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informações contidas nesta coluna são de responsabilidade
dos
autores e não refletem, necessariamente, a
opinião do Guia Floripa.
Show
da Dazaranha no John Bull
Pub
27/08/2008
"Ô Mané"
perdesse altos shows lá
no Jonh Bull, semana passada.
A casa ficou lotada e o coro
era unívoco em todas
as músicas. Parabéns
Família Daza.
O povo da Tribo
da Lua se reuniu bem no meio
da semana para prestigiar uma
das bandas mais conceituadas
do estado. O reduto do rock
and roll recebeu no palco Adauto
no baixo, Gerry na percussão,
Moriel na guitarra base, Chico
na guitarra solo, Fernando no
violino, Gazu na voz e o mais
novo integrante João
Basañez na batera, que substitui
Adriano Barvik.
Imaginem? Completar
15 anos de carreira e manter
uma identidade própria e singular
conquistando não só
o pessoal daqui, mas de vários
estados, é a prova de
que esses meninos realmente
fazem a história da música
catarinense ser ainda mais valorizada
e divulgada. Que a banda é
um sucesso entre os "manés"
todos já estão
carecas de saber, mas envolver
até pessoas que não
são daqui, por exemplo,
que não conhecem a ponte,
a Lagoa, a expressão
mané, entre tantas peculiaridades
que encontramos nas canções
da Dazaranha, é algo
maior ainda.
Noite fria em
plena quarta-feira, mesmo assim
o Jonh Bull estava lotado de
fãs e apreciadores da
boa música Daza. Percebe-se
que o pessoal não estavam
na casa pela simples noite de
balada, eles estavam ali para
curtir a Dazaranha mesmo. O
que me dá mais propriedade
para afirma isso era o entusiasmo
da galera. Impressionante como
todas as músicas, sem exceção,
eram cantadas perfeitamente
em coro pelo povo da Tribo da
Lua. E com razão, até
performance "galinhestica"
rolou no palco. Eles se esforçam
bastante para agradar o seu
público e o resultado
é isso que podemos presenciar
a cada show: galera alvoroçada
pela música e músicos
dispostos a dar o melhor de
si com acordes, interpretações
e canções bacanas.
Aliás,
todo show que vou da Dazaranha
fico deslumbrada com tudo, desde
o detalhe do violino, que transforma
a banda em algo especial, musicalmente
diferente do que há no cenário,
até o público
fiél que grita e canta
com emoção. A
junção dos ritmos e a mistura
dos instrumentos dão
origem à uma música que
só de ouvir um acorde já identifica
que é da banda Dazaranha.
Aos que foram,
tiveram uma noite de música
da Ilha. Aos que não foram,
fiquem frios, não deixem de
conferir a nossa Agenda
de Lazer... passarinhos
me contaram que mês que vem
tem mais no John Bull Pub. Aguardem!!!
Show
Maré da Adriana Calcanhotto
encantou até as sereias
da Ilha
15/08/2008
O CIC quase
naufragou de tanta gente querendo
ver a deusa grega no palco.
A belíssima Adriana
Calcanhotto provocou uma maré
de fascinação na última segunda-feira.
O show absolutamente fabuloso:
produção bem elaborada, sons
unívocos em qualidade e aquela
voz inconfundível completando
a atmosfera do álbum Maré.
O trabalho é o segundo de uma
trilogia que começou há mais
de dez anos com Maritmo.
O teor de poesia
nas músicas e nos gestos de
Adriana é singular. Com um figurino
maravilhoso, representava a
deusa da mitologia grega e mãe
das águas, Tétis, uma rainha
das águas em terra. O
cenário é bem característico:
uma concha gigante no canto
esquerdo do palco, atrás uma
tela azul mistificando o mar
com figuras de cavalos marinhos,
golfinhos, polvos, imagens de
fractais e ondas. As luzes brincavam
com as músicas. Ao final de
cada canção, toda a luz que
iluminava os músicos
cessa, apenas Adriana continua
no foco. Em outras, as luzes
apagavam inteiramente e deixavam
tudo na escuridão (do
mar). A produção está de parabéns,
criaram uma atmosfera mágica
no palco.
Até
para apresentar os músicos ela
é meiga e suave: aponta o dedo
para frente e calmamente direciona-o
para um músico e diz: "Alberto
Continentino" - baixo, guitarra,
escaleta, vocais, berimbau de
boca - e ele faz o seu solo.
