/2009
 

Uma semana antes do Carnaval já é uma boa desculpa para começar a festar. Já na 8ª edição, o Sítio do Tio Techo nos convida para antecipar o carnaval.

Tarde de sábado. Céu absurdamente limpo e com um sol brilhando e esquentando muito. Tanto era o calor que chegamos na festa depois de umas três ou quatro horas do início. Já morrendo de fome, fomos direto para a cozinha. Por incrível que pareça, não havia mais pratos. O motivo? As pessoas na sua bolha de egoísmo, pegaram os pratos plásticos e começaram a usar como leque. Ou seja, quem estivesse com fome na festa não podia comer por falta de utensílio. O cozinheiro me disse que em média 300 pratos foram usados pelas pessoas para se abanar. Uma atitude bem desconfortável. Por fim, conseguimos achar pratos e depois de alguns minutos estávamos experimentando o delicioso carreteiro, feito pelo restaurante Cheiro Verde, do continente.

Depois de saciada a fome, fomos para o bar, que estava muito bom,com atendimento agilizado e simpático. A pista bombando com muito pagode e no final até repertório de música caipira, daquelas boas pra dançar e rodar no salão, ou no caso, na grama. A tarde de sábado realmente foi bem animada, com boas bandas no palco, bebida rolando à vontade e até cachorro-quente no decorrer da noite. Pena que acabou cedo, fiquei ainda com gostinho de quero mais.

Dani Medeiros
danielledemedeiros@gmail.com
Texto
Foto:
Divulgação

 
 

 
Gadú virou sinônimo de bom gosto
8/2/2010
 

Praia Brava recebe Maria Gadú.

Ter bom gosto para a música é uma questão de escolha. Geralmente, por mais relativo (palavra chata!) que seja, ouvir uma boa música implica em muitas coisas. Uma delas é ouvir uma menina de 23 anos, que nasceu em São Paulo e tem uma voz inconfundível. Maria Gadú apareceu ano passado para marcar uma nova era de compositores e intérpretes de talentos inquestionáveis. Ontem (7), o último dia do Floripa Tem – evento que acontece no verão em Florianópolis, em vários pontos da ilha e um deles na embaixada da Praia Brava, Norte da Ilha - trouxe a jovem cantora para o encerramento da temporada de 2010. Foi um pocket show regado à músicas de altíssimo nível. Quem esteve por lá pôde conferir. O que ouvimos foi a confirmação de que teremos que “aturar” por muito tempo (esperamos que sim) uma jovem que esbanja uma dávida.

Me impressionou o número de adolescentes na plateia. Fiquei contente. Será que essa nova geração está mudando os gostos musicais do “tuts tuts” para algo mais, digamos, requintado? Ou estão conciliando? O mais prazeroso ainda foi ouvir o povo gritar pela canção Ne Me Quitte Pas, eternizada na voz da cantora francesa Simone Langlois e pela brasileira Maysa Matarazzo, que ganhou uma nova cara com Gadú. As releituras de Lanterna dos Afogados e Trem das Onze foram também um dos clássicos executados de forma bem moderna e particular por Maria. Querendo ou não, a menina é um destaque. Ela quase não se mexe do banquinho em que canta, mas nem precisa. Não posso negar e muito menos poupar adjetivos para a moça e para a situação em que vivemos na tarde ensolarada de domingo.

Esperamos a pequena notável e simpática pousar na ilha novamente. Como ela mesma prometeu. “A gente se vê em abril!”. Vamos aguardar o mês de abril, então..

Billy Rezk
angelusbilly@hotmail.com
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Baixou a Sasha Fierce na Ilha Catarinense
5/2/2010
 

Aplausos!

Em Desterro, na quinta-feira (4), precisamente no Parque Planeta, na SC-401, Norte da Ilha de Santa Catarina, às 22h17, com um calor de cerca de 33º, baixou a entidade Sasha Fierce - ou o alter ego da cantora, que logo gritou: "Floripa!" para dizer que estava no local. Estou falando da maior diva pop da atualidade. Beyoncé. Aquela que ganhou seis grammys, no último domingo (31), e entrou para a história como a mulher que mais recebeu o gramofone numa noite. A moça estava possuída na Ilha da Magia para a abertura da "I am... tour" no Brasil.

Com 17 minutos de atraso, a musa pop levou ao delírio cerca de 25 mil pessoas que cantaram e suaram, mas suaram a camisa para vê-la. Os primeiros acordes do show foram um trecho de "Deja vu". No abrir das cortinas, de repente, com um modelito dourado, glamouroso, surge ela para cantar um dos primeiros sucessos da carreira solo: "Crazy in love". O telão, que servia de cenário e cobria o fundo do palco inteiro, foi um show à parte. Vez em quando a bela cintura da moça aparecia. Há quem diga que algumas moças ficaram com inveja. Mas tudo estava digno de um mega show internacional. O que também ficou bastante evidente foi um dos instrumentos principais da cantora: a voz. A americana mostrou que sabe cantarolar e ter o controle total do gogó no momento em que cantou "Ave Maria", por mais que muitos tenham achado um tanto exagerado, não a voz, mas o vestido meio "virgem" da musa soul.

Os dançarinos também deram um show nas coreografias mega sincronizadas. Cerca de 15 bailarinos interagiam com a cantora em quase todas as músicas. Em um momento Beyoncé deu uma escorregadinha, mas nada que abalace a qualidade do espetáculo. A morena se levantou e continuo cantando e dançando lindamente como se nada tivesse acontecido. A eletrizante banda Suga Mama, composta só por mulheres, deixou alguns músicos presentes embasbacados. Porque simplesmente arrasaram. Principalmente quando cada uma mostrou os seus dotes. O trio vocal (The Mamas) lembrava muito aquelas cantoras gospel de corais americanos. Tudo altamente sincronizado e, repito, perfeito. Um dos pontos mais altos do show foi o sucesso da atualidade da cantora, "All The Single Ladies" (Put a Ring on It). No telão, apareceram diversas pessoas fazendo a coreografia que virou mania no youtube, inclusive, o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Foi contagiante. O público também tentou dançar e mexer a mãozinha como pôde. A diva pop marcou a história de Santa Catarina e disse que estava feliz por estar no Brasil. O final estava chegando.

No mega telão, surge o maior astro da música pop mundial - Michael Jackson. Os acordes de "Halo" embalou a multidão que ouviu a cantora dizer: "ele influenciou a minha carreira". Emocionante. Como diriam os umbandistas "canta pra subir". O povo não queria "cantar pra subir" não, mas a entidade Sasha Fierce subiu, as cortinas se fecharam e ela terminou dizendo: "I am... Yours". A única coisa que todos sentiram foi os cerca de 40 minutos de show que ficaram faltando. O que foi divulgado foram duas horas e meia de apresentação, mas o povo presente olhou para o relógio e percebeu que tudo tinha acabado alguns minutos antes. Mesmo assim, valeu a pena ter esperado a maior cantora pop da atualidade sacudir Florianópolis. São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador que preparem o terreiro, porque Sasha Fierce vai baixar.

Não brilhou

O que infelizmente não brilhou na abertura da turnê da cantora no Brasil foi a falta de segurança. Vários delitos foram cometidos, como: furto, roubo, etc. O pior de todos os casos foi o roubo de um estacionamento inteiro com alguns carros roubados. Lamentável. Daqui a pouco divulgo números. O preço da água era o que a maioria também reclamava. Antes do show da diva custava R$ 5 (E o preço estava estampado na camiseta dos vendedores ambulantes), depois que a mulher entrou para cantar a água passou a custar a bagatela de R$ 8 (Agora com os ambulantes desfilando com a camiseta do avesso. Por que será?).

Muitos murmúrios se ouviam também sobre o chão do local. Cheio de britas e super desconfortável. Quem era mais de estatura baixa, se caísse no azar de ficar num lugar mais baixo, estaria arruinado. Não conseguia ver quase nada. Vi muitos fazendo montinho da pedra fragmentada para ficar um pouco maior. Horrível. Também ouvi dizer que houve bafafá - lê-se baixaria, barraco, confusão, no camarote. Eu garanto que também vi gente clamando por um ar condicionado no local. Ainda bem que LHS e esposa estavam lá e viram as condições do tão falado Parque Planeta, que futuramente vai se tornar um condomínio de luxo. Se bem que não sei se notaram mesmo. Enfim, eles estavam se divertindo. Dia de folga. Deu para notar que a ilha não está tão preparada assim para receber eventos desse porte. Há muito a se fazer.

Billy Rezk
angelusbilly@hotmail.com
Foto:
Samuka

 
 

 
Exposição sobre o Canal de Suez em Florianópolis é sucesso de público
2/2/2010
 

Oito mil pessoas passaram pelo Palácio Cruz e Sousa, em Florianópolis, entre 6 de novembro e 15 de janeiro para visitar a exposição Ferdinand de Lesseps e a construção do Canal de Suez no Egito: 1859-1869.

No Ano da França no Brasil, a Tractebel Energia e o grupo GDF SUEZ, em parceria com o Governo de Santa Catarina, trouxeram para a capital catarinense mais de 100 peças entre fotografias, pinturas, gravuras, álbuns originais e vídeos. Montada especialmente para essa ocasião e pela primeira vez fora da Europa, a exposição é uma viagem à construção de uma das mais importantes obras do Século 19, o Canal de Suez. Além da capital, visitantes de 42 cidades diferentes de Santa Catarina, outros 22 estados brasileiros e oito países, passaram pelo Cruz e Sousa, curiosos sobre a vida do visionário francês e sua obra.

O engenheiro civil Sidnei Soares, 56 anos, observava as imagens e textos com tanta atenção que mal percebeu a reportagem se aproximando. “Quero voltar com mais tempo porque me surpreendi com a quantidade de fotos e informações. Achei tudo muito curioso e interessante, mais até por aspectos pessoais do que por profissionais”, elogiou. Houve quem ‘caiu de pára-quedas’ na ocasião e se surpreendeu. Cauê Ramires, 22 anos, músico, estava no Palácio Cruz e Sousa, inicialmente, para acompanhar o pai, Guinha Ramires, também músico, que iria se apresentar na tarde de 18 de novembro, acompanhando Nicole Obélé, cantora natural de Camarões. “Entrei, achei legal e resolvi conhecer mais”, comenta curioso, quase sem tirar os olhos das gravuras.

Para os estudantes das escolas visitantes, a leitura não foi tão diferente. A adolescente Keysse Souza, de 16 anos, aluna do Colégio Energia, sorria com as colegas ao olhar os painéis que ilustram a construção do Canal de Suez. “Interessante porque há informações que eu nem imaginava, coisas que estão enriquecendo o que aprendo na escola”, completou. Para facilitar o entendimento dos alunos, a Tractebel Energia, em parceria com o Governo do Estado, elaborou cartilhas educativas e montou uma equipe de monitores para acompanhar grupos de escolas e universidades na exposição.

Nos dois primeiros meses, a maior parte dos visitantes era composta de grupo de alunos de escolas cadastradas. Mas nas duas últimas semanas de dezembro e em janeiro, para a surpresa dos próprios organizadores, as visitas de turistas e população regional cresceram muito, provando o interesse em iniciativas como essa.

Letícia de Assis
lbassis@gmail.com
Fotos:
Divulgação

 
 

 
Batucada para o mundo sambar
30/1/2010
 

Exibindo talento, simpatia e muito fôlego, Daniela Mercury mostra que não é seu o canto da cidade, mas o canto da mistura de raças, cores e ritmos brasileiros.

O show Canibália é uma celebração da cultura afro-brasileira, da mestiçagem e da riqueza artística que os negros trouxeram para o Brasil e aqui desenvolveram. O CD, ainda fresquinho, foi lançado em outubro de 2009 no Brasil, Estados Unidos e Europa e confirma a volta da cantora a ritmos afro-brasileiros, o que começou com Balé Mulato (2005). Anteriormente, Mercury havia lançado um álbum (Carnaval Eletrônico - 2004) com batidas eletrônicas como o drum and bass.

Mais do que uma face canibalista, o atual show da eterna rainha do axé revela uma releitura do movimento antropofágico. Enquanto o público espera pelo show, vê o palco coberto por uma grande pintura em que, ao centro, se vê uma mulher negra e nua, com um quê de Tarsila do Amaral, de cujo meio das pernas saem outros negros, homens e mulheres brancos, trabalhadores, cidades, plantações. Durante o show, batuque, danças, roupas e maquiagens, tudo deglute afrodescendência.

Daniela Mercury cantou Dorival Caymmi, Vinícius de Moraes, Celia Cruz, fez dueto com Carmen Miranda e o guitarrista deu palhinha de Caetano Veloso. A apreciação das rebuscadas harmonias e saborosas letras foi enaltecida por uma decisão, da qual discordo até o fim, da produção do Costão do Santinho - local em que foi realizado o espetáculo. O público estava sentado comportadamente em cadeiras que mais pareciam uma grande convenção de qualquer coisa. Diferença: ai deles se estivéssemos na Bahia. Quando é que lá na terrinha da cantora alguém ia pensar em ficar sentado durante um show desses? "Sentados comportadamente" é algo que nunca caberia em um show de Daniela.

No fim das contas, um grupo de pessoas que dançavam nas laterais do palco acabou tomando conta do pedaço e indo para a beira do palco para rodar a baiana. Preciso dizer que eu integrava o grupo? Agora sim a convenção parecia um show de axé. Até os mais recatados caíram no rebolado quando Mercury ousou um Kuduro. Sem piadas. Não sabe o que é? Google.

Mercury veio acompanhada de banda, dançarinos e backing vocals que deram o mellhor apoio que a artista poderia precisar para manter o clima do show lá em cima. Os dançarinos faziam acrobacias e jogavam capoeira. Os componentes da percussão brilharam na execução de seus instrumentos e no bom humor. Com toda essa mistura, o espetáculo ganhou algo de Ilê Aiyê, bloco afro de carnaval baiano que tanto aparece nas letras de Daniela Mercury.

As composições de Mercury para o novo CD mostram um lado muito refinado do trabalho da cantora. São canções inteligentes com poesia sensível, Oyá Por Nós e Sol do Sul são exemplos. E os clássicos, ai ai, os sucessos clássicos ... quem consegue ficar parado com O Canto da Cidade ou com Swingue da Cor. Ainda fiquei querendo mais, como O Reggae e o Mar e Batuque, que não rolaram.

Mas quem sabe no próximo. Show da Daniela Mercury é como aqueles chips, é impossível ir a um só. E digo sem receios: virei fã. Não duvido até que uma família de japoneses, que compunha a pequena parte que permaneceu sentada até o fim do show, deve ter adicionado uma ou outra música a seus Ipods. Os outros gringos, hermanos, brothers e brasileiros de todos os lugares, estavam todos arriscando uns passinhos.

Falando no próximo show a que irei da Dani... Espero que dessa vez seja na ladeira do Curuzu, acompanhando um trio elétrico, em um terreiro ou em qualquer lugar em que a latinha da cerveja não seja a R$ 6 e em que a pista - aquela pra dançar mesmo, não seja um local espremido entre câmeras e mesas de som e luz.

A iniciativa da Orth Produções de trazer grandes artistas da música brasileira para Floripa é ótima, sem dúvida, necessária. Mas gente, para apreciar a cultura brasileira de raiz, da africanidade, do batuque e do carnaval, que sejam os próprios brasileiros ou estrangeiros, tem que ser da mesma forma com que esse país se segura: no suor e no rebolado.

Claudia Mussi
eventos@guiafloripa.com.br
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Avatar: Uma Autocrítica que Encanta
29/1/2010
 

É isso mesmo, Avatares, matem todos esses humanos nojentos e sem coração.

Foi assim que saí do cinema hoje... e olha, que legal, em 3D. No começo, fiquei meio zonzo. Só depois, me acostumei com essa novidade e agora, amigos, quero uma TV em 3D na minha casa... Aliás, acho que esse será o futuro.


Quase todos os ingressos da sessão já tinham sido vendidos e eu fiquei a "3Dedos" da tela... Ainda bem que não era o filme do Rock Balboa... já pensou? Ia tomar uma surra! E como eles não limpam as porcarias dos óculos, foram "4Dedos", um deles em primeiro plano, com a digital marcada com gordura de pipoca na minha cara.

Bom, mas agora, falando sério (de vez em quando é bom)... Até que enfim, um filme que demonstra de um modo bastante idealista as consequências da opressão por uso de uma força brutal e devastadora, seja sobre os índios ou qualquer outro povo, ou sobre o meioambiente.

Não me admira que uma parte do cinema americano, formado por intelectuais e naturalistas, apresente algo tão cheio de significados, afinal qual é o povo que mais invade e explora outros países em busca de novos recursos naturais? Qual é o país que mata em troca de petróleo, que comete assassinatos políticos e cria desavenças entre os povos? Esse filme é mais do que um cinema-pipoca, é uma autocrítica muito bem constituída da política externa americana.


O cinema americano, sempre que pode, vai de encontro com a política externa de seu país. Interessante, é que muito antes da caça ao Bin Laden, Hollywood já tinha produzido o filme "Coração Valente", com direção do Mel Gibson. Naquele filme, fizeram reverências a William Wallace, um guerreiro, que no começo do primeiro século pós Cristo defendeu os interesses dos seus e, por isso, foi tachado como bárbaro pelo reino inglês (soberano na época). Se existisse nos dias de hoje e morasse no Afeganistão, William Wallace poderia ser tachado de terrorista. Será que algum dia alguém mostrará Bin Laden como um "guerreiro" que ousou desafiar o império de sua época?

Logo após a não assinatura do Protocolo de Quioto, assistimos ao filme "O Dia Depois de Amanhã", que denotou de modo objetivo a falta de lisura do Governo Bush com as eminentes consequências do aquecimento global (assunto esse que hoje é tratado com maior atenção pelo mundo). Nesse filme, inclusive, o presidente americano morre... não sei se vocês se lembram disso. E, numa das cenas mais aplaudidas pelo público brasileiro dentro das salas, o governo norteamericano perdoa todas as dívidas com a América Latina para que os americanos possam fugir para outros países, em uma "imigração às avessas".



Os EUA não produzem matéria prima para quase nada e dependem da superfaturação de sua manufatura (obtida graças à compra de matéria prima barata oriunda de países menos desenvolvidos) para o enriquecimento. É assim com tudo: desde roupas a combustíveis. No mundo das artes, no entanto, é um pouco diferente... o povo americano exporta, através da tecnologia artística e de seu padrão cinematográfico um ideal de vida, uma cultura que hoje é adotada por quase todos os países do mundo ocidental. A boa notícia é que esse segmento da economia americana está deixando de vender a imagem de seus heróis fictícios, super bombados e armados (Rambos e Arnold Schwarzenegger da vida) para dar lugar a uma humildade sobre-humana, que reverencia os poderes inigualáveis da natureza, da empatia e do amor comunitário...

Demais! Depois de ver um soldado se apaixonar por uma selvagem azul que se identifica com a natureza é que eu entendo porque Stallone não faz mais sucesso e porque Schwarzenegger se exilou na política (interna) de seu país.

João Pedro Roriz
jproriz@gmail.com
Fotos:
Divulgação

 
 

 
Stand up Comedy anima as segundas na Cachaçaria da Ilha do Centro
15/10/2009
 

Fabio Rabin mostrou de perto todo seu talento de humorista nato.

Desde o ano passado bares de todos os cantos da cidade investem em criar novas atrações. Neste intuito surgiu a ideia de roubar o stand up comedy que rola nos teatros e trazer pro bar escancaradamente. O roubo deu certo e agora a Cachaçaria também está na onda. Desde dezembro, um dos bares mais tradicionais de Floripa está arrancando risos e gargalhadas de quem ousa ir ao bar na segunda-feira.

O projeto é uma parceria entre o bar e os humoristas do DeCaraLimpa e Santa Comédia. Segunda (11) rolou show com Fábio Rabin. A procura foi tanta que a casa atrasou toda a agenda e fez uma sessão extra, que rola nesta segunda (18). Na semana passada, o bar estava lotado na espera de Rabin, que trabalha atualmente no programa Furfles da MTV. O repertório do moço paulista é realmente para te fazer rir e esquecer do mundo lá fora. O desencadeamento dos fatos é muito bem elaborado. É como ser levado pelo braço por um roteiro em que cada cena é uma surpresa cômica.

E assim caminha o projeto, com bons humoristas alegrando e levando alegria. Vários profissionais de ótima qualidade ainda passarão pelo palco: Felipe Hamachi, Vitor Hugo e Luiz França. Então, confira a agenda e se joga pra lá!

Dani Medeiros
danielledemedeiros@gmail.com
Texto
Foto:
Cassiano Ferraz

 
 

 
Noite de Doors na Lagoa
14/1/2010
 

Calor e boa música marcam o show da banda The Doors Floripa.

The Doors é uma das principais e mais influentes bandas do final dos anos 60, início dos 70. É uma responsabilidade bastante grande fazer um cover, decente, do grupo. E foi o que conseguiu a banda The Doors Floripa. Claro que se comparar ao Jim Morrison é prepotência, mas conseguiram animar a galera - a maioria, grandes fãs - apesar do calor absurdo que fazia dentro do Drakkar e da fila para entrar e para sair.

Com Guga de Limma no vocal, Andréia de Limma na bateria, Daniel Cozzer na guitarra, Pablo Serrano no baixo e Loran Regis nos teclados, fizeram um bom show apesar da falta de estrutura da casa. Local cheio, pessoal animado e um suor contínuo que fazia qualquer pessoa parecer que acabou de sair do chuveiro - claro que não tão cheirosa - por mais parada que estivesse (confesso que saí antes do final do show, o calor estava insuportável).

No repertório, os principais sucessos da banda original, como Break on Through (To the Other Side), Light My Fire, People Are Strange, Riders on the Storm, Hello, I Love You, Love Me Two Times e até uma canjinha rápida, mas que deixou todos com água na boca, de Moonlight Drive (essa espero que esteja completa no repertório para os próximos shows).

Uma ótima representação do grupo formado por Jim Morrison, Ray Manzarek, Robby Krieger e John Densmore. Parabéns para o Doors Floripa, à Rock Produções, que possibilitou o evento, e ao deck do Drakkar, que mais parecia um oásis no meio do deserto, apesar da impossibilidade de acompanhar o show de lá.

Thayse Madella
thaysemadella@gmail.com
Texto e fotos

 
 

 
Réveillon Mágico de Floripa
4/1/2010
 

Segunda edição reuniu mais de três mil pessoas no Praia Mole Eco Village.

Ano Novo! Esta data sempre faz brotar nas pessoas a esperança de uma vida nova, com mais amor, paz e prosperidade. Já para quem foi ao Réveillon Mágico de Floripa, a convicção de que o ano de 2010 será assim mesmo fica reforçada. A festa acendeu ainda mais a esperança.

O espírito de alegria, a paisagem deslumbrante da Lagoa da Conceição juntamente com o astral das pessoas lindas vestidas de branco abrilhantou o momento. Regado à bebida, com tábuas de frios à vontade e muito glamour, a festa animou a todos. As duas pistas estavam muito bem representadas por artistas memoráveis. No Espaço Live os grupos Delírio, Samba Aí, Apogeu, Em Cima da Hora e Teu Sorriso colocaram a galera para dançar ao som do pagode e do samba. No sertanejo universitário teve os cantores João Lucas & Léo. E o tão esperado Jeito Moleque também arrasou com seu pagode. No Espaço House Music: DJs Dom Chung, Rodrigo Varela, Fabiano Gelber, Charles M., Everton e Bondi. A queima de fogos foi um espetáculo à parte, que encantou e simbolizou o começo de um novo ano.

Dalva Medeiros
dalvacimedeiros@hotmail.com
Texto e Fotos

 
 

 
Último dia de festa
27/11/2009
 

O Folianópolis 2009 chega ao fim, assim como o preconceito, deixando ainda mais espaço para a diversão.

Aos 15 anos, quando era fã de Led Zeppelin e Ozzy Osbourne, não me imaginava aqui. Em 2007, venci o preconceito e comprei o meu primeiro abadá. Tinha dificuldades em diferenciar abadá de micareta - achava que uma coisa era outra -, mas agora já me acostumei com as expressões. Sei, por exemplo, que Chiclete com Banana e Asa de Águia são os reis da micareta. Neste ano, o Folianópolis conseguiu juntar a fina flor do axé, trazendo os dois grupos para o trio elétrico de Floripa.

Escolhi o sábado e me mandei para o carnaval fora de época. Batom na Cueca agitou a galera, embaixo de chuva leve e insistente, com simpatia e animação contagiantes. Mas o Asa de Águia mostrou o porquê da majestade. Logo que entrou, a multidão, de abadá, seguiu o trio alucinadamente. As pessoas do camarote ficaram em polvorosa e toda a Nego Quirido vibrou com o grupo. A arquibancada também se movimentava pra lá e pra cá, sem perder a compostura.

Percebi que conhecia várias músicas, e até senti vergonha por isso - fruto do remorso pelo abandono dos deuses da guitarra. Mas Durvalino, do Asa, também arriscou alguns solos (que Jimi Hendrix não lhe ouça!).



A chuva fez os corpos parecerem ainda mais animados com a entoada baiana. Cabelos encharcados e abadás colados aos corpos completaram o cenário de país tropical abençoado por Deus. Que beleza!

Precisei sair antes do previsto porque a chuva não estava prosa. Cambaleei, de fadiga e emoção, tropeçando nas poças d'água, até o estacionamento. Dei partida no carro e, encharcada, fui embora, com a alma lavada. Que Mick Jagger me perdoe...

Bruna Wagner
brunawagner@gmail.com
Fotos e texto

 
 

 
Segunda noite do Folianópolis 2009
24/11/2009
 

No chão ou nos camarotes, a ordem era pular e dançar!

A segunda noite do Folianópolis 2009, na sexta-feira (20/11), reuniu muita gente bonita e animada para curtir André Lellis e Chiclete com Banana. Esta foi a primeira vez que o Chiclete veio para Floripa e, sem dúvida, era a atração mais esperada. E a banda comandada por Bell Marques não deixou por menos. Foi difícil encontrar alguém parado durante as mais de oito horas de festa.

Enquanto na avenida a galera acompanhava o trio de perto, nos camarotes o clima não era muito diferente. Muitos globais marcaram presença, entre eles Iran Malfitano, Bruno de Lucca e Kayke Brito. O bom é que lá de cima dá para ficar um pouco mais pertinho da banda e até interagir com eles.

A quarta edição do carnaval fora de época movimentou os hotéis da Capital e antecipou a temporada de verão, reunindo chicleteiros de diversos cantos do país que vieram especialmente para curtir a folia. Ano que vem tem mais!

Lis Nascimento
lisandranascimento@hotmail.com
Fotos:
Gustavo Kaminski

 
 

 
"Não posso perder um minuto dessa festa"
23/11/2009
 

É dada a largada para uma das festas mais esperadas do Estado.

Teve início, na noite de quinta-feira (19/11), a quarta edição da maior micareta do sul do País. O Folianópolis ocupa, hoje, a posição de segundo maior evento privado de Santa Catarina. A primeira noite do evento, que teve público de aproximadamente 8 mil pessoas, reuniu paulistas, cariocas, mineiros, gaúchos e, é claro (...) manezinhos.

A ameaça de temporal poucas horas antes do evento não desanimou os foliões. A energia contagiante dos shows de Tomate e da Banda Eva empolgou o público que acompanhou, incansavelmente, o trio elétrico até quase 5 horas da manhã. Além das atrações principais da passarela Nego Quirido, os foliões dos camarotes ainda contaram com as apresentações de outros artistas, como a do grupo de pagode Pixote.

Uma noite de festa muito bem organizada e eletrizante, que iniciou com o pé direito o carnaval fora de época da Ilha. "O ambiente tranquilo e muito animado com pessoas que estão aqui para curtir. Um clima muito bom...", diz Renata Martorano, que também aproveitou a festa.

... E as próximas noites prometem muito mais!

Juliana Costa e Larissa Martins
larissagarciam@gmail.com
Texto e Fotos

 
 


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