COLUNA
GUIA FLORIPA
Diário
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As
informações contidas nesta coluna são
de responsabilidade dos
autores e não refletem, necessariamente, a
opinião do Guia Floripa.
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Xica da Silva, o musical
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21/8/2010
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Música, dança,
interpretação, combinação perfeita
de arte e lazer.

Assistir a um musical como
Xica da Silva é ter a oportunidade
de mesclar história e arte num
só momento cultural. O espetáculo
do cantor e compositor Charles
Prochnow, apresentado no TAC,
neste fim de semana, que conta
com excelentes atores locais,
dentre eles, Heron Queiroz (um
amigo da época da universidade)
foi além do esperado. Público
envolvido, enredo e recursos
cênicos bem trabalhados, uma
mostra cativante das relações
de gênero e raça nas Minas Gerais
do século XVIII.
Em
conversa sobre o espetáculo,
Heron, que faz o capitão-mor
Thomaz Cabral, contou-me que
foram três anos de preparação,
envolvendo pesquisas, composição
musical e texto. Subsequente
a isso, mais um ano de montagem
e ensaio para se concluir o
projeto e partir para as apresentações.
No final de maio, o elenco estreou
no Teatro do Centro Multiuso
de São José com a aprovação
do público e da mídia.
A história de amor entre a
escrava Francisca da Silva e
o contratador português de diamantes
João Fernandes de Oliveira,
em Arraial do Tijuco (hoje Diamantina-MG),
é digna de curiosidade. Xica
da Silva, que já esteve em filme,
novela e consta nos versos de
Cecília Meireles, neste musical,
flui com leveza e espontaneidade,
afirmando a sua relevância histórica
na sociedade brasileira em tempos
coloniais.
A peça se divide em dois atos
com enredo linear: Xica ainda
escrava, na casa do capitão-mor,
até o momento em que é alforriada.
Depois, ao lado do contratador
de diamantes até este voltar
a Portugal. Há pontos distintos
na peça, alternados em flashs
engraçados, que levam facilmente
o público ao riso e os de grande
emoção, sobretudo nos momentos
de músicas, todas compostas
por Charles Prochnow.
Atores, cantores e bailarinos
passeiam em conjunto no palco
de maneira harmoniosa, cantando,
dançando e interpretando toda
a obra musical. O corpo de baile
preenche as cenas com belíssimas
coreografias de movimentos afros.
Um belo espetáculo, com prospectos
para turnê nacional. Mais uma
obra que combina cultura e lazer
em grande estilo.
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Luciana
Penteado
lucianamp68@hotmail.com
Fotos: Adair Felizardo
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Clarice, simplesmente!
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2/8/2010
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Beth Goulart
apresenta a peça que
ela mesma adaptou e dirigiu
sobre a vida e a obra de Clarice
Lispector.
Os mesmos olhos amendoados,
quase oblíquos, a similaridade
nos traços eslavos, os cabelos
claros e um ar altivo de eterno
mistério... Assim foi a aparição
de Beth Goulart no palco do
teatro Álvaro de Carvalho para
apresentar o monólogo em prosa
poética "Simplesmente eu, Clarice
Lispector". Adaptado e dirigido
pela atriz, esse espetáculo,
que lhe rendeu prêmios, é um
tributo de primeira grandeza
à estrela da literatura brasileira,
que tão bem soube questionar
a vida e a morte, as contradições
humanas e o universo das emoções.
Clarice
tinha o dom da escrita e dela
fez a sua história. Um verdadeiro
quebra-cabeça a ser montado
pelos estudiosos, peça a peça,
um enigma para os leitores que
se encantam com as suas narrativas
intimistas. Sozinha em cena,
Beth interpreta a autora e quatro
personagens, intercalando trechos
das obras Perto do Coração Selvagem,
Uma Aprendizagem ou O Livro
dos Prazeres e os contos Amor
e Perdoando Deus. Ao público
foi dada a oportunidade de infiltrar
no mundo de Clarice através
de suas aliciantes interpretações
do amor, do transcendental e
do seu papel de escritora.
A peça permeia momentos de
sobriedade e de tensão. Há fragmentos
da personalidade da autora e
excertos de suas personagens,
que passeiam pelo palco com
a leveza das suas metáforas
e a densidade das suas inquietações.
Uma mulher de muitas viagens,
de incontáveis paragens, que
tinha uma relação bastante peculiar
com o mundo... Beth soube, como
ninguém, tatear os segredos,
a combinação de expressões,
a força das palavras da autora,
que transformou sua obra nas
mais belas indagações sobre
a vida e os seus estigmas.
Um espetáculo para ser visto
e, se possível, revisto. Aplausos,
muitos aplausos, satisfação
do público e da atriz pelo que
ela chamou de "troca de energia".
Aliás, a versatilidade de Beth
e os recursos de que ela se
vale em cena são os responsáveis
pelo fascínio consentido, pelo
estado de êxtase a que somos
levados a mergulhar. Porém,
o que se pôde concluir, apesar
do desvelo da atriz em desnudar
Clarice (que gostava das sombras
de mistério) é que os seus escritos
continuam sendo uma metáfora
inebriante aos seus leitores.
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Luciana
Penteado
lucianamp68@hotmail.com
Fotos: Divulgação
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Show de Lulu
Santos em Floripa teve os clássicos,
o roots e as desmunhecadas.
Lulu
Santos é o nosso Mick Jagger.
Sexy, carismático, energético,
talentoso e possui um repertório
recheado de hits que
sempre emocionam e empolgam
o público. Um Certo Alguém,
Último Romântico,
Tempos Modernos, Apenas
mais uma de amor, Advinha
o Que, A Cura, Como
uma Onda, SOS Solidão,
e claro Toda Forma de Amor
executadas em arranjos originais
para saciar de vez seu público
nostálgico, assim presenciamos
a estreia do novo trabalho de
Lulu.
Uma coisinha me chamou atenção,
apesar de músicas cada vez mais
eletrônicas no mundo pop, Lulu
está mais roots. Com
três percussionistas em palco,
as músicas ganharam mais swing
e até rolou um bloquinho de
samba com surdo e tudo para
levantar a galera. Inclusive
o show começou com um batuque
de terreiro; Lulu entra dançando
e faz saudações afro! E algumas
músicas do show começavam com
um batuque, enfim, roots
entendem?
Fiquei feliz por estar ouvindo
as músicas que fizeram parte
de toda minha adolescência,
por assistir ao Lulu mandar
bem nelas (até as desmunhecadas
em palco lembram o astro inglês)
e por sua “inovação de raiz”!
O ar condicionado, metade do
povo sentado, o preço dos ingressos
e pagando 6 reais numa sol,
foram as únicas coisas que arrebataram
o desejado clima nostálgico...
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Renata
Swoboda
contato@renataswoboda.com
Fotos: Renata Swoboda
/ Claudia Mussi
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Lulu Santos estreia turnê
em Floripa
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12/7/2010
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10 anos depois,
o cantor volta ao som Acústico
com novas músicas e seus
maiores sucessos.
Tem músicas que são
assim: é só apertar
play que, não
importa plateia, idade ou classe,
sai todo mundo cantando e dançando
junto. Lulu Santos é
craque nisso. É um verdadeiro
hit man. "Ainda
vai levar um tempo, pra fechar
o que feriu por dentro...",
"Mas o teu amor me cura
de uma loucura qualquer...",
"Pois bem cheguei, quero
ficar bem à vontade...".
Depois do show que fez no Costão
do Santinho Resort, neste último
sábado (10/7), está
provado que a fórmula
mágica das composições
de Lulu ainda funciona. O público
pulou, dançou e cantou
junto. Algo que ajudou bastante
foram os novos arranjos, com
mais percussão - que
proporcionava um feeling
afro. Algo que ajudou mais ainda
foi o carisma do cantor, que
se comunica com seu público
de forma amistosa.

O show marcou a estreia do
Acústico MTV Vol. 2, que
contém clássicos
e músicas novas - muito
boas por sinal, mostram um Lulu
Santos mais maduro, mas carregam
a marca registrada de suas composições.
Como em qualquer estreia, os
músicos ainda estavam
um pouco inseguros. Insegurança
que travou a desinibição
dos artistas em palco. Normal,
confiança se ganha é
fazendo show mesmo. Nada que
pusesse em risco a magia da
noite.
Está de parabéns
também a produtora Eveline
Orth, da Orth
Produções,
que trouxe o show para Floripa.
O espaço da plateia foi
muito bem aproveitado. Com camarotes
em um andar superior, cadeiras
de um lado e pista do outro.
Assim, ninguém foi desprivilegiado
por ter optado por assistir
ao show em pé ou sentado.
O bar funcionou, mas com os
preços amargos que se
pode esperar de um evento naquele
local. Não houve problemas
na entrada ou na saída,
realmente uma produção
muito competente. Tudo o que
se podia esperar de um sábado
à noite, como cantou
Lulu.
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Claudia
Mussi
redacao2@guiafloripa.com.br
Fotos: Claudia Mussi
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Club das Mulheres!
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9/7/2010
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A Concorde
Club abriu espaço para
as mulheres héteros se
divertirem na pista da casa.
Fomos em um bando,
mas só duas se arriscaram
a escrever sobre a noite. Acho
que as outras não conseguiram
explicar em palavras aquela
quinta-feira um tanto diferente.

Grazi: As mulheres começaram
tímidas e logo foram formando
grupinhos. Os garçons eram os
mais requisitados, tudo porque
era a noite delas no Club das
Mulheres. Quem cobrava os 10%
eram as clientes, só que em
vez de dinheiro era um tempinho
com eles. Por volta da meia-noite
a pista deu lugar aos personagens:
Cowboy, Médico, Gladiador...
As mulheres já não eram as mesmas
do começo, estavam mais soltas,
e se rendaram às brincadeiras
dos garotos.
Dani: Chegamos bem cedo.
Convidei minha mãe, e,
ela sempre gosta de estar no
horário certo; não
importa o evento. Não
tinha quase ninguém na
casa, então começamos
a observar as mulheres chegando.
Engraçado era ver os
carros lotados. Só vinham
em bando mesmo. Muitas se entreolhavam
e davam um sorriso tímido.
Timidez esta que deu lugar a
gritos e pegação,
no final. Começou o desfile
e as mulheres já estavam
altas, cheias de entusiasmo.
A cada personagem, a cada roupa
tirada... gritos e mais gritos.
Alguns saíam da passarela
todo vermelho, unhado. Mas faz
parte do show.
Bacana é iniciativas
ousadas e diferentes. Com certeza,
para os que não acreditaram
na festa, houve surpresa e até
contentamento. É bom
ver que as mulheres estão
mais abertas e se permitindo
viver fora do padrão
passado. O Club das Mulheres,
pelo visto, foi bem-vindo!
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Graziely
Neri e Dani Medeiros
grazielyneri@hotmail.com
danielledemedeiros@gmail.com
Foto: Dani Medeiros
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Canta Gal, Canta!!!
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13/06/2010
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Uma noite linda...
dançando um sambinha
ao som de Gal Costa e Luiz Meira!
Um Dia dos Namorados memorável.

Gal Costa e um
microfone. Luiz Meira e um violão.
Simples assim! O resultado?
Ah, o melhor show acústico que
já tive o prazer de presenciar.
Somente os dois no palco garantiram
um espetáculo que muita banda,
de cinco integrantes ou mais,
não consegue fazer. A voz de
Gal se transmutava em cada canção.
Virando até onomatopeia de pandeiro.
Fazendo um contraponto com o
violão de Luiz Meira, que também
arrancava sons de outros instrumentos.
O repertório serpenteou
pelos sucessos da sua carreira
e por vários compositores antigos,
consagrados e outros mais novos.
Músicas que fizeram todos cantar,
gritar, embalar, dançar...
Entre elas: Baby,
Sorte (Papas da Lígua),
Vatapá (Dorival Caymmi),
Força Estranha e
Meu Bem, Meu Mal (Caetano
Veloso), Aquarela do Brasil
(Ari Barroso),
Folhetim (Chico Buarque),
Esotérico (Gilberto
Gil), Vapor Barato (Jards
Macalé e Waly Salomão)...
A
"Doce Bárbara"
e o nosso doce querido já
trabalham juntos desde 1997.
Luiz Meira fez parte da banda
de Gal e agora está em
carreira solo. Ano passado,
ele lotou o Floripa Music Hall
com o lançamento do CD
Te Chamo Felicidade.
Paralelo, percorre alguns países
com esse show acústico
ao lado de Gal.
Para quem não se lembra,
Gal inaugurou o Floripa Music
Hall em 2007 e desde então
nunca mais veio pra cá.
Belo dia para ela voltar! Os
casais apaixonados agradecem...
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Dani
Medeiros
danielledemedeiros@gmail.com
Foto: Click Diniz
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Orquestra de Câmara Fundarte
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8/6/2010
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Cultura cada
um busca.
Quatro pessoas, de diferentes
estilos. Uma apaixonada por
dança, dois por música popular
e uma por cultura. Sim, juntando
os quatro chegavam ao denominador
comum, o sentimento e a vontade
de conhecer algo inédito na
vida deles, ir a uma orquestra
de 15 músicos profissionais
tocando a quatro mãos.
O
maestro Antônio Carlos Borges
Cunha brincou com a plateia
tanto em atos irreverentes de
reger quanto na apresentação
dos instrumentistas. A convidada
da noite, a pianista Olinda
Allessandrini, também brincou
com o público ao entrar e juntamente
com a orquestra tocou Villas
Lobos, Chiquinha Gonzaga e as
Quatro Estações de Astor Piazzola
com arranjos de José Bragatto.
Mas quem deu um show mesmo,
foi o contrabaixista Luciano
Dalmolin, em momentos específicos
da música batucava no
corpo do instrumento, criando
um som diferenciado na orquestra.
Aquelas quatro pessoas sentiram-se
deslocadas e até produziram
críticas ao público daquele
local. Eles realçavam o público
de idosos que estavam em maior
número. Não é nenhum preconceito
não, mas onde estavam os jovens
sedentos por cultura e amantes
da música erudita, eram os valores?
A distância do local do teatro?
O gosto musical? A concorrência
dos bares em véspera de feriado?
Muitos são as perguntas e exclamações,
mas no fim eles preferiram a
resposta de que a cultura cada
um busca da forma que achar
necessário ou simplesmente não
busca.
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Graziely
Neri
grazielyneri@hotmail.com
Foto: Graziely Neri
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Cultura de Moda
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19/05/2009
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Quarta-feira,
19/5, workshops e palestras
marcaram a semana cultural Donna
Fashion.
Antes preocupada
em oferecer tendências, o Donna
Fashion Outono/Inverno 2010
trouxe para a Ilha, cultura
de moda. Alguns olhares leigos
em direção à moda, veem a superficialidade
em primeiro lugar, mas basta
frequentar os workshops e palestras
da semana cultural, para perceber
que a moda vai mais além. Superficialidade
entra em contradição com trabalho,
criatividade e inovação.
O último dia do evento começou
com o workshop de Samira Campos
e Gabriela Tanuri. Escritoras
de moda como Lina Bo Bardi,
Regina Guerreiro e Costanza
Pascolato, inspiraram o público
que analisou o francesismo,
o jogo de palavras, a contextualização
com a história e as características
de cada autora nos textos. Para
completar, uma crítica aos releases
exagerados e confusos. "Esta
moda é para mulheres fortes,
independentes que sabem o que
querem", desde quando? "Os vestidos
estão em tom de verde ostra"
O quê? Existe isso?
A
palestra de Adriana Bozon, diretora
criativa da Ellus, mostrou como
se dá o trabalho manual na criação
de uma peça que hoje é fundamental
no guarda-roupa de qualquer
pessoa, a calça jeans. Aquele
jeans no armário, nunca mais
será o mesmo aos olhos do público
que compareceu. Foram apresentadas
40 formas manuais de criar detalhes
nas peças, além das modelagens
que surgem e ressurgem a cada
estação. A mais nova criação:
calça boyfriend.
A diretora foi rápida ao responder
sobre o possível esgotamento
no design do jeans: "Nunca.
Existe uma eterna busca pelo
novo, o detalhe diferente, o
tecido, o corte...".
Um vídeo institucional
mergulhou pela história da Ellus,
relembrando as campanhas que
apresentou a marca ao mundo.
Uma em especial, levou a plateia
ao êxtase, da mesma forma que
a plateia do São Paulo Fashion
Week em 2008. A campanha Ellus
Under Water, apresentou em plena
passarela casais se despindo
embaixo d'água criando um Déjà
vu na primeira campanha de 30
anos atrás, inclusive causou
polêmica em plena ditadura militar.
A última noite do evento ainda
não havia acabado, quando as
bonequinhas urbanas da Animê
encantaram o público. O Rock'n
Roll marcou as peças da Renner.
O frio da Patagônia inspirou
a Beagle que enriqueceu os detalhes
das roupas e para o final, a
inovação da Ellus com o tecido
leather denim, um jeans com
aparência de couro. Até a próxima
estação.
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Graziely
Neri
grazielyneri@hotmail.com
Foto: Cristiano Sant'Ana.
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Quatro Estações:
encontro do Convention
& Visitors Bureau
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17/05/2009
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Quinta-feira,
13/5, o trade turístico
teve encontro marcado.
Outono é um período
gostoso. Não está nem frio nem
quente. As folhagens estão começando
a cair. E é nesse clima de mudanças
que o encontro do FC&VB ocorreu,
justamente para confraternizar
os associados numa noite de
network e novos relacionamentos.
Pela primeira vez a pista do
badalado El Divino Lounge, recentemente
associado ao Convention, sediou
o encontro.
A noite também
marcou as boas vindas aos novos
associados: Estúdio Vozes, CR
Vigilância, Pousada das Plameiras,
Restaurante Villa Terceira e
as agências Turisan e América
do Sol. Outra novidade foi o
lançamento de um desafio às
redes de hotelaria: os hotéis
que aumentarem a arrecadação
do Room Tax ganharão viagens
a Buenos Aires (Os detalhes
estão no site
do Convention).
Já tradicional,
o gran finale é marcado
pelo sorteio de brindes. Teve
muita gente que saiu de lá com
um sorriso bem grande. Também,
não é todo dia que se ganha
diárias no Natur Campeche, na
Pousada dos Chás, nos Hotéis
Majestic, Praiatur e Mercure.
Ah! Outros saíram com os tickets
do show de Fábio Júnior,
que ocorre no Dia dos Namorados
no Costão do Santinho. Ainda,
sortearam um passeio na Scuna
Sul e no Floripa by Bus.
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Dani
Medeiros
danielledemedeiros@gmail.com
Fotos: Mário
Costa Jr.
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| Infelizmente,
é mais barato andar de carro |
14/5/2010
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Uma reflexão!
Há
muito que o termo “sustentabilidade”
deixou de ser somente um jargão acadêmico
e passou a guiar as ações governamentais
ao redor do mundo. Não só no Brasil,
inúmeros esforços se dão no sentido
de aumentar a eficiência energética
dos processos industriais, diminuir
o consumo dos automóveis, bem como reduzir
a utilização de combustíveis fósseis
optando por fontes mais limpas de energia.
Estas ações têm a intenção de mitigar
a atuação dos gases do efeito estufa
na atmosfera, causadores do aquecimento
global, e melhorar a qualidade do ar
nas cidades.
No
entanto, estes esforços só se mostram
eficazes havendo uma ampla participação
da população. Para a construção de uma
sociedade sustentável, é fundamental,
por exemplo, economizar energia elétrica
e água, assim como diminuir o consumismo.
Não menos importante é reduzir o uso
dos automóveis. Segundo o Balanço Energético
Nacional de 2009 – estudo feito pela
Empresa de Pesquisa Energética, EPE
– os veículos a gasolina e álcool foram
responsáveis por mais de 12% da energia
consumida no país no ano de 2008. Além
deste fator, os veículos contribuem
de forma direta e indireta na poluição
atmosférica.
Em
Florianópolis, o prefeito Dário Berger
parece trabalhar contra uma vida urbana
melhor. Somado ao problema ambiental,
o elevado número de automóveis na cidade
vem trazendo um grande problema de mobilidade
para a população, que presencia diariamente
os engarrafamentos das avenidas. Como
se já não fosse demais, o preço da passagem
aumenta indiscriminadamente, sem levar
em conta os fatores sociais e ambientais,
ou seja, priorizando somente o ganho
das empresas do transporte.
Como
forma de ilustrar o tipo de política
viária de Florianópolis foi criado o
gráfico abaixo. Ele mostra o custo em
função da distância percorrida, associado
a uma determinada modalidade de transporte.
Na vertical temos o custo por pessoa,
em reais, e na horizontal a distância
percorrida, em quilômetros. As modalidades
de transporte são: o transporte público,
o carro com apenas um passageiro e o
carro com dois passageiros. Para o cálculo,
assume-se que a pessoa já possua um
carro a gasolina, com um consumo médio
de 10km/l, que o preço da gasolina seja
de R$2,50 por litro e que o preço da
manutenção do veículo seja de R$0,10
por quilômetro.
Para
os casos do carro com um ou dois passageiros,
o custo por pessoa aumenta conforme
a distância percorrida. Para o transporte
público, como a tarifa assumida é a
tarifa única de R$2,95, o custo por
pessoa permanece constante, ou seja,
pode-se andar livremente, independente
da distância, pagando apenas uma tarifa.
Através
do gráfico, nota-se que para uma pessoa
dirigindo um veículo sozinha, não é
vantajoso utilizar o transporte público
quando se deseja percorrer uma distância
menor que 8km, ou seja, para se deslocar
da UFSC ao Centro, é mais barato ir
sozinho de carro do que ir de ônibus.
Ainda, para um trajeto intermediário,
como da Lagoa da Conceição ao Centro,
continua sendo mais vantajoso ir num
automóvel com duas pessoas do que utilizar
o ônibus.

Não há nenhum benefício
para se usar nosso Transporte Coletivo.
As tarifas são abusivas, os ônibus não
são freqüentes e, principalmente, o
sistema não é confiável, sujeito a constantes
mudanças de horários e linhas. Assim,
o uso do automóvel é incentivado como
política pública, agravando o problema
ambiental e os congestionamentos na
cidade. Só anda de ônibus quem não pode
escolher. Quem tem carro, por mais que
se preocupe com os problemas ambientais,
escolhe não andar de ônibus devido ao
sistema inconveniente e caro. O transporte
público precisa oferecer benefícios
para que essa escolha seja diferente.
Inicialmente, é necessário
diminuir drasticamente o preço da passagem
para que Florianópolis volte a se mover.
Outras soluções podem ser implementadas
juntamente com a diminuição da tarifa
única, como por exemplo, a tarifação
da passagem feita por zonas, incentivando
o uso do ônibus para curtas distâncias
e assim diminuindo o tráfego no Centro
e em outros “gargalos” da cidade. Em
relação aos engarrafamentos, existe
a possibilidade de se utilizar o famoso
“corredor de ônibus”, aprovado em diversas
cidades do país. Priorizando-se o transporte
coletivo, a cidade economiza em obras
públicas necessárias para suportar o
crescente número de veículos, além de
manter a qualidade de vida, colaborando
com os esforços mundiais para diminuição
do efeito estufa.
A afirmação simplista
do prefeito Dário Berger reflete a sua
péssima administração: “Não tem como
fazer mágica. Infelizmente alguém precisa
pagar essa conta. Sempre que houver
reajuste de salário, haverá aumento
das passagens”. Ora, nada mais absurdo!
As ações da prefeitura junto às concessionárias
do serviço de transporte público devem
ser para que haja uma melhoria na qualidade
do transporte e para que o preço da
passagem seja acessível à população,
e não em defesa da incapacidade dessas
empresas, que não conseguem – ou não
tentam – diminuir os custos. A otimização
do sistema de transporte, bem como a
redução de custo, deve ser exigência
da prefeitura e problema das empresas.
A partir do momento em que estas não
forem capazes de atender às exigências,
devem perder a concessão do serviço
e uma nova licitação deve ser realizada.
Não há mágica!
Para saber mais:
Site: lataofloripa.libertar.org
Twitter: www.twitter.com/lataofloripa
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Pedro Magalhães
pedromo@gmail.com
Texto e Fotos
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Funk Como Le
Gusta arrepiou no John
Bull Pub
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17/05/2009
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Uma quinta-feira
diferente no reduto do rock.

Pirei! Arte e
cultura já estão na veia. Talvez
em alguma outra vida eu tenha
tido uma grande relação com
o samba, maracatu ou percussão.
E a noite do John Bull Pub foi
bem assim. Sabe aquela energia
da batucada? Bem isso.
Para começo de
conversa, a fila já é peculiar
quando rola shows diferentes
dos já tradicionais da casa
com o velho rock and roll ou
blues. Assim como no Cordel
do Fogo Encantado (Veja a Coluna
de 2008), a galera é mais
roots e não se vê tanto
saltos altíssimos e homens mais
sérios. É uma galera
mais astral e menos pegação.
O palco do JB
ficou ainda menor com os 10
músicos lá em cima. A mistura,
a composição, a sonoridade é
de arrepiar. É difícil
denominar as músicas dos meninos.
É samba-rock-soul-funk-jazz-'balacudum'-sei
lá o que, inventado na hora.
Aqui, lançaram
o primeiro DVD, chamado Funk
Ao Vivo, e também tocaram
músicas de Roda de Funk
(2000) e F.C.L.G. (2004).
No meio do show, estávamos no
bar pegando uma bebida, aí apagaram
as luzes do palco , achamos
que tinha acabado, mas ouvimos
uns batuques fortes vindo de
não sei onde. Fomos averiguar.
Eu, pouco conhecedora dos shows
do F.C.L.G, fiquei surpresa.
Todos os músicos sentados no
chão no meio da pista...
todos tocando e cantando. Uma
pena! Ficamos fora da roda,
mas as pessoas que estavam mais
ali perto sentaram-se com eles.
Parecia um ritual. E todos cantando
e celebrando. Até que ficou
tão forte que todos levantaram
juntos em alto e bom som. Muita
energia na noite. Após
o show e na abertura teve DJ
Marcelo Pimenta com o set brasuca
de raiz. Não poderiam
ter convidado outro DJ para
isso. Afinal, Pimenta sempre
toca Funk Como Le Gusta em seu
set list e bebe da mesma
fonte musical.
Às vezes, reclamo
de sempre virem as mesmas bandas
pra cá. Mas desta vez, mordi
a língua. Ainda bem que
bons shows se repetem. E que
voltem sempre.
Para conhecer
o trabalho do Funk Como Le Gusta
é só acessar o site
ou myspace.
Verão que não é exagero meu.
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Dani
Medeiros
danielledemedeiros@gmail.com
Foto: Divulgação
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Ney Matogrosso
em Beijo Bandido
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20/04/2010
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Uma noite romântica...
Ah!
Suspiro só de lembrar. Primeira
vez que vejo o tal camaleão
ao vivo. Impressionante? Posso
dizer que sim. Talvez teria
achado mais impressionante o
Inclassificáveis, mas
aí seria fácil, já que era uma
super produção colorida desde
a iluminação ao figurino. Agora,
impressionar com uma única peça
de roupa, simples, elegante...
é outro nível. Num terno bege
com forro vermelho, Ney Matogrosso,
o transeunte da noite, gritou,
descabelou, acalmou. O show
em si compôs um ar bastante...
plástico, sério, pungido, forte,
quase um lamento. Cheguei a
questionar se esta temporada
era uma ''pós'' perda
de algum amor ou se era descontentamento
amoroso mesmo. As luzes, também
simples, casavam harmoniosamente
com as canções. Sem dúvida,
posso chamar de espetáculo.
Show não cabe como descrição.
Ah, o olhar dele era impressionante.
Trazia muitas palavras em casa
canção. Em Beijo Bandido tinha
desde Cazuza a Vinicius de Moraes.
Tremendão e o Rei até Hebert
Vianna e Paula Toller. Uma seleção
realmente especial.
O local escolhido
pela Orth Produções foi o espaço
Arena CentroSul. Como não gosto
de prestigiar sentada, ficamos
lá no fundo. Assim, aproveitamos,
com mais alguns casais, para
dançar alguns sambas, tangos
e boleros que Ney incluiu no
repertório.
No final, nem
tão final assim, o paletó
continuou sobreposto na cadeira.
Fim do espetáculo. Todos
saem do palco: Ney, voz; Lui
Coimbra, violoncelo e violão;
Ricardo Amado, violino e bandolim;
Felipe Roseno, percussão; e
Leandro Braga, piano, que também
fez os arranjos e a direção
musical. Para o tradicional
bis eles voltam. Fim de novo.
As pessoas continuavam a fazer
barulho, batendo com os pés
no chão de madeira, aplausos
e gritos. E eis que surge novamente.
Nessa paquera entre artista
e plateia ocorreram vários
bis. No final, sabíamos
que ele tinha ido de verdade
quando o paletó não
estava mais lá.
Uma ressalva,
me sinto muito bem ao ver grandes
nomes da música brasileira ainda
nos impressionando com trabalhos
novos. O que vemos é que muitos
desistem no meio do caminho
ou não dão mais certo naquela
geração. Ney, como Gilberto
Gil, continuam com a juventude
à flor da pele. Parabéns também
às produtoras de Floripa,
em geral, que apostam em shows
assim.
E termino esse
texto do show, que foi um deleite
sonoro, com um pedacinho de
uma canção, que está
na abertura do site:
"Se canto
sou ave, se choro sou homem.
Se planto me basto, valho mais
que dois. Quando a água corre,
a vida multiplica. O que ninguém
explica é o que vem depois..."
P.S: As músicas
podem ser baixadas no site official
do Ney Matogrosso: www2.uol.com.br/neymatogrosso
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Dani
Medeiros
danielledemedeiros@gmail.com
Fotos: Divulgação
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| Roubado
por um Beijo Bandido |
20/4/2010
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Ney Matogrosso encanta público que lotou
a Arena Centrosul, ontem, em Florianópolis.
Um
dia 20 de abril especial. Por várias
razões. Para muitos foi uma véspera
de feriado ideal para começar aquela
dieta que sempre é adiada, para organizar
algumas coisas que estavam pendentes
no escritório, para fazer faxina em
casa, para rever uns amigos, para ir
à praia, para um encontro casual ou
para assistir ao novo show do Ney Matogrosso,
na Arena CentroSul, no Centro da Ilha
de Santa Catarina. A plateia que esteve
no espetáculo se sentiu roubada, invadida,
provocada com o show Beijo Bandido.
Foi uma afronta ao encontro com a excelência
vocal e a presença do cantor de 68 anos
de idade.
Diferente da última turnê
Inclassificáveis, que trazia
um Ney fantasiado, mais Secos e Molhados,
mais roqueiro, mais pop, mais dançante,
o show Beijo Bandido mostrou
uma versão mais provocante do cantor
e mais intimista, por mais clichê que
seja quando se trata de Ney Matogrosso.
Quatro músicos estão no palco – Violino,
Cello, piano elétrico e percussão. Eis
que surge, de terno e gravata, com uma
elegância incontestável o camaleão,
como também é conhecido o intérprete.
Aquele que alguns viram ano passado,
última vez que esteve em Desterro, todo
fantasiado interpretando um repertório
que passeava sobre coisas inclassificáveis
como a mistura de raças do povo brasileiro.
Agora o repertório estava
recheado de clássicos da música popular
brasileira. A canção de abertura
Tango para Tereza, de Altemar Dutra,
deu o tom de como mais ou menos seriam
os momentos de provocação (peço a licença
para não chamar de show agora). A iluminação
e as imagens que apareciam num telão
que servia de cenário no fundo do palco
foram um atrativo à parte, mas nada
de roubar a cena de um dos maiores intérpretes
que o Brasil tem. Tudo parecia uma soma.
Som super delicado, iluminação linda,
cenário rico e Ney Matogrosso é igual
a um espetáculo de 1 hora e 40 minutos
que dá gosto de ver e rever. Ainda com
direito a 4 Bis. O povo fez barulho.
Ninguém queria ir embora.
Devo
confessar que a música Fascinação,
versão feita por Armando Louzada, que
geralmente é cantada por mulheres, ficou
de uma delicadeza só na voz do cantor.
Recomendo que ouçam. O sucesso Não
Faça Assim, composto por Herbert
Vianna e Paula Toller, também ganhou
uma versão de arrepiar. E falo como
crítico e músico. Para os que tiveram
a oportunidade de assistir e para os
que ainda vão apreciar as interpretações
do artista, repito, foi incrível e vale
a pena.
No show Beijo Bandido
você se sente roubado, provocado, tocado
e tantos outros adjetivos que serviriam,
mas não cabem aqui, para descrever o
sentido real da experiência que muitos
na Ilha viveram ontem.
Só mais uma coisa: tudo
o que foi dito acima é uma constatação.
Quando se trata de Ney Matogrosso, precisamos
tomar cuidado para não sermos pretensiosos
por não admitir que ele é sim um dos
maiores nomes da música popular brasileira.
Vida longa ao Camaleão.
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Billy Rezk
angelusbilly@hotmail.com
Texto
Fotos: Rê Oliveira
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| The
Brazilian Cello deixa sua marca
no Teatro Pedro Ivo |
20/4/2010
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Cristina Capparelli e Tânia Soares
são a ilustração
do virtuosismo erudito.
Para que se faz um show
ao vivo? Uma apresentação,
uma performance, um recital, enfim.
Para que se apresentar ao vivo? Para
que levar um público pagante
a um teatro para assistir a uma execução
artística? Hoje nós temos
CDs e aparelhos de som moderníssimos,
que nos permitem ouvir com clareza todos
os sons, todos os harmônicos.
Temos DVDs para ter a imagem junto ao
som. Temos softwares tão
sofisticados que podem, a partir de
uma partitura, executar uma obra com
qualquer instrumento, podem afinar ou
desafinar instrumentos e vozes, podem,
inclusive, mixar vozes de cantores famosos
a uma obra qualquer. Então repito.
Para que se faz um show ao vivo? O teatro
respondeu a esta pergunta quando lhe
surgiu a necessidade de sobrevivência
frente a cinema e, posteriormente, televisão.

Se faz uma apresentação
ao vivo por conta da relação
que se cria entre artista e público.
É uma relação única
a cada apresentação. O
público consegue ver coisas no
show ao vivo que não se vê
em qualquer outra mídia, vê
o envolvimento do artista com sua obra.
Há algum tempo, a única
forma de um indíviduo conhecer
a obra de, digamos, Debussy, era indo
a um concerto. Não havia gravações.
A única maneira era ir a um concerto.
E, nestes concertos, a técnica
de quem executava a obra era de exímia
importância. Assim, podia-se ter
uma noção do que Debussy
pretendera transmitir ao compor.
Esta necessidade não existe mais.
As artes visuais foram pioneiras nesta
conclusão. Hoje não se
vê mais um artista copiando exatamente
a paisagem que está na sua frente.
A expressão, nas correntes contemporâneas
da pintura, está embrulhada em
formas, cores e traços que não
reproduzem fielmente uma paisagem ou
um retrato, mas, de alguma forma, conseguem
nos mostrar o íntimo do pintor.
A relação do pintor com
suas emoções ou com o
que quer que seja.
A música erudita ainda não
conseguiu entender isso. Não
em sua maioria. Ainda se fazem concertos
em que o artista expressa todo o seu
virtuosismo ao executar a obra dificílima
de um compositor. Só. E aí
eu pergunto. E daí? Por que eu
vou até um teatro, pagar e assistir
a isso?
Foi isso que aconteceu durante o concerto
de Cristina Capparelli (piano) e Tânia
Lisboa (violoncello). As duas mostram
um domínio impecável do
instrumento. Ensaiadíssimas,
Lisboa e Capparelli não hesitaram
em uma nota, uma dinâmica, uma
ênfase, um stacatto. Nada.
Execução perfeita de um
repertório belo e escolhido a
dedo. Camargo Guarnieri, Francisco Mignone,
Henrique Oswald, Debussy e, para mim,
uma surpresa, pois não o conhecia:
C. Franck, compositor belga que deu
início às sonatas cíclicas.
Uma bela composição! E,
de novo, perfeitamente executada.
Mas por que elas escolheram este repertório?
Que tipo de emoção liga
as intérpretes a estes autores?
Não sei. Não sei porque
as duas entraram e saíram do
palco cerca de cinco vezes e não
deram 'boa noite' à plateia.
Mal nos olharam. Cochichavam algo com
o estudante de música que cuidava
das partituras. Nos deixaram completamente
de fora de sua arte. De sua turnê.
Não havia um cenário,
uma palavra delas no programa, apenas
seu extenso currículo nos melhores
conservatórios do mundo. Não
havia uma troca de olhares, uma mudança
em suas expressões que não
fossem a precisa marcação
dos compassos. Resultado? A gente escuta
mas não ouve, aprecia mas não
sente. E, na hora de fazer um comentário,
não há nada mais para
dizer além de: técnica
impecável.
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Claudia Mussi
redacao2@guiafloripa.com.br
Texto
Fotos: Divulgação
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