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COLUNA GUIA FLORIPA
Diário virtual
As informações contidas nesta coluna são de responsabilidade dos
autores e não refletem, necessariamente, a opinião do Guia Floripa.

 
A Mulher Invisível: como assim?!?
26/6/2009
 

O filme brasileiro estreiou com uma proposta diferente dos tradicionais filmes nacionais, mas conseguiu dar conta do recado.

Quando se trata de filmes do Selton Mello, sou suspeita para falar. Sem dúvidas, o mais interessante do filme é a atuação do ator - para muitos deve ter sido as aparições nuas e semi-nuas (em todos os casos) de Luana Piovani. Acredito que foi até mesmo um pouco desnecessário, apelativo demais - a garota que estava sentado ao meu lado com certeza achou isso, tampando a cada aparição da atriz os olhos do namorado (faça-me o favor, né?).

A narração do filme é bem mais parecida com o que estamos acostumados a ver em tradicionais produções cinematográficas americanas. A história não foge de um roteiro linear da conhecida comédia romântica, que não supreende com o já esperado final feliz. Bem que eu gostaria que o filme tivesse acabado na hora em que ele entra na banheira e chama a personagem da Luana Piovani pra casar, mesmo já ciente de que ela era fruto da imaginação dele - mas, ok, não entremos em minhas expectativas pessoais. Essa estrutura, no entanto, não tira o mérito do filme. Sou uma apaixonada pelo cinema brasileiro, mas sempre há o que desenvolver e experimentar e, para isso, qualquer inovação é bem-vinda.

É um filme de comédia em todos os sentidos, mas que mostra casos reais de esquizofrenia. Forçando bastante, daria para fazer uma interpretação profunda sobre isso. Melhor não. Mais fácil falar das risadas, elas não precisam de interpretações. Melhor assim.

O Selton Mello contracenando com uma pessoa invisível e conversando com seu amigo Carlos, personagem de Vladimir Brichta, foram as melhores cenas. Ah! E claro, a atuação de Fernanda Torres. Quase não aparecia, mas quando aparecia... arrancava risada geral dos espectadores. Fantástica sempre. Fiquei na dúvida: qual papel sério ela já fez? A comédia parece pairar no corpo da mulher. Enfim, o filme cumpriu com o prometido: tem que estar de muito mal humor para sair da sala do cinema sem dar umas boas risadas.

No site oficial do filme você pode ver vídeos, fotos, ficha técnica e até fazer download.

Aline Carrijo
aline2586@gmail.com
Foto:
Divulgação

 
 

 
Cinco anos de Acústico Brognoli: valorizando a música daqui
24/6/2009
 

O projeto deste ano apresentou o espetáculo Escrevendo a Cena Musical Catarinense - Nosso Novo Som.

Pela primeira vez, sai do teatro do CIC para experimentar outros ares. O palco escolhido foi o do Floripa Music Hall. Lá pelas 22h cheguei e já estava fervendo ao som do Coletivo Operante, banda que até então eu não conhecia. Prazer, muito prazer. Os meninos tem um pique a mais. Letras bem bacanas e sarcásticas com uma mistura de ritmos que te impossibilita de ficar parada.

"Desculpe meu amor, mas não aderi ao movimento moderno...
... Ri de mim por que eu não sei o nome do DJ"

Cinco músicas e pronto. Próximooo!!!

Tijuquera então entra em ação. Um som mais percussivo e forte que junta o tradicional da música popular brasileira com o pós-moderno da tecnologia. Na bagagem de gravações: Inoxsambágua (2000), Os Deuses Não São os Homens (2004), Quem quiser é isso aí (2006) e Tijuquera Floripa Groove 2000 | 2004 | 2006 (coletânea - 2006).

"Palmeira balança ê balançou
É o sopro do vendaval
Canoa no mar bordejou Rema pra praia..."

E se foi...

Então, Aerocirco finaliza as apresentações locais . O som deste quarteto é apaixonante; rock totalmente diferente do que você costuma ouvir por aí. Acho que nem preciso prolongar a prosa; entra no site, ouve e depois tire suas próprias conclusões.

"Não há nada que eu não faça
Porque a vida não é de graça
Se esperar quando quiser
Se deixar ser, vejo quem és"

E para fechar a noite: Zeca Baleiro.

Uma noite para ouvir, em show, os sucessos de Zeca, que sempre deixa o público bem feliz. Com seu violão e seu chapéu, ele veio acompanhado do trio Tuco Marcondes (guitarras, violões e vocais), Fernando Nunes (baixo) e Kuki Stolarski (bateria e percussão).

Infelizmente, não vi o show de Carol Zingler e dos dois novos talentos descobertos pelo Concurso Brognoli: Marco Antônio Ferreira Caixeta e Marcos Vanderlei Alves de Oliveira.

Dani Medeiros
danielledemedeiros@gmail.com
Fotos:
Cassiano Ferraz

 
 

 
Casamento aberto - será mesmo possível?
31/5/2009
 

Possível ou não, as pessoas que estiveram presentes na última apresentação da peça Casamento Aberto, Quase Escancarado, no Espaço Cultural Sol da Terra, puderam se divertir muito com os "absurdos" cometidos pelo descontraído casal de personagens.

A comédia (Coppia Aperta), originalmente escrita pelo casal italiano Dario Fo e Franca Rame, foi aqui protagonizada por Régius Brandão e Antonella Batista. Com um texto muito interessante e inteligente, foram abordados - direta ou indiretamente - temas como sexualidade, modelo (machista) de sociedade, capitalismo, crise econômica, traição, fantasias sexuais, dentre outros.

Dessa forma, a peça conseguiu conduzir o público ao riso, à reflexão, à auto-análise e ao riso novamente. Para quem não pôde comparecer, resta torcer por uma nova temporada...

Fábio Pedrotti Terra
fabioterra@gmail.com

 
 

 
Nando Reis e Os Infernais num fantástico luau da MTV em Floripa
13/5/2009
 

O cantor e compositor abalou os corações do povo presente no Floripa Music Hall.

O céu estava meio nublado, mas nem por isso deixou de nos presentear com a lua cheia de touro. Clima ideal para o show Luau MTV do Nando Reis e Os Infernais, e bota infernais nisso!

O show marcou o encerramento da semana cultural do projeto Eu Faço Cultura - Especial França / Brasil. Na abertura, o francês radicado no Brasil, Nicolas Krassik e convidados nos arremataram com um belíssimo show de música instrumental. Começou intimista com pitadas de música erudita. Entretanto, já que não estamos na França, o jeitinho brasileiro reinou e acabou em samba.

Depois da apresentação magnífica, entra no palco Nando Reis com um chapéu de ''cowboy'' fora da lei - desconfio ser de Alex Veley - e a banda Os Infernais. Não deixaram nada a desejar. Também pudera. O ruivo não é nada hermético, bem pelo contrário.

O exímio compositor apresentou as músicas do sétimo álbum e não poderia deixar de nos agraciar com outros sucessos de sua discografia. Um show bem intenso que emana muitas energias. O tecladista Alex Veley parecia até 'transar' com o teclado - no ápice a língua trabalhou no lugar dos dedos -, Diogo Gameiro arrebentou na batera, Carlos Pontual na guitarra e Felipe Cambraia no baixo, que em algumas músicas fez solos alucinantes. Ah! Também tinha duas backing vocals, que ainda não descobri os nomes. Alguma dúvida? Claro que arrasaram. No palco, vários vasos de flores vermelhas e brancas... margaridas que foram beijadas e jogadas para a platéia no bis.

No mais... Leve o mundo que eu vou já...

Dani Medeiros
danielledemedeiros@gmail.com
Fotos:
Cassiano Ferraz e Daniel Vianna

 
 

 
Paella do Anjinho 2009
13/5/2009
 

O Clube 12 estremeceu no sábado (9/5).

Bebidas à vontade, Paella Valenciana (nem tão à vontade assim, já que parou de ser servida por volta das 17h) e mais de cinco mil pessoas distribuídas pelas escadas, camarotes e pista.

A Paella do Anjinho deste ano foi para um lugar mais espaçoso e que reuniu muito mais pessoas do que ano passado no Floripa Music Hall. Aumenta o público, aumenta a quantidade de comida, foram duas toneladas de paella, e, muito mais bebidas. A pedida era a 'skol redondinha' - aliás - ótimo jogo de marketing. Já às duas horas tinham meninas passando mal pelos bancos da parte externa.

Os shows foram ótimos. Além das bandas locais Samba Aí, Katendê e AMZD teve show nacional com Art Popular e Sereno. Ainda, Betinho do Axé Band e discotecagem com DJ Bruno Menezes. O Art Popular trouxe para a festa os pagodes antigos, lá dos anos 90. Boas lembranças! Já o Sereno apresentou uma mistura muito interessante de pagode e sertanejo. Era difícil até para acertar o passo da dança. Ora "sertanejão" ora "pagodaço".

A festa foi um sucesso tanto de público quanto de qualidade. Aguardamos a Paella do Anjinho 2010.

Dani Medeiros
danielledemedeiros@gmail.com
Fotos: Festa da Semana

 
 

 
Perversion Party: seis anos do Saploide
13/5/2009
 

A festa das meninas comemorou o aniversário do site Saploide.

A Perversion Party reúne no line up apenas mulheres; na pista, maioria, mulheres. É o sexo nada frágil por todo o lado. A festa do dia 8 de maio teve gostinho especial já que comemorou o aniversário de seis anos do site Saploide, da Pri que é a organizadora da Perva. Ah! A noite também foi especial para a fotógrafa oficial da festa, a Sabrine Fernandes, que recebeu homenagens no telão.

A pista giratória sempre ferve com o calor da mulherada e quem comanda o ritmo são as belíssimas DJanes residentes Paty Laus e Anazul e as convidadas Chin, que ganhou como DJ Revelação Floripa 2009 e Sandra Bull, residente do The L Club de São Paulo Além da música eletrônica na pista principal, no ambiente 2 teve show de pop e rock nacional com Sarah Ivan e banda.

Dani Medeiros
danielledemedeiros@gmail.com
Foto: Divulgação

 
 

 
O tradicional Forró da Joaca faz você dançar sem nem saber
6/5/2009
 

Arrasta-pé, fobó, bate-chinela, forrobodó... Ôxi que delícia!

Além do espetáculo da lua atrás das dunas da Joaca, ali dentro do roots De Raiz o espetáculo era outro, o da dança. Passos confusos outros ensaiados, saias rodando, rodopios fortes outros nem tanto... assim a pista do De Raiz ia noite adentro. O forró-pé-serra, forró universitário, improvisações fazem parte do vasto repertório. Sem contar, a qualidade do vocal e dos intrumentistas no triângulo, sanfona e zabumba.

Toda terça, no De Raiz - Casa de Samba e Reggae, bem em frente às dunas da Joaquina.

Dani Medeiros
danielledemedeiros@gmail.com

 
 

 
Sorriso Maroto agita feriado em Florianópolis
5/5/2009

O Floripa Music Hall recebeu o show de lançamento do CD e DVD É Diferente Ao Vivo.

A banda de pagode Sorriso Maroto animou o feriado de 1º de maio no Floripa Music Hall. Com a casa cheia o grupo fez com que o público cantasse sucessos como Amanhã, Futuro Prometido e Tenho Medo.

O grupo, formado por Bruno (vocal e pandeiro), Cris (pandeiro e vocal), Fred (surdo), Sérgio (violão e vocal), Vinícius (teclado e bonito), comandaram um verdadeiro espetáculo levando o público a tirar o pé do chão com muito samba e pagode.

Além de músicas animadas o grupo fez com que os casais curtissem momentos inesquecíveis embalados por pagodes românticos.

Quer saber mais entre no Site Oficial.

 

Heleide Nogueira
heleide.nogueira@gmail.com
Fotos: Divulgação

 
 

 
Tributo Led Zeppelin
5/5/2009

A banda Panela Rock lota o Centro de Eventos da Ufsc com tributo Led.

No dia 23 de abril, em plena quinta-feira, o Centro de Eventos da Ufsc beirou a lