COLUNA
GUIA FLORIPA
Diário
virtual |
| As
informações contidas nesta coluna são de responsabilidade
dos
autores e não refletem, necessariamente, a
opinião do Guia Floripa.
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| A
Mulher Invisível: como assim?!? |
26/6/2009
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O filme brasileiro estreiou
com uma proposta diferente
dos tradicionais filmes nacionais,
mas conseguiu dar conta do recado.
Quando se trata
de filmes do Selton Mello, sou
suspeita para falar. Sem dúvidas,
o mais interessante do filme
é a atuação do ator - para muitos
deve ter sido as aparições nuas
e semi-nuas (em todos os casos)
de Luana Piovani. Acredito que
foi até mesmo um pouco desnecessário,
apelativo demais - a garota
que estava sentado ao meu lado
com certeza achou isso, tampando
a cada aparição da atriz os
olhos do namorado (faça-me o
favor, né?).
A narração do
filme é bem mais parecida
com o que estamos acostumados
a ver em tradicionais produções
cinematográficas americanas.
A história não
foge de um roteiro linear da
conhecida comédia romântica,
que não supreende com
o já esperado final feliz.
Bem que eu gostaria que o filme
tivesse acabado na hora em que
ele entra na banheira e chama
a personagem da Luana Piovani
pra casar, mesmo já ciente
de que ela era fruto da imaginação
dele - mas, ok, não entremos
em minhas expectativas pessoais.
Essa estrutura, no entanto,
não tira o mérito
do filme. Sou uma apaixonada
pelo cinema brasileiro, mas
sempre há o que desenvolver
e experimentar e, para isso,
qualquer inovação
é bem-vinda.
É um filme de comédia
em todos os sentidos, mas que
mostra casos reais de esquizofrenia.
Forçando bastante, daria para
fazer uma interpretação profunda
sobre isso. Melhor não. Mais
fácil falar das risadas, elas
não precisam de interpretações.
Melhor assim.
O Selton Mello contracenando
com uma pessoa invisível e conversando
com seu amigo Carlos, personagem
de Vladimir Brichta, foram as
melhores cenas. Ah! E claro,
a atuação de Fernanda Torres.
Quase não aparecia, mas quando
aparecia... arrancava risada
geral dos espectadores. Fantástica
sempre. Fiquei na dúvida: qual
papel sério ela já fez? A comédia
parece pairar no corpo da mulher.
Enfim, o filme cumpriu com o
prometido: tem que estar de
muito mal humor para sair da
sala do cinema sem dar umas
boas risadas.
No site
oficial do filme você
pode ver vídeos, fotos,
ficha técnica e até
fazer download.
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Aline
Carrijo
aline2586@gmail.com
Foto: Divulgação
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| Cinco
anos de Acústico
Brognoli: valorizando a
música daqui |
24/6/2009
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O projeto deste ano apresentou
o espetáculo Escrevendo
a Cena Musical Catarinense -
Nosso Novo Som.
Pela
primeira vez, sai do teatro
do CIC para experimentar outros
ares. O palco escolhido foi
o do Floripa Music Hall. Lá
pelas 22h cheguei e já
estava fervendo ao som do Coletivo
Operante, banda que até
então eu não conhecia.
Prazer, muito prazer. Os meninos
tem um pique a mais. Letras
bem bacanas e sarcásticas
com uma mistura de ritmos que
te impossibilita de ficar parada.
♪
"Desculpe meu amor, mas
não aderi ao movimento
moderno...
... Ri de mim por que eu não
sei o nome do DJ"
Cinco músicas e pronto.
Próximooo!!!
Tijuquera
então entra em ação.
Um som mais percussivo e forte
que junta o tradicional da música
popular brasileira com o pós-moderno
da tecnologia. Na bagagem de
gravações: Inoxsambágua
(2000), Os Deuses Não
São os Homens (2004), Quem
quiser é isso aí (2006)
e Tijuquera Floripa Groove
2000 | 2004 | 2006 (coletânea
- 2006).
♪
"Palmeira balança ê balançou
É o sopro do vendaval
Canoa no mar bordejou Rema pra
praia..."
E se foi...
Então,
Aerocirco finaliza as apresentações
locais . O som deste quarteto
é apaixonante; rock totalmente
diferente do que você
costuma ouvir por aí.
Acho que nem preciso prolongar
a prosa; entra no site, ouve
e depois tire suas próprias
conclusões.
♪
"Não há nada que eu não
faça
Porque a vida não é de graça
Se esperar quando quiser
Se deixar ser, vejo quem és"
E para fechar a noite: Zeca
Baleiro.
Uma noite para ouvir, em show,
os sucessos de Zeca, que sempre
deixa o público bem feliz.
Com seu violão e seu
chapéu, ele veio acompanhado
do trio Tuco Marcondes (guitarras,
violões e vocais), Fernando
Nunes (baixo) e Kuki
Stolarski (bateria e percussão).
Infelizmente, não vi
o show de Carol Zingler e dos
dois novos talentos descobertos
pelo Concurso Brognoli: Marco
Antônio Ferreira Caixeta e Marcos
Vanderlei Alves de Oliveira.
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Dani
Medeiros
danielledemedeiros@gmail.com
Fotos: Cassiano Ferraz
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| Casamento
aberto - será mesmo possível? |
31/5/2009
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Possível ou não,
as pessoas que estiveram presentes
na última apresentação da peça
Casamento Aberto, Quase Escancarado,
no Espaço Cultural Sol
da Terra, puderam se divertir
muito com os "absurdos" cometidos
pelo descontraído casal de personagens.
A comédia (Coppia
Aperta), originalmente escrita
pelo casal italiano Dario
Fo e Franca Rame,
foi aqui protagonizada por Régius
Brandão e Antonella Batista.
Com um texto muito interessante
e inteligente, foram abordados
- direta ou indiretamente -
temas como sexualidade, modelo
(machista) de sociedade, capitalismo,
crise econômica, traição, fantasias
sexuais, dentre outros.
Dessa forma, a
peça conseguiu conduzir o público
ao riso, à reflexão, à auto-análise
e ao riso novamente. Para quem
não pôde comparecer, resta torcer
por uma nova temporada...
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Fábio
Pedrotti Terra
fabioterra@gmail.com
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| Nando
Reis e Os Infernais num
fantástico luau da MTV em
Floripa |
13/5/2009
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O cantor e
compositor abalou os corações
do povo presente no Floripa
Music Hall.

O céu estava meio nublado,
mas nem por isso deixou de nos
presentear com a lua cheia de
touro. Clima ideal para o show
Luau MTV do Nando
Reis e Os Infernais, e bota
infernais nisso!

O show marcou o encerramento
da semana cultural do projeto
Eu Faço Cultura - Especial
França / Brasil. Na abertura,
o francês radicado no
Brasil, Nicolas Krassik e convidados
nos arremataram com um belíssimo
show de música instrumental.
Começou intimista com
pitadas de música erudita.
Entretanto, já que não
estamos na França, o
jeitinho brasileiro reinou e
acabou em samba.
Depois da apresentação magnífica,
entra no palco Nando Reis com
um chapéu de ''cowboy'' fora
da lei - desconfio ser de Alex
Veley - e a banda Os Infernais.
Não deixaram nada a desejar.
Também pudera. O ruivo não é
nada hermético, bem pelo contrário.
O exímio compositor apresentou
as músicas do sétimo álbum e
não poderia deixar de nos agraciar
com outros sucessos de sua discografia.
Um show bem intenso que emana
muitas energias. O tecladista
Alex Veley parecia até 'transar'
com o teclado - no ápice
a língua trabalhou no lugar
dos dedos -, Diogo Gameiro arrebentou
na batera, Carlos Pontual na
guitarra e Felipe Cambraia no
baixo, que em algumas músicas
fez solos alucinantes. Ah! Também
tinha duas backing vocals, que
ainda não descobri os nomes.
Alguma dúvida? Claro
que arrasaram. No palco, vários
vasos de flores vermelhas e
brancas... margaridas que foram
beijadas e jogadas para a platéia
no bis.
No mais... Leve o mundo
que eu vou já...
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Dani
Medeiros
danielledemedeiros@gmail.com
Fotos: Cassiano Ferraz e
Daniel Vianna
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| Paella
do Anjinho 2009 |
13/5/2009
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O Clube 12
estremeceu no sábado (9/5).

Bebidas à vontade,
Paella Valenciana (nem tão à
vontade assim, já que parou
de ser servida por volta das
17h) e mais de cinco mil pessoas
distribuídas pelas escadas,
camarotes e pista.
A Paella
do Anjinho deste ano foi
para um lugar mais espaçoso
e que reuniu muito mais pessoas
do que ano passado no Floripa
Music Hall. Aumenta o público,
aumenta a quantidade de comida,
foram duas toneladas de paella,
e, muito mais bebidas. A pedida
era a 'skol redondinha' - aliás
- ótimo jogo de marketing.
Já às duas horas tinham
meninas passando mal pelos bancos
da parte externa.
Os
shows foram ótimos. Além das
bandas locais Samba Aí, Katendê
e AMZD teve show nacional com
Art Popular e Sereno. Ainda,
Betinho do Axé Band e discotecagem
com DJ Bruno Menezes. O Art
Popular trouxe para a festa
os pagodes antigos, lá dos anos
90. Boas lembranças! Já o Sereno
apresentou uma mistura muito
interessante de pagode e sertanejo.
Era difícil até para acertar
o passo da dança. Ora "sertanejão"
ora "pagodaço".
A festa foi um
sucesso tanto de público
quanto de qualidade. Aguardamos
a Paella do Anjinho 2010.
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Dani
Medeiros
danielledemedeiros@gmail.com
Fotos: Festa da Semana
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| Perversion
Party: seis anos do Saploide
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13/5/2009
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A festa das
meninas comemorou o aniversário
do site Saploide.
A
Perversion Party reúne no
line up apenas mulheres;
na pista, maioria, mulheres.
É o sexo nada frágil
por todo o lado. A festa do
dia 8 de maio teve gostinho
especial já que comemorou
o aniversário de seis
anos do site Saploide,
da Pri que é a organizadora
da Perva. Ah! A noite também
foi especial para a fotógrafa
oficial da festa, a Sabrine
Fernandes, que recebeu homenagens
no telão.
A pista giratória
sempre ferve com o calor da
mulherada e quem comanda o ritmo
são as belíssimas
DJanes residentes Paty Laus
e Anazul e as convidadas Chin,
que ganhou como DJ Revelação
Floripa 2009 e Sandra Bull,
residente do The L Club de São
Paulo Além da música eletrônica
na pista principal, no ambiente
2 teve show de pop e rock nacional
com Sarah Ivan e banda.
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Dani
Medeiros
danielledemedeiros@gmail.com
Foto: Divulgação
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| O
tradicional Forró da Joaca
faz você dançar sem nem
saber |
6/5/2009
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Arrasta-pé,
fobó, bate-chinela, forrobodó...
Ôxi que delícia!
Além do
espetáculo da lua atrás
das dunas da Joaca, ali dentro
do roots De Raiz o espetáculo
era outro, o da dança.
Passos confusos outros ensaiados,
saias rodando, rodopios fortes
outros nem tanto... assim a
pista do De Raiz ia noite adentro.
O forró-pé-serra,
forró universitário,
improvisações
fazem parte do vasto repertório.
Sem contar, a qualidade do vocal
e dos intrumentistas no triângulo,
sanfona e zabumba.
Toda terça,
no De Raiz - Casa de Samba e
Reggae, bem em frente às
dunas da Joaquina.
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Dani
Medeiros
danielledemedeiros@gmail.com
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| Sorriso
Maroto agita feriado em
Florianópolis |
5/5/2009
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O Floripa Music
Hall recebeu o show de lançamento
do CD e DVD É Diferente
Ao Vivo.
A
banda de pagode Sorriso Maroto
animou o feriado de 1º
de maio no Floripa Music Hall.
Com a casa cheia o grupo fez
com que o público cantasse sucessos
como Amanhã, Futuro
Prometido e Tenho Medo.
O grupo, formado por Bruno
(vocal e pandeiro), Cris (pandeiro
e vocal), Fred (surdo), Sérgio
(violão e vocal), Vinícius (teclado
e bonito), comandaram um verdadeiro
espetáculo levando o
público a tirar o pé do chão
com muito samba e pagode.
Além de músicas animadas o
grupo fez com que os casais
curtissem momentos inesquecíveis
embalados por pagodes românticos.
Quer saber mais entre no Site
Oficial.
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Heleide
Nogueira
heleide.nogueira@gmail.com
Fotos: Divulgação
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| Tributo
Led Zeppelin |
5/5/2009
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A banda Panela
Rock lota o Centro de Eventos
da Ufsc com tributo Led.
No dia 23 de abril, em plena
quinta-feira, o Centro de Eventos
da Ufsc beirou a lotação durante
o Tributo Led Zeppelin
apresentado e organizado pela
banda Panela Rock. Com uma cara
nova, o grupo veio disposto
a entrar no mercado cultural
de Florianópolis e já começou
com o pé direito.

Durante quase duas horas e meia
os maiores clássicos do Led
Zeppelin foram relembrados,
muito bem escolhidos por sinal,
diante da gama de sucessos emplacados
ao longo das décadas de sucesso.
Os convidados especiais foram
Felipe Demétri no violino, Tatiane
Pires no violoncelo e Aline
Pires no contrabaixo, o que
deixou muita gente arrepiada
com a força dos instrumentos
na música Kashmir. E também
a banda CODA, bastante conhecida
no cenário florianopolitano
por seu carisma e talento tocando
Since I've Been Loving You e
Over The Hills And Far Away
com destaque para a performance
de Ariel Coelho. Chegou a ser
quase arriscado colocar o CODA
para o meio da apresentação,
mas foi com certeza uma soma
ao talento inicial, mas considerável,
da Panela Rock.
 
Banda formada por Thiago Born
na guitarra, Tony Wagner na
bateria , Geovani Maurício no
baixo, o recém chegado Diego
Stecanela no teclado e Fernando
Zimmermann no vocal. Com grande
apelo visual e caracterização,
a Panela Rock fez uma grande
apresentação, principalmente
pela incrível voz de Zimmermmann,
figura já conhecida na cidade
pelas interpretações ao longo
do Projeto Rock. Noite de espetáculo
em ambiente agradável... é o
que o público catarinense gosta
e está sedento certamente. Por
isso o investimento nessa área
deve ser apoiado e ver a casa
cheia faz de nós, profissionais
do ramo, satisfeitos e empolgados.
Sejam bem-vindos Panela Rock!
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Carolina
Brand
eventos@guiafloripa.com.br
Fotos: Alecsandro Cecato
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| Taikô:
acústico Lobão, praia e
gastronomia de primeira
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23/4/2009
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Show do autêntico
e excêntrico Lobão abre o Projeto
Taikô o Ano Inteiro.
O
cenário encanta por natureza.
Localizado na beira-mar de Jurerê
Internacional o Taikô - diferente
de muitos estabelecimentos que
acreditam apenas na temporada
- estreia o projeto Taikô
o Ano Inteiro. Iniciativa
bem sucedida do empresário Leandro
Adegas. A segunda-feira, véspera
de Tiradentes, deixou a platéia
ébria e um tanto prazenteira.
Na ocasião, Lobão
fez o show Memórias e Histórias,
em formato acústico. O que conferiu
um ar mais íntimo com
o público. No intervalo
de um sucesso e outro, uma historinha
que só ele sabe contar. No bis
rolou Cazuza, o sertanejo de
Beatles, finalizando com Vida
Bandida! Entre as apresentações
da MTV, finalização
de seu livro - que conta a trajetória
de sua carreira - o carioca
João Luiz Woerdenbag
Filho arruma tempo para fazer
shows pelo país.

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Dani
Medeiros
danielledemedeiros@gmail.com
Fotos: Ângelo
Santos
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| Um
voo com o Iron Maiden |
23/04/2009
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Lançamento
do documentário Iron
Maiden - Flight 666 no Cinemark
em Florianópolis.
Estou até agora
meio extasiada… acho que me
arrepiei dos pés a cabeça umas
30 vezes… é muita emoção assistir
ao documentário da turnê Somewhere
back in Time do Iron Maiden
naquela telona…
Tenho alguns comentários
a fazer… primeiro eu e a Pri
compramos o ingresso duas semanas
antes para podermos assistir
a única sessão do documentário
Iron Maiden - Flight 666
dirigido por Sam Dunn, que obviamente
lotou. No Rio, a sessão tinha
a presença dos integrantes da
banda, na época do último show
no Brasil e custava 80 reais
para assistir haha. Eu pagava!
Chegando lá simplesmente
os ingressos sumiram. Faltando
minutos para o documentário
começar estávamos na portaria
do Cinemark choramingando para
provar nossa compra porque a
Pri sabia até as poltronas de
cabeça. Enfim, conseguimos,
ri, chorei, ri de novo, cantei,
bati os pés… ui como é ruim
ouvir Iron sentadinha no cinema
e não chacoalhar a cabeça.
Primeira coisa
estranha… o filme não tinha
legendas. Isso mesmo, a maioria
das pessoas no cinema boiou
bonito porque nas piadinhas…
poucos riam. Chato isso, aliás,
não entendi o porquê da ausência
de uma legenda… mas tudo bem.
Segunda coisa
estranha… achei que ia falar
mais dos bastidores e da vida
dos integrantes… eu sou fã cara,
quero saber!! Mas mostrou muitos
trechos dos shows pelo mundo,
se não me engano foram 23 ao
total. Isso foi ótimo sem dúvida.
Gente, que pique que tem esse
Bruce Dickinson… além de pilotar
o avião ele tinha aquele gás
todo no palco… Invejável. O
Harris é o cara sério e responsável
da banda, é a cabeça pensante…
um charme, fala pouco… mas expressivo.
E o Nicko roubou a cena total…
é o que mais fala, ri, brinca,
come pizza.. nossa, eu saí do
cinema com fome por culpa dele!
Fiquei triste
porque mostrou só uns trinta
segundos do show em Curitiba,
no qual eu estava presente,
mas a cena deles descendo naquele
elevador da Pedreira… foi alucinante.
Notei também que nesse documentário,
eles deram muita ênfase para
os fãs e o Iron Maiden is
my religion, assim como
mulheres, muitas mulheres na
frente do palco (sendo esmagadas
literalmente), ou o cara que
chorava feito criança porque
pegou a baqueta… algo mágico,
algo que me impressiona… Como
a música pode mover multidões,
unir cidadãos em momentos únicos
de suor e aperto… mas muita,
muita felicidade! É… o poder
do rock, o poder da música...
sempre vão me impressionar.
Para quem ainda tem a oportunidade
de assistir.. eu recomendo!!
Confira os horários:
GuiaFloripa-Cinemark.

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Carolina
Brand
redacao2@guiafloripa.com.br
Fotos: Divulgação
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O Inclassificável mostrou
porque é um dos maiores
intérpretes do Brasil |
8/4/2009
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Ney Matogrosso
arranca gritos da platéia que
não cansava e canta todos os
hits de sucesso do seu Inclassificáveis,
nesta terça-feira (7), no Teatro
Ademir Rosa (CIC).
"... Somos
o que somos,
Somos o que somos,
Inclassificáveis, inclassificáveis...".

O performático,
o camaleão, o emblemático e
por que não o mitológico cantor
Ney de Sousa Pereira (ex-integrante
dos Secos & Molhados), mais
conhecido - por você e por mim
- como, Ney Matogrosso, de 67
anos, passou como um furacão
na ilha com o show Inclassificáveis,
na noite desta terça-feira (7),
no Teatro Ademir Rosa (CIC).
Certamente ele
teria total liberdade para cantar
o refrão em sua própria homenagem.
Ficaria mais ou menos assim:
"Eu sou o que sou, sou o
que sou, inclassificável, inclassificável...".
Causando euforia às centenas
de pessoas que lotaram o teatro,
o cantor abriu o show com a
música O Tempo Não Para.
Com muita expressão e um olhar
matador, uma de suas marcas
registradas, o astro brasileiro
surgiu como um deus Inca num
figurino que brilhava mais que
as próprias luzes do show, e
claro, arrancou gritos e aplausos
com a interpretação da música
de seu amigo íntimo Cazuza.
Acompanhado pelos
brilhantes músicos, Felipe Roseno
(percussão), Junior Meirelles
(guitarra, violão e vocal),
Carlinhos Noronha (baixo e violão),
Sérgio Machado (bateria), DJ
Tubarão (percussão e pick-up),
e pelo também ex Secos & Molhados,
Emilio Carreira (piano, teclado
e direção musical), a banda
demonstrou total sincronismo
com o cantor. Percebe-se que
neste espetáculo, a direção
musical de Carreira explora
bastante os instrumentos de
percussão, mas tudo isso misturado
ao rock, pop, samba e a MPB.
A sintonia de Ney com eles é
perfeita. Algumas pessoas comentaram
que esta é a melhor banda que
já teve. Deu pra notar também,
que o retorno ao rock e as coisas
que já fazia há anos foi inevitável.
No
show se ouviu Cazuza, Caetano
Veloso, Arnaldo Antunes e Chico
Buarque. Têm para todos os gostos.
O espetáculo é sem dúvida nenhuma
uma celebração de música, erotismo
e exotismo. O show tem bastante
informação. A luz, que é assinada
pelo próprio, o figurino, o
cenário, a qualidade do som,
fora a relação que visivelmente
é perceptível do Ney com o público.
É quase um caso de amor, uma
relação sexual. Tanto é que
o cara troca de roupa ali mesmo.
Na frente de todos. E cada peça
de roupa tirada lentamente corresponde
a um grito. E a hora que este
contato foi mais real, foi na
interpretação inconfundível
da canção Por que a Gente
é Assim quando ele passeou
entre a platéia. Foi mesmo para
o povão. Muito bom! Delírio
total!
Outra cena marcante
do show foi no momento em que
ele interpretou o bolerinho
Veja Bem, Meu Bem. Muito
swing, muito rebolado e muita
sensualidade foram deixados
neste momento. E o povo cantou
junto do começo ao fim. Sem
exceção, todas as músicas interpretadas
foram maravilhosas. É claro,
a gente sempre tem aquela que
marca mais, mas realmente, meus
caros, este show do Ney foi
completo. Redondo... "Nossa!
Ele estava muito melhor que
o primeiro (show) na Capital,
há um ano. Achei ele muito mais
animado e mais assanhadinho",
comentou a estudante Viviane
Rocha.
E
ao final o cantor queria ir
embora assim... Deu tchau, agradeceu
muito, porém já imaginam o que
aconteceu depois dele ter saído
do palco, não é?! O povo não
arredou o pé. Gritamos (eu também
gritei): Mais um, mais um, mais
um... Ele teve que voltar! Encerrou
o show com o tão aguardado bis.
E foi de viver. Pro Dia Nascer
Feliz foi a música que matou
à pau e encerrou o show mais
que pra cima! Daí levantamos,
dançamos, teve gente que foi
para a frente do palco, foi
demais!
Porém, só uma
observação que não afetou em
nada: Devido ao cansaço depois
de 20 dias de gravação intensa
do filme Bandido da Luz Vermelha,
no qual Ney é o protagonista,
e da turnê, que já está na estrada
desde dezembro de 2007, ele
tem direito de errar um pouquinho.
No começo ele esqueceu a entrada
da música, mas foi só um detalhe,
o povo ajudou e vamo que vamo
pular e aplaudir de pé porque
o talento do Inclassificável
Ney Matogrosso mais que merece.
O recado foi dado. Saímos todos
regozijando e ele só confirmou
ser um dos maiores intérpretes
do Brasil.
Novo Disco,
novos projetos
Em entrevista
exclusiva, Matogrosso adiantou
que em maio vai entrar em estúdio
para gravar um CD completamente
diferente do Inclassificáveis,
intitulado por Beijo Bandido.
O cantor contou que o CD vai
ter clássicos da MPB. "Este
CD vai ser gravado com um quarteto
- Piano, Baixo, Cello e Violinho.
Eu vou cantar coisas que ainda
não havia cantado como, Fascinação,
Tango para Tereza, algumas
coisas também de Vila Lobos,
uns bregas que eu adoro e vou
terminar o CD com a música As
Ilhas", explicou. Com data
ainda não definida para lançamento,
eu posso adiantar a vocês que
vem muita coisa boa por aí,
o que já é de costume quando
Ney assina em baixo.

Se existe alguém
imaginando que o moço vai já
se aposentar, ledo engano. Para
alívio dos fiéis fãs ele ainda
pretende atuar durante um bom
tempo. O próprio disse por mais
uns 15 anos. Ainda mais com
o estilo de vida que leva. Então,
para não morrer de curiosidade,
perguntei o que ele faz para
manter a forma física e o brilho
da voz. "Eu faço ginástica,
não tenho nenhum tipo de vício,
não bebo porque não gosto, e
por mais engraçado que pareça,
eu não tenho nenhum cuidado
específico com a voz. Eu apenas
durmo. Durmo bastante", afirmou
o cantor sempre bem humorado
e muito atencioso com seu público.
Ufa! Valeu à pena tudo. Agradeço
ao Nani Lobo e a Eveline Orth
pela atenção e por me levar
até o cantor.

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Billy
Sá
angelusbilly@hotmail.com
Texto e Fotos
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