E assim por diante, "Bruno Medina"
- teclados, "Domenico Lancellotti"
- mpcs, bateria, percussão,
baixo, guitarra - e "Marcelo
Costa" - bateria e percussão.
E depois disso, cada um sai
do palco e ela fica sozinha
com seus instrumentos. Tocou
algumas músicas sozinha, outras
entrava apenas um músico e depois
saía; e assim foi até
voltar todos de uma vez para
o palco. Um jogo interessante
e dinâmico. Adriana Calcanhotto
tocou vários instrumentos, mas
o mais belo foi o cello. Todos
aplaudiram de pé. No repertório,
músicas do novo trabalho, sucessos
de Maritmo e composições
de artistas que esqueceram de
mandar a música para
ela (rs). A cada música uma
palavrinha com o público, e
sempre com muito humor e tiradinhas
que faziam a platéia
rir.
Graciosa! O encanto
era tamanho que em algumas músicas,
a maioria ficou de pé cantando
e aplaudindo; em outros momentos
os aplausos surgiam no meio
da música. Conseguem imaginar
a intensidade do show? É, foi
glorioso mesmo.
Por exemplo, no
meio da música Um dia desses
eu me caso com você de Paulo
Diniz e Torquato Neto, todo
mundo levantou do nada e começou
a bater palma juntos. Várias
surpresas no decorrer. Até então,
ela fez todo o show sentada.
De repente, na música do álbum
Maritmo, ela pega o violão
- esplêndida com aquele
vestidão - e sai pelo
palco tocando e cantando. Inesperado
e deslumbrante!
♪
Entre por essa porta agora e
diga que me adora. Você tem
meia hora prá mudar a minha
vida. Vem, vambora! Que o que
você demora é o que o
tempo leva... Ainda tem o seu
perfume pela casa. Ainda tem
você na sala. Porque meu coração
dispara? Quando tem o seu cheiro.
Dentro de um livro. Dentro da
noite veloz... Ainda tem o seu
perfume pela casa. Ainda tem
você na sala. Porque meu coração
dispara? Quando tem o seu cheiro.
Dentro de um livro. Na cinza
das horas... ♪
Em outra parte
do show, ela toca a primeira
parceria musical com Arnaldo
Antunes, Para Lá. No
meio da música, ela dedilha
e brinca com a guitarra arracando
dela um som arrepiante e agudo.
A guitarra gritou e chorou nas
mãos de Adriana. Na canção
Lenda das Sereias,mais um espetáculo musical
e desta vez com um instrumento
inusitado. Lembram da concha
gigante no canto esquerdo? Ela
foi usada para gerar o som do
mar.
Em uma das composições,
ela diz: "Vou tocar uma música
que Rodrigo Amarante escreveu
e não mandou para mim", Deixa
O Verão. No repertório,
ainda Esquadros, Maresia,
Fico assim sem você,
Quem vem pra beira do mar
e Um dia desses (poema
que ela musicou de Torquato
Neto).
Depois que acabou,
como uma tradição, o pessoal
pediu "Mais! Mais! Mais!".
E ela voltou com um vestido
cinza por cima do vrmelho e
nos presenteou com mais três
músicas. Entre elas,
Devolva-me e Rio de
Longe de Moreno Veloso.
♪ Rasgue as minhas
cartas e não me procure mais.
Assim será melhor, Meu bem!
O retrato que eu te dei, se
ainda tens, não sei! Mas se
tiver... Devolva-me! Deixe-me
sozinho. Porque assim eu viverei
em paz. Quero que sejas bem
feliz junto do seu novo rapaz!
Rasgue as minhas cartas e não
me procure mais... Assim vai
ser melhor, Meu bem! O retrato
que eu te dei, se ainda tens,
não sei! Mas se tiver... Devolva-me!
♪
E como ela mesmo disse na despedida:
"Até a Próxima. Até um
Dia. E Valeu!!!"
Show
Banda Larga Cordel
de Gilberto Gil mostra o
que o baiano tem de mais
novo!
14/08/2008
Um dos mais
representativos cantores do
Brasil apresentou um show de
alegria e remelexo no Clube
Doze.
♪
"...
não grude não, não grude, não
grude não não grude, não grude
não, oxente, onde já se viu!
Não grude não, não grude, não
grude não, não grude, não grude
não, o disgrama, quiuspariu!
Não grude não, não grude, não
grude não, não grude, não grude
não, afasta, vai, sai pra la!
Não grude não, não grude, não
grude não, não grude, não grude
não, basta, deixa eu respirar...
♪
Mais do que político,
ativista social, cidadão brasileiro,
pai, revolucionário, histórico,
vanguardista, agitador... Gilberto
Gil é músico nato e baiano.
Surpreendente!
Mesmo depois de 45 anos do seu
primeiro álbum Gilberto Gil
- sua música, sua interpretação,
Gil consegue nos maravilhar
com um trabalho inusitado e
primoroso. Além de figura emblemática
da música brasileira, é extremamente
simpático e envolvente.
Lá
nos idos de 62, o jovem de Ituaçu,
interior da Bahia, teve a sua
primeira canção gravada, Coça,
coça, lacerdinha. A partir
daí o baiano aos poucos construiu
uma carreira admirável no mundo
inteiro. A nova turnê apresenta
o álbum Banda Larga Cordel,
recém lançado integralmente
na internet. Uma proposta bem
interessante nos tempos de hoje
e que os fãs agradecem, com
certeza!
No decorrer das
duas horas de show, entre uma
música e outra, nas conversas
soltas com a platéia, fala sobre
o contexto da música, como ele
compôs e conta algumas histórias
das origens dos ritmos tocados
nas composições. Uma verdadeira
miscigenação de musicalidade.
Entre elas, o xote, samba
break, forró, samba de roda,
capoeira... Um solo de berimbau
impressionou e fez todo mundo
aplaudir aos gritos.
Sempre com esse
estilo despojado e moderno,
o arretado deu um show de alegria,
energia e samba no pé. O estilo
do cantor misturado com as novas
composições evidencia ainda
o espírito do tropicalismo,
fazendo com que a música popular
dê mais um salto na modernidade
com concepções artísticas mais
alternativas. Realmente os sessenta
e seis anos do baiano servem
apenas para mostrar o quão jovem
ele está e nada mais. Gil acredita
na cultura digital e é um dos
pioneiros na defesa do Software
Livre e da Liberdade Digital.
E o novo trabalho enquadra-se
nesta ideologia e aborda temas
de hoje e amanhã, não esquecendo
as coisas da vida e do amor.
Na composição
Não Tenho Medo da Morte
ele fala sobre a única certeza
que temos:
♪ "Não tenho medo da
morte, mas sim medo de morrer.
Qual seria a diferença você
há de perguntar. É
que a morte já é depois
que eu deixar de respirar.
Morrer ainda é aqui na vida,
no sol, no ar. Ainda pode
haver dor ou vontade de
mijar. A morte já é depois
já não haverá ninguém como
eu aqui agora pensando sobre
o além já não haverá o além
o além já será então não
terei pé nem cabeça nem
figado, nem pulmão como
poderei ter medo se não
terei coração?" ♪
Já em Máquina de Ritmo ele
usa termos do mundo virtual:
♪
... Quem sabe um bom pó
de pirlim pim pim possa
deletar a dor de quem deixou
de lado o tamborim.
Apesar do seu computador
ter samba bom, samba ruim.
Se aperto o botão
meu coração
vai me dizer que é samba
sim... Colcheias, semi-colcheias.
Fusas, semi-fusas sensações.
Nos salões das noites cariocas.
Novas tecnoilusões. Máquina
de Rítmo. Que os pós eternos
vão silenciar. Novos anjos
do inferno vão por qualquer
coisa em seu lugar"
♪
Ali no mezanino observando
Gilberto Gil, bem de pertinho,
imaginei o quanto ele já batalhou,
o quanto de história ele pode
contar, relatos surpreendentes
e até inesperados. Quantos segredos
ele guarda? Pensei na época
da ditadura, o seu exílio, as
reuniões de boteco no tempo
do tropicalismo e até como ministro,
mais recente. São indagações
que intrigam. Mas que ao voltar
para o encanto do show, já
são esquecidas.
Na platéia, sentada
na primeira fila, estava outra
consagrada da música brasileira,
Adriana Calcanhotto com aquele
seu jeito meigo, sereno, suave...
Hora e outra mexia o corpo e
cantava junto com Gil e as mais
de 600 pessoas ali sentadas
nas mesas e em pé no mezanino.
Na música
O Oco do Mundo, Gil apresentou
uma performance admirável. Com
um jogo de luz, ele interpretou
a música inteira com um ar de
protesto e indignação.
♪
O oco do mundo pré
para trans e meta pós o
oco do mundo a foz
de um rio sem nascente
como um broto sem semente
um raio de sol sem luz
como infecção sem pus
o oco do mundo a sós ♪
Até então,
todos estavam sentados e apenas
no mezanino o pessoal dançava
e curtia mais à vontade,
mas faltando pouco para o final
Gil convoca: "Vamos dançar!"
Foi o suficiente para a maioria
levantar, ir até a beirada
do palco e dançar até
a última música.
Só mais
uma palavra: Surpreendente!
Ah! Reforço o recado
da produção no
começo do show: "Tirem
fotos, façam vídeos
e postem no site do Gilberto
Gil!"
Espetáculo
Mãos ao Alto, St. Catarina!
inova no formato de comédia
no Brasil
12/08/2008
Quem foi ao
CIC no final de semana presenciou
uma diversão diferente
com o primeiro espetáculo nonsense
já montada no país.
Parece que muita
gente saiu do CIC na sexta-feira
sem entender nada do que assistiu,
mas na realidade a proposta
é brincar realmente com o imaginário
das pessoas, senão não chamaria
comédia nonsense. Apesar
de que, pelo que presenciei,
muitas pessoas foram ao teatro
sem nem ao menos saber o que
é o gênero nonsense.
Assim fica difícil interpretar
a arte ali exposta. Até me atrevo
a dizer que muitos estavam ali
apenas pelo elenco de nome:
Rosi Campos, Sergio Abreu, Tadeu
di Pyetro, Mionzinho, Nellise
Minelle, Júlio César Moraez.
Na saída, ouvi
senhoras dizendo: "Não entendi
nada, mas tem gente que gosta,
não é?". Outras mais novas replicaram:
"Eu gostei, achei bem engraçado,
um humor diferente e crítico".
Sempre há a tal da dialética,
ainda mais em espetáculos que
propõe o inusitado.
A peça
aborda três quadros de histórias
que coincidentemente se unem
no final. Tudo é muito rápido,
as cenas são ágeis e os atores
interpretam muito bem (apenas
no final houve um errinho, mas
vamos fazer de conta que faz
parte do show). O cenário modifica-se
sem nem ao menos perceber e
é tudo sem noção. Apresenta
um conceito visual bem diferente
do tradicional gênero de comédia
e nos leva a pensar em uma estética
cinematográfica.
O texto original
Mãos ao Alto, SP! foi
escrito há mais de trinta
anos por Paulo Goulart e para
o teatro foi adaptado por Fernando
Ceylão, que também é
o diretor da peça. Para
a apresentação na capital sofreu
uma pequena modificação, passou
a se chamar Mãos ao Alto,
St. Catarina! que dá um
ar de proximidade com o público.
Lugares como o Campeche e a
Via Expressa fez parte do roteiro.
A produção aqui
na Ilha é assinada por
Débora Alves.
Estão
curiosos? Então vou fazer
um pequenino resumo da trama:
dois bandidos amadores, Nélio
e Manco, não querem entrar para
o crime, mas a necessidade de
um deles mudar de sexo contribui
para o começo de tudo. Eles
fecham negócio com O Velho,
um homem destemido e muito cruel.
Saldanha e Rodrigues são dois
policiais caricatos que satirizam
filmes americanos e mostram
uma realidade de policiais corruptos
e sacanas. Como relatado em
algumas críticas, a peça mistura
Pulp Fiction com Corra
que a polícia vem aí. Dá
para imaginar? Pois, é.
Já os outros personagens são
Rafy e Flora (há nove meses
separados), Reni (tia de Flora)
e Mariano (filho mimado de Reni).
Aqui a mãe protetora
e sempre com uma taça
de álcool na mão
compra uma "namorada"
para o filho de 29 anos e ainda
virgem. Ele grita: "Quero
ficar pelado, mãe!".
Ainda tem a empregada Oswaldina
e a prostituta. O interessante
é que cada artista interpreta
até três personagens
e quase ao mesmo tempo. Aparentemente
nenhuma das histórias teria
nexo uma com a outra, mas a
cada cena coisas que pareciam
impossíveis aconteceram. E isso
faz com que as vidas se misturassem
num único bloco. Não
vou contar tudo senão perde
o brilho. Entretanto... Sim!
A comédia é diferente de tudo
o que você já viu.
Sobre o Gênero
Nonsense
A expressão inglesa
nonsense é utilizada
em várias animações da televisão
fechada, como por exemplo o
Adult Swim (aquele programa
adulto que passa de madrugada
no Cartoon). É uma forma
nova de mostrar certas coisas,
mas considerar como besteirol
o gênero é muito limitado, tentar
compreender é mais sem
sentido, pois não dá para entender
o que intencionalmente é sem
noção. Para perceber a mensagem
é necessário ir além, pensar
com a mente mais aberta e entender
as mensagens subliminares de
cada cena, isolar toda a realidade
e se transportar para o espetáculo.
Na peça, percebi
várias críticas sociais e ideológicas,
mostrou a favela, tiros, policiais
corruptos, casal divorciado
e que ainda se amam, um menino
de 29 anos que é um bobão e
que tem uma mãe louca e bêbada.
Evidencia a prostituição, a
cadeia, o tráfico de órgãos,
o negro, a classe média alta.
Até um motoboy com capacete
todo preto e com roupa de chuva
teve participação na peça. Todos
formam elementos que percorreram
o imaginário durante o espetáculo
e fomentam a reflexão
que vai além das piadas
e do grotesco.
Pesquisando na
internet encontrei o redator
Carlos Eduardo Corrales do site
Delfos
e concordei com a sua idéia:
"Para entender o gênero você
precisa ter repertório, pois,
no humor nonsense nada é dado
de mão beijada e boa parte das
piadas são referências, sátiras
e paródias. Muitos dizem que
humor nonsense é coisa de intelectual.
Outros acham simplesmente bobo.
Sim, meu amigo. Esse gênero
é bobo, mas não confunda "ser
bobo" com "ser burro", pois
para ser bem sucedido no humor
nonsense é necessário ser muito
inteligente e ter pensamentos
críticos".
Mais uma coisinha!
Carlos Corrales,
em bate-papo informal, disse
algo que vou compartilhar com
você, internauta, que
talvez como eu não conheça
tão bem o tal gênero
nonsense:
"Ah, e só
um toque, o nonsense
não é uma forma nova de humor.
Ele já era utilizado desde os
bobos da corte na Idade Média
e, na era moderna, foi conhecido
principalmente por Monty
Python e os desenhos dos
Looney Tunes. Nos anos
80, vieram os filmes do trio
Zucker/Abrahams/Zucker
(como o Corra que a Polícia
Vem Aí) que acabaram popularizando
o gênero e deixando-o superexposto
até que ficasse abandonado.
Daí vieram OsSimpsons
e o sucesso deles resgatou
o gênero para épocas mais recentes,
embora hoje esteja relegado
principalmente a desenhos adultos,
como o desenho de Matt Groening,
os que passam no Adult Swim
ou Uma Família da Pesada."
Infinidade
de Estilos no Floripa Fashion
Primavera/Verão 2008
12/08/2008
Desfiles do
Floripa Fashion Donna DC apresentaram
as novidades da moda para a
próxima estação.
Cores vibrantes,
muitas estampas e pernas de
fora. Na última semana Floripa
conheceu o que estará nas vitrines
nos próximos meses. Ao longo
dos quatro dias de desfiles
do Floripa Fashion Donna
DC, 23 marcas apresentaram
as novas coleções Primavera
/ Verão 2009 e mostraram uma
infinidade de estilos, provando
mais uma vez que estar na moda,
antes de tudo, é estar de bem
consigo mesmo. As tendências
vão e vêm, os vestidos sobem
e descem de comprimento, mas
o que conta mesmo é vestir algo
que você goste e se sinta confortável.
Confira um pouco
das tendências que passaram
pela passarela do Floripa
Fashion:
Noite
de Gala do 26º Festival
de Dança de Joinville
01/08/2008
Realmente,
como diz o slogan, "Toda a Arte
da Dança" movimentou a Cidade
das Flores.
Assim como Ernst
Fischer traduz no seu livro
A necessidade da Arte,
eu digo, a arte essencialmente
é mágica. Roubando algumas palavras
do jornalista austríaco, "a
arte em sua origem foi magia,
foi um auxílio mágico à dominação
de um mundo real inexplorado".
E que bela mágica é a
dança!
O
Festival de Dança
de Joinville apresentou
na Noite de Gala uma grande
suíte do ballet Don Quixote
interpretado pela conceituada
Escola do Teatro Bolshoi no
Brasil, com participação
de bailarinos russos. O espetáculo
baseado na obra do espanhol
Miguel de Cervantes Saavedra
foi magnífico, emocionante,
beirando a perfeição. Mais de
cem alunos da escola brasileira
dividiram o palco com duas figuras
importantes do balé internacional,
os primeiros solistas do Teatro
Bolshoi da Rússia, Natalia Osipova
(Kitri) e Andrey Bolotin (Basílio).
A técnica e a postura dos dois
eram esplêndidas.
A peça
é conhecida em quase todo o
mundo e encanta todos por onde
passa. Já foi encenado
por várias escolas de
dança desde que o coreógrafo
Marius Petipa e Alexander Gorsky
transformaram a obra em balé,
no ano de 1869. Na época,
o Ballet Imperial no Teatro
Bolshoi de Moscou estreiou essa
nova forma de contar uma história.
A escolha da peça da Noite de
Gala faz sentido, já que Joinville
abriga a única escola fora da
Rússia.
O balé clássico
visto de um lugar como o Centreventos
Cau Hansen deixa qualquer um
extasiado. Ainda mais, uma peça
que envolve romance, loucura,
heroísmo, ilusão e amor. A interpretação
ora era um solo admirável, ora
um coletivo que compunha cenas
teatrais mais expressivas do
que se estivessem com falas,
ora expressões corpóreas estáticas
que davam vida à nossa
imaginação. O cenário modificava-se
a cada ato e transformava aquele
mundo imaginário em real.
Todas
as bailarinas e bailarinos foram
absurdamente performáticos e
perfeitos na simetria, nos passos
sutis e nos giros ousados. No
elenco havia algumas crianças
e era nítida a disciplina dos
pequenos, como também
seu amor pela dança.
Estar naquele
palco em um dia tão especial
do Festival não é
tarefa fácil. Isso nos
faz pensar no tamanho da dedicação
que cada um teve para chegar
onde estavam. Entre as danças,
acho a mais complexa. A solista
russa, na ponta dos pés e na
posição de bailarina de caixinha
de música, fez vinte giros sem
parar (Sim, eu contei!). É
encantador e alucinante. Meninas
e meninos de oito ou nove anos
mostrando que não há idade para
o balé, já demonstrando um grande
conhecimento e técnica.
Assistindo a um
espetáculo como o Don Quixote
percebo que Fischer tem razão,
a arte é na essência mágica
e nos faz viajar para um mundo
além do real.
A Cidade das
Flores respira dança
todos os anos
Além da
Noite de Gala, ao lado do Centreventos
ocorria também a Feira
da Sapatilha. Um espaço
que reúniu diversas lojas
especializadas, escolas e empresas
de turismo, artesanato e gastronomia.
O cronograma total do Festival
foi o seguinte: Noite de Abertura
- Noite de Gala - Noite dos
Campeões - Mostra Competitiva
- Mostra Meia Ponta - Mostra
de Dança Contemporânea - Palcos
Abertos - Cursos e Oficinas
- Seminários de Dança - Feira
da Sapatilha - Encontro das
Ruas. Quer mais? Uma difusão
de arte impressionante.
Pergunto apenas:
Por que Florianópolis
não respira algo também,
além do turismo?
Moleques paulistanos
balançaram o público durante
todo o mês de julho em Floripa.
Em mais uma noite
de casa cheia, o Floripa Music
Hall fechou a temporada de inverno
com mais um show em grande estilo
da badalada banda de pagode
Jeito Moleque. Os comandados
de Bruno agitaram a galera com
os maiores sucessos do grupo
na turnê do cd e DVD Ao Vivo
na Amazônia com uma música
de Ivete Sangalo e participação
de Zeca Pagodinho, dentre outros.
Uma bela dica para os fãs do
pagode.
O
Floripa estava realmente lotado
no fechamento da temporada de
férias da maioria dos estudantes
e universitários. Muitas pessoas
aproveitaram a última semana
de férias para dar uma última
escapadinha antes de voltar
aos estudos rotineiros do segundo
semestre. Nem a chuva, nem a
volta do friozinho natural do
inverno florianopolitano espantou
o público, que curtiu a noite
ao máximo, do começo ao fim
com a mesma empolgação de praxe
do povo da cidade.
A banda que antes
do show conseguiu dar uma fugidinha
até o Orlando Scarpeli para
curtir o jogo entre Figueirense
e São Paulo, subiu no palco
ainda mais animada e colocou
o público todo a cantar e dançar
com eles. Abrindo o show dos
"moleques", o grupo Em Cima
da Hora fez uma participação
especial, com um repertório
super animado, que agitou a
galera desde o começo da noite.
Quer ver
um pouquinho do que foi a festa?
Confira no vídeo abaixo: