COLUNA
GUIA FLORIPA
Diário
virtual |
| As
informações contidas nesta coluna são de responsabilidade
dos
autores e não refletem, necessariamente, a
opinião do Guia Floripa.
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| Municipal
da Raça 2010 |
15/2/2009
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Já prepara a fantasia pro próximo
ano.
Fomos em três. Empregada
doméstica, enfermeira e marinheiro de
férias. A expectativa era boa, meio
receosa, mas confiante. Afinal, ano
passado no LIC foi divertidíssimo (Confira
na Coluna de 2009). Particularmente,
achei o LIC muito mais adequado para
o Municipal. O Clube 12 fez o charme
se perder um pouco. Mesmo assim, a animação
estava em alta, com direito a bateria
da Unidos da Coloninha e tudo. O open
bar também não deixou a desejar. Sem
filas, e bem caprichado. Este ano, as
fantasias estavam bacanas, mas pelo
espaço pequeno quase não dava para apreciar
e reparar nas pessoas. Tudo muito junto
e apertado. Mas vi muita criatividade,
loucura e nonsense. Agora é torcer para
que no ano que vem o lugar seja mais
satisfatório.
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Dani Medeiros
danielledemedeiros@gmail.com
Texto
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| Sítio
do Tio Techo: pré-carnaval
ê... ô... |
9/2/2009
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Uma semana antes do Carnaval
já é uma boa desculpa para começar
a festar. Já na 8ª edição, o
Sítio do Tio Techo nos convida
para antecipar o carnaval.

Tarde de sábado. Céu absurdamente
limpo e com um sol brilhando
e esquentando muito. Tanto era
o calor que chegamos na festa
depois de umas três ou quatro
horas do início. Já morrendo
de fome, fomos direto para a
cozinha. Por incrível que pareça,
não havia mais pratos. O motivo?
As pessoas na sua bolha de egoísmo,
pegaram os pratos plásticos
e começaram a usar como leque.
Ou seja, quem estivesse com
fome na festa não podia comer
por falta de utensílio. O cozinheiro
me disse que em média 300 pratos
foram usados pelas pessoas para
se abanar. Uma atitude bem desconfortável.
Por fim, conseguimos achar pratos
e depois de alguns minutos estávamos
experimentando o delicioso carreteiro,
feito pelo restaurante Cheiro
Verde, do continente.
Depois de saciada a fome, fomos
para o bar, que estava muito
bom,com atendimento agilizado
e simpático. A pista bombando
com muito pagode e no final
até repertório de música caipira,
daquelas boas pra dançar e rodar
no salão, ou no caso, na grama.
A tarde de sábado realmente
foi bem animada, com boas bandas
no palco, bebida rolando à vontade
e até cachorro-quente no decorrer
da noite. Pena que acabou cedo,
fiquei ainda com gostinho de
quero mais.
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Dani
Medeiros
danielledemedeiros@gmail.com
Texto
Foto: Divulgação
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| Gadú
virou sinônimo de
bom gosto |
8/2/2010
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Praia
Brava recebe Maria Gadú.

Ter bom gosto
para a música é uma questão
de escolha. Geralmente, por
mais relativo (palavra chata!)
que seja, ouvir uma boa música
implica em muitas coisas. Uma
delas é ouvir uma menina de
23 anos, que nasceu em São Paulo
e tem uma voz inconfundível.
Maria Gadú apareceu ano
passado para marcar uma nova
era de compositores e intérpretes
de talentos inquestionáveis.
Ontem (7), o último dia do Floripa
Tem – evento que acontece no
verão em Florianópolis, em vários
pontos da ilha e um deles na
embaixada da Praia Brava, Norte
da Ilha - trouxe a jovem cantora
para o encerramento da temporada
de 2010. Foi um pocket show
regado à músicas de altíssimo
nível. Quem esteve por lá pôde
conferir. O que ouvimos foi
a confirmação de que teremos
que “aturar” por muito tempo
(esperamos que sim) uma jovem
que esbanja uma dávida.
Me impressionou
o número de adolescentes na
plateia. Fiquei contente. Será
que essa nova geração está mudando
os gostos musicais do “tuts
tuts” para algo mais, digamos,
requintado? Ou estão conciliando?
O mais prazeroso ainda foi ouvir
o povo gritar pela canção Ne
Me Quitte Pas, eternizada
na voz da cantora francesa Simone
Langlois e pela brasileira Maysa
Matarazzo, que ganhou uma nova
cara com Gadú. As releituras
de Lanterna dos Afogados
e Trem das Onze foram também
um dos clássicos executados
de forma bem moderna e particular
por Maria. Querendo ou não,
a menina é um destaque. Ela
quase não se mexe do banquinho
em que canta, mas nem precisa.
Não posso negar e muito menos
poupar adjetivos para a moça
e para a situação em que vivemos
na tarde ensolarada de domingo.
Esperamos a pequena
notável e simpática pousar na
ilha novamente. Como ela mesma
prometeu. “A gente se vê em
abril!”. Vamos aguardar o mês
de abril, então..
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Billy
Rezk
angelusbilly@hotmail.com
Texto e Foto
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| Baixou
a Sasha Fierce na Ilha Catarinense |
5/2/2010
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Aplausos!
Em
Desterro, na quinta-feira (4),
precisamente no Parque Planeta,
na SC-401, Norte da Ilha de
Santa Catarina, às 22h17, com
um calor de cerca de 33º, baixou
a entidade Sasha Fierce - ou
o alter ego da cantora, que
logo gritou: "Floripa!" para
dizer que estava no local. Estou
falando da maior diva pop da
atualidade. Beyoncé. Aquela
que ganhou seis grammys,
no último domingo (31), e entrou
para a história como a mulher
que mais recebeu o gramofone
numa noite. A moça estava possuída
na Ilha da Magia para a abertura
da "I am... tour" no
Brasil.
Com 17 minutos
de atraso, a musa pop levou
ao delírio cerca de 25 mil pessoas
que cantaram e suaram, mas suaram
a camisa para vê-la. Os primeiros
acordes do show foram um trecho
de "Deja vu". No abrir das cortinas,
de repente, com um modelito
dourado, glamouroso, surge ela
para cantar um dos primeiros
sucessos da carreira solo: "Crazy
in love". O telão, que servia
de cenário e cobria o fundo
do palco inteiro, foi um show
à parte. Vez em quando a bela
cintura da moça aparecia. Há
quem diga que algumas moças
ficaram com inveja. Mas tudo
estava digno de um mega show
internacional. O que também
ficou bastante evidente foi
um dos instrumentos principais
da cantora: a voz. A americana
mostrou que sabe cantarolar
e ter o controle total do gogó
no momento em que cantou "Ave
Maria", por mais que muitos
tenham achado um tanto exagerado,
não a voz, mas o vestido meio
"virgem" da musa soul.
Os dançarinos
também deram um show nas coreografias
mega sincronizadas. Cerca de
15 bailarinos interagiam com
a cantora em quase todas as
músicas. Em um momento Beyoncé
deu uma escorregadinha, mas
nada que abalace a qualidade
do espetáculo. A morena se levantou
e continuo cantando e dançando
lindamente como se nada tivesse
acontecido. A eletrizante banda
Suga Mama, composta só por mulheres,
deixou alguns músicos presentes
embasbacados. Porque simplesmente
arrasaram. Principalmente quando
cada uma mostrou os seus dotes.
O trio vocal (The Mamas) lembrava
muito aquelas cantoras gospel
de corais americanos. Tudo altamente
sincronizado e, repito, perfeito.
Um dos pontos mais altos do
show foi o sucesso da atualidade
da cantora, "All The Single
Ladies" (Put a Ring on It).
No telão, apareceram diversas
pessoas fazendo a coreografia
que virou mania no youtube,
inclusive, o Presidente dos
Estados Unidos, Barack Obama.
Foi contagiante. O público também
tentou dançar e mexer a mãozinha
como pôde. A diva pop marcou
a história de Santa Catarina
e disse que estava feliz por
estar no Brasil. O final estava
chegando.
No mega telão,
surge o maior astro da música
pop mundial - Michael Jackson.
Os acordes de "Halo" embalou
a multidão que ouviu a cantora
dizer: "ele influenciou a minha
carreira". Emocionante. Como
diriam os umbandistas "canta
pra subir". O povo não queria
"cantar pra subir" não, mas
a entidade Sasha Fierce subiu,
as cortinas se fecharam e ela
terminou dizendo: "I am...
Yours". A única coisa que
todos sentiram foi os cerca
de 40 minutos de show que ficaram
faltando. O que foi divulgado
foram duas horas e meia de apresentação,
mas o povo presente olhou para
o relógio e percebeu que tudo
tinha acabado alguns minutos
antes. Mesmo assim, valeu a
pena ter esperado a maior cantora
pop da atualidade sacudir Florianópolis.
São Paulo, Rio de Janeiro e
Salvador que preparem o terreiro,
porque Sasha Fierce vai baixar.
Não brilhou
O que infelizmente
não brilhou na abertura da turnê
da cantora no Brasil foi a falta
de segurança. Vários delitos
foram cometidos, como: furto,
roubo, etc. O pior de todos
os casos foi o roubo de um estacionamento
inteiro com alguns carros roubados.
Lamentável. Daqui a pouco divulgo
números. O preço da água era
o que a maioria também reclamava.
Antes do show da diva custava
R$ 5 (E o preço estava estampado
na camiseta dos vendedores ambulantes),
depois que a mulher entrou para
cantar a água passou a custar
a bagatela de R$ 8 (Agora com
os ambulantes desfilando com
a camiseta do avesso. Por que
será?).
Muitos murmúrios
se ouviam também sobre o chão
do local. Cheio de britas e
super desconfortável. Quem era
mais de estatura baixa, se caísse
no azar de ficar num lugar mais
baixo, estaria arruinado. Não
conseguia ver quase nada. Vi
muitos fazendo montinho da pedra
fragmentada para ficar um pouco
maior. Horrível. Também ouvi
dizer que houve bafafá - lê-se
baixaria, barraco, confusão,
no camarote. Eu garanto que
também vi gente clamando por
um ar condicionado no local.
Ainda bem que LHS e esposa estavam
lá e viram as condições do tão
falado Parque Planeta, que futuramente
vai se tornar um condomínio
de luxo. Se bem que não sei
se notaram mesmo. Enfim, eles
estavam se divertindo. Dia de
folga. Deu para notar que a
ilha não está tão preparada
assim para receber eventos desse
porte. Há muito a se fazer.
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Billy
Rezk
angelusbilly@hotmail.com
Foto: Samuka
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| Exposição
sobre o Canal de Suez em
Florianópolis é sucesso
de público |
2/2/2010
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Oito
mil pessoas passaram pelo Palácio
Cruz e Sousa, em Florianópolis,
entre 6 de novembro e 15 de
janeiro para visitar a exposição
Ferdinand de Lesseps e a construção
do Canal de Suez no Egito: 1859-1869.
No
Ano da França no Brasil, a Tractebel
Energia e o grupo GDF SUEZ,
em parceria com o Governo de
Santa Catarina, trouxeram para
a capital catarinense mais de
100 peças entre fotografias,
pinturas, gravuras, álbuns originais
e vídeos. Montada especialmente
para essa ocasião e pela primeira
vez fora da Europa, a exposição
é uma viagem à construção de
uma das mais importantes obras
do Século 19, o Canal de Suez.
Além da capital, visitantes
de 42 cidades diferentes de
Santa Catarina, outros 22 estados
brasileiros e oito países, passaram
pelo Cruz e Sousa, curiosos
sobre a vida do visionário francês
e sua obra.
O engenheiro civil Sidnei Soares,
56 anos, observava as imagens
e textos com tanta atenção que
mal percebeu a reportagem se
aproximando. “Quero voltar com
mais tempo porque me surpreendi
com a quantidade de fotos e
informações. Achei tudo muito
curioso e interessante, mais
até por aspectos pessoais do
que por profissionais”, elogiou.
Houve quem ‘caiu de pára-quedas’
na ocasião e se surpreendeu.
Cauê Ramires, 22 anos, músico,
estava no Palácio Cruz e Sousa,
inicialmente, para acompanhar
o pai, Guinha Ramires, ta mbém
músico, que iria se apresentar
na tarde de 18 de novembro,
acompanhando Nicole Obélé, cantora
natural de Camarões. “Entrei,
achei legal e resolvi conhecer
mais”, comenta curioso, quase
sem tirar os olhos das gravuras.
Para os estudantes
das escolas visitantes, a leitura
não foi tão diferente. A adolescente
Keysse Souza, de 16 anos, aluna
do Colégio Energia, sorria com
as colegas ao olhar os painéis
que ilustram a construção do
Canal de Suez. “Interessante
porque há informações que eu
nem imaginava, coisas que estão
enriquecendo o que aprendo na
escola”, completou. Para facilitar
o entendimento dos alunos, a
Tractebel Energia, em parceria
com o Governo do Estado, elaborou
cartilhas educativas e montou
uma equipe de monitores para
acompanhar grupos de escolas
e universidades na exposição.
Nos
dois primeiros meses, a maior
parte dos visitantes era composta
de grupo de alunos de escolas
cadastradas. Mas nas duas últimas
semanas de dezembro e em janeiro,
para a surpresa dos próprios
organizadores, as visitas de
turistas e população regional
cresceram muito, provando o
interesse em iniciativas como
essa.
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Letícia
de Assis
lbassis@gmail.com
Fotos: Divulgação
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| Batucada
para o mundo sambar |
30/1/2010
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Exibindo talento,
simpatia e muito fôlego, Daniela
Mercury mostra que não é seu
o canto da cidade, mas o canto
da mistura de raças, cores e
ritmos brasileiros.
O show Canibália
é uma celebração da cultura
afro-brasileira, da mestiçagem
e da riqueza artística que os
negros trouxeram para o Brasil
e aqui desenvolveram. O CD,
ainda fresquinho, foi lançado
em outubro de 2009 no Brasil,
Estados Unidos e Europa e confirma
a volta da cantora a ritmos
afro-brasileiros, o que começou
com Balé Mulato (2005).
Anteriormente, Mercury havia
lançado um álbum (Carnaval
Eletrônico - 2004) com batidas
eletrônicas como o drum and
bass.

Mais do que uma
face canibalista, o atual show
da eterna rainha do axé revela
uma releitura do movimento antropofágico.
Enquanto o público espera
pelo show, vê o palco
coberto por uma grande pintura
em que, ao centro, se vê uma
mulher negra e nua, com um quê
de Tarsila do Amaral, de cujo
meio das pernas saem outros
negros, homens e mulheres brancos,
trabalhadores, cidades, plantações.
Durante o show, batuque, danças,
roupas e maquiagens, tudo deglute
afrodescendência.
Daniela
Mercury cantou Dorival Caymmi,
Vinícius de Moraes, Celia
Cruz, fez dueto com Carmen Miranda
e o guitarrista deu palhinha
de Caetano Veloso. A apreciação
das rebuscadas harmonias e saborosas
letras foi enaltecida por uma
decisão, da qual discordo
até o fim, da produção
do Costão do Santinho
- local em que foi realizado
o espetáculo. O público
estava sentado comportadamente
em cadeiras que mais pareciam
uma grande convenção
de qualquer coisa. Diferença:
ai deles se estivéssemos
na Bahia. Quando é que
lá na terrinha da cantora
alguém ia pensar em ficar
sentado durante um show desses?
"Sentados comportadamente"
é algo que nunca caberia
em um show de Daniela.
No fim das contas,
um grupo de pessoas que dançavam
nas laterais do palco acabou
tomando conta do pedaço
e indo para a beira do palco
para rodar a baiana. Preciso
dizer que eu integrava o grupo?
Agora sim a convenção
parecia um show de axé.
Até os mais recatados
caíram no rebolado quando
Mercury ousou um Kuduro.
Sem piadas. Não sabe
o que é? Google.

Mercury veio acompanhada
de banda, dançarinos
e backing vocals que
deram o mellhor apoio que a
artista poderia precisar para
manter o clima do show lá
em cima. Os dançarinos
faziam acrobacias e jogavam
capoeira. Os componentes da
percussão brilharam na
execução de seus
instrumentos e no bom humor.
Com toda essa mistura, o espetáculo
ganhou algo de Ilê Aiyê,
bloco afro de carnaval baiano
que tanto aparece nas letras
de Daniela Mercury.
As composições
de Mercury para o novo CD mostram
um lado muito refinado do trabalho
da cantora. São canções
inteligentes com poesia sensível,
Oyá Por Nós
e Sol do Sul são
exemplos. E os clássicos,
ai ai, os sucessos clássicos
... quem consegue ficar parado
com O Canto da Cidade
ou com Swingue da Cor.
Ainda fiquei querendo mais,
como O Reggae e o Mar
e Batuque, que não
rolaram.
Mas quem sabe
no próximo. Show da Daniela
Mercury é como aqueles
chips, é impossível
ir a um só. E digo sem
receios: virei fã. Não
duvido até que uma família
de japoneses, que compunha a
pequena parte que permaneceu
sentada até o fim do
show, deve ter adicionado uma
ou outra música a seus
Ipods. Os outros gringos, hermanos,
brothers e brasileiros de todos
os lugares, estavam todos arriscando
uns passinhos.
Falando
no próximo show a que
irei da Dani... Espero que dessa
vez seja na ladeira do Curuzu,
acompanhando um trio elétrico,
em um terreiro ou em qualquer
lugar em que a latinha da cerveja
não seja a R$ 6 e em
que a pista - aquela pra dançar
mesmo, não seja um local
espremido entre câmeras
e mesas de som e luz.
A iniciativa da
Orth Produções
de trazer grandes artistas da
música brasileira para
Floripa é ótima,
sem dúvida, necessária.
Mas gente, para apreciar a cultura
brasileira de raiz, da africanidade,
do batuque e do carnaval, que
sejam os próprios brasileiros
ou estrangeiros, tem que ser
da mesma forma com que esse
país se segura: no suor
e no rebolado.
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Claudia
Mussi
eventos@guiafloripa.com.br
Texto e Fotos
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| Avatar:
Uma Autocrítica que
Encanta |
29/1/2010
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É isso mesmo, Avatares, matem
todos esses humanos nojentos
e sem coração.
Foi assim que saí
do cinema hoje... e olha, que
legal, em 3D. No começo, fiquei
meio zonzo. Só depois, me acostumei
com essa novidade e agora, amigos,
quero uma TV em 3D na minha
casa... Aliás, acho que esse
será o futuro.
Quase todos os ingressos da
sessão já tinham sido vendidos
e eu fiquei a "3Dedos" da tela...
Ainda bem que não era o filme
do Rock Balboa... já pensou?
Ia tomar uma surra! E como eles
não limpam as porcarias dos
óculos, foram "4Dedos", um deles
em primeiro plano, com a digital
marcada com gordura de pipoca
na minha cara.
Bom, mas agora,
falando sério (de vez em quando
é bom)... Até que enfim, um
filme que demonstra de um modo
bastante idealista as consequências
da opressão por uso de uma força
brutal e devastadora, seja sobre
os índios ou qualquer outro
povo, ou sobre o meioambiente.
Não me admira que uma parte
do cinema americano, formado
por intelectuais e naturalistas,
apresente algo tão cheio de
significados, afinal qual é
o povo que mais invade e explora
outros países em busca de novos
recursos naturais? Qual é o
país que mata em troca de petróleo,
que comete assassinatos políticos
e cria desavenças entre os povos?
Esse filme é mais do que um
cinema-pipoca, é uma autocrítica
muito bem constituída da política
externa americana.
O cinema americano, sempre que
pode, vai de encontro com a
política externa de seu país.
Interessante, é que muito antes
da caça ao Bin Laden, Hollywood
já tinha produzido o filme "Coração
Valente", com direção do Mel
Gibson. Naquele filme, fizeram
reverências a William Wallace,
um guerreiro, que no começo
do primeiro século pós Cristo
defendeu os interesses dos seus
e, por isso, foi tachado como
bárbaro pelo reino inglês (soberano
na época). Se existisse nos
dias de hoje e morasse no Afeganistão,
William Wallace poderia ser
tachado de terrorista. Será
que algum dia alguém mostrará
Bin Laden como um "guerreiro"
que ousou desafiar o império
de sua época?
Logo após a não assinatura do
Protocolo de Quioto, assistimos
ao filme "O Dia Depois de Amanhã",
que denotou de modo objetivo
a falta de lisura do Governo
Bush com as eminentes consequências
do aquecimento global (assunto
esse que hoje é tratado com
maior atenção pelo mundo). Nesse
filme, inclusive, o presidente
americano morre... não sei se
vocês se lembram disso. E, numa
das cenas mais aplaudidas pelo
público brasileiro dentro das
salas, o governo norteamericano
perdoa todas as dívidas com
a América Latina para que os
americanos possam fugir para
outros países, em uma "imigração
às avessas".
Os EUA não produzem matéria
prima para quase nada e dependem
da superfaturação de sua manufatura
(obtida graças à compra de matéria
prima barata oriunda de países
menos desenvolvidos) para o
enriquecimento. É assim com
tudo: desde roupas a combustíveis.
No mundo das artes, no entanto,
é um pouco diferente... o povo
americano exporta, através da
tecnologia artística e de seu
padrão cinematográfico um ideal
de vida, uma cultura que hoje
é adotada por quase todos os
países do mundo ocidental. A
boa notícia é que esse segmento
da economia americana está deixando
de vender a imagem de seus heróis
fictícios, super bombados e
armados (Rambos e Arnold Schwarzenegger
da vida) para dar lugar a uma
humildade sobre-humana, que
reverencia os poderes inigualáveis
da natureza, da empatia e do
amor comunitário...
Demais! Depois de ver um soldado
se apaixonar por uma selvagem
azul que se identifica com a
natureza é que eu entendo porque
Stallone não faz mais sucesso
e porque Schwarzenegger se exilou
na política (interna) de seu
país.

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João
Pedro Roriz
jproriz@gmail.com
Fotos: Divulgação
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| Stand
up Comedy anima as segundas
na Cachaçaria da Ilha do
Centro |
15/10/2009
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Fabio Rabin mostrou de perto
todo seu talento de humorista
nato.

Desde o ano passado bares
de todos os cantos da cidade
investem em criar novas atrações.
Neste intuito surgiu a ideia
de roubar o stand up comedy
que rola nos teatros e trazer
pro bar escancaradamente. O
roubo deu certo e agora a Cachaçaria
também está na onda. Desde dezembro,
um dos bares mais tradicionais
de Floripa está arrancando risos
e gargalhadas de quem ousa ir
ao bar na segunda-feira.
O projeto é uma parceria entre
o bar e os humoristas do DeCaraLimpa
e Santa Comédia. Segunda (11)
rolou show com Fábio Rabin.
A procura foi tanta que a casa
atrasou toda a agenda e fez
uma sessão extra, que rola nesta
segunda (18). Na semana passada,
o bar estava lotado na espera
de Rabin, que trabalha atualmente
no programa Furfles da MTV.
O repertório do moço paulista
é realmente para te fazer rir
e esquecer do mundo lá fora.
O desencadeamento dos fatos
é muito bem elaborado. É como
ser levado pelo braço por um
roteiro em que cada cena é uma
surpresa cômica.
E assim caminha o projeto,
com bons humoristas alegrando
e levando alegria. Vários profissionais
de ótima qualidade ainda passarão
pelo palco: Felipe Hamachi,
Vitor Hugo e Luiz França. Então,
confira a agenda e se joga pra
lá!
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Dani
Medeiros
danielledemedeiros@gmail.com
Texto
Foto: Cassiano Ferraz
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| Noite
de Doors na Lagoa |
14/1/2010
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Calor e boa música marcam o
show da banda The Doors Floripa.
The Doors é uma das
principais e mais influentes
bandas do final dos anos 60,
início dos 70. É uma responsabilidade
bastante grande fazer um cover,
decente, do grupo. E foi o que
conseguiu a banda The Doors
Floripa. Claro que se comparar
ao Jim Morrison é prepotência,
mas conseguiram animar a galera
- a maioria, grandes fãs - apesar
do calor absurdo que fazia dentro
do Drakkar e da fila para entrar
e para sair.
Com Guga de Limma no vocal,
Andréia de Limma na bateria,
Daniel Cozzer na guitarra, Pablo
Serrano no baixo e Loran Regis
nos teclados, fizeram um bom
show apesar da falta de estrutura
da casa. Local cheio, pessoal
animado e um suor contínuo que
fazia qualquer pessoa parecer
que acabou de sair do chuveiro
- claro que não tão cheirosa
- por mais parada que estivesse
(confesso que saí antes do final
do show, o calor estava insuportável).
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No repertório,
os principais sucessos da banda
original, como Break on Through
(To the Other Side), Light My
Fire, People Are Strange, Riders
on the Storm, Hello, I Love
You, Love Me Two Times e
até uma canjinha rápida, mas
que deixou todos com água na
boca, de Moonlight Drive
(essa espero que esteja completa
no repertório para os próximos
shows).
Uma ótima representação
do grupo formado por Jim Morrison,
Ray Manzarek, Robby Krieger
e John Densmore. Parabéns para
o Doors Floripa, à Rock Produções,
que possibilitou o evento, e
ao deck do Drakkar, que mais
parecia um oásis no meio do
deserto, apesar da impossibilidade
de acompanhar o show de lá.
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Thayse
Madella
thaysemadella@gmail.com
Texto e fotos
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| Réveillon
Mágico de Floripa
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4/1/2010
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Segunda edição
reuniu mais de três mil
pessoas no Praia Mole Eco Village.

Ano Novo! Esta
data sempre faz brotar nas pessoas
a esperança de uma vida nova,
com mais amor, paz e prosperidade.
Já para quem foi ao Réveillon
Mágico de Floripa, a convicção
de que o ano de 2010 será assim
mesmo fica reforçada.
A festa acendeu ainda mais a
esperança.
O espírito de
alegria, a paisagem deslumbrante
da Lagoa da Conceição juntamente
com o astral das pessoas lindas
vestidas de branco abrilhantou
o momento. Regado à bebida,
com tábuas de frios à
vontade e muito glamour,
a festa animou a todos. As duas
pistas estavam muito bem representadas
por artistas memoráveis. No
Espaço Live os grupos
Delírio, Samba Aí, Apogeu, Em
Cima da Hora e Teu Sorriso colocaram
a galera para dançar
ao som do pagode e do samba.
No sertanejo universitário teve
os cantores João Lucas &
Léo. E o tão esperado
Jeito Moleque também
arrasou com seu pagode. No Espaço
House Music: DJs Dom Chung,
Rodrigo Varela, Fabiano Gelber,
Charles M., Everton e Bondi.
A queima de fogos foi um espetáculo
à parte, que encantou
e simbolizou o começo
de um novo ano.

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Dalva
Medeiros
dalvacimedeiros@hotmail.com
Texto e Fotos
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| Último
dia de festa |
27/11/2009
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O Folianópolis 2009 chega
ao fim, assim como o preconceito,
deixando ainda mais espaço
para a diversão.
Aos 15 anos,
quando era fã de Led Zeppelin
e Ozzy Osbourne, não me imaginava
aqui. Em 2007, venci o preconceito
e comprei o meu primeiro abadá.
Tinha dificuldades em diferenciar
abadá de micareta - achava que
uma coisa era outra -, mas agora
já me acostumei com as expressões.
Sei, por exemplo, que Chiclete
com Banana e Asa de Águia são
os reis da micareta. Neste ano,
o Folianópolis conseguiu juntar
a fina flor do axé, trazendo
os dois grupos para o trio elétrico
de Floripa.
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Escolhi o sábado
e me mandei para o carnaval
fora de época. Batom na Cueca
agitou a galera, embaixo de
chuva leve e insistente, com
simpatia e animação contagiantes.
Mas o Asa de Águia mostrou o
porquê da majestade. Logo que
entrou, a multidão, de abadá,
seguiu o trio alucinadamente.
As pessoas do camarote ficaram
em polvorosa e toda a Nego Quirido
vibrou com o grupo. A arquibancada
também se movimentava pra lá
e pra cá, sem perder a compostura.
Percebi que conhecia várias
músicas, e até senti vergonha
por isso - fruto do remorso
pelo abandono dos deuses da
guitarra. Mas Durvalino, do
Asa, também arriscou alguns
solos (que Jimi Hendrix não
lhe ouça!).
A chuva fez os corpos parecerem
ainda mais animados com a entoada
baiana. Cabelos encharcados
e abadás colados aos corpos
completaram o cenário de país
tropical abençoado por Deus.
Que beleza!
Precisei sair antes do previsto
porque a chuva não estava prosa.
Cambaleei, de fadiga e emoção,
tropeçando nas poças d'água,
até o estacionamento. Dei partida
no carro e, encharcada, fui
embora, com a alma lavada. Que
Mick Jagger me perdoe...
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Bruna
Wagner
brunawagner@gmail.com
Fotos e texto
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| Segunda
noite do Folianópolis 2009 |
24/11/2009
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No chão ou nos camarotes, a
ordem era pular e dançar!
A segunda noite
do Folianópolis 2009, na sexta-feira
(20/11), reuniu muita gente
bonita e animada para curtir
André Lellis e Chiclete com
Banana. Esta foi a primeira
vez que o Chiclete veio para
Floripa e, sem dúvida, era a
atração mais esperada. E a banda
comandada por Bell Marques não
deixou por menos. Foi difícil
encontrar alguém parado durante
as mais de oito horas de festa.
Enquanto na avenida
a galera acompanhava o trio
de perto, nos camarotes o clima
não era muito diferente. Muitos
globais marcaram presença, entre
eles Iran Malfitano, Bruno de
Lucca e Kayke Brito. O bom é
que lá de cima dá para ficar
um pouco mais pertinho da banda
e até interagir com eles.
A quarta edição do carnaval
fora de época movimentou os
hotéis da Capital e antecipou
a temporada de verão, reunindo
chicleteiros de diversos cantos
do país que vieram especialmente
para curtir a folia. Ano que
vem tem mais!
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Lis
Nascimento
lisandranascimento@hotmail.com
Fotos: Gustavo Kaminski
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| "Não
posso perder um minuto dessa
festa" |
23/11/2009
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É dada a largada para
uma das festas mais esperadas
do Estado.
Teve início,
na noite de quinta-feira (19/11),
a quarta edição da maior micareta
do sul do País. O Folianópolis
ocupa, hoje, a posição de segundo
maior evento privado de Santa
Catarina. A primeira noite do
evento, que teve público de
aproximadamente 8 mil pessoas,
reuniu paulistas, cariocas,
mineiros, gaúchos e, é claro
(...) manezinhos.
A ameaça de temporal poucas
horas antes do evento não desanimou
os foliões. A energia contagiante
dos shows de Tomate e da Banda
Eva empolgou o público que acompanhou,
incansavelmente, o trio elétrico
até quase 5 horas da manhã.
Além das atrações principais
da passarela Nego Quirido, os
foliões dos camarotes ainda
contaram com as apresentações
de outros artistas, como a do
grupo de pagode Pixote.
Uma noite de
festa muito bem organizada e
eletrizante, que iniciou com
o pé direito o carnaval fora
de época da Ilha. "O ambiente
tranquilo e muito animado com
pessoas que estão aqui para
curtir. Um clima muito bom...",
diz Renata Martorano, que também
aproveitou a festa.
... E as próximas noites prometem
muito mais!
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Juliana
Costa e Larissa Martins
larissagarciam@gmail.com
Texto e Fotos
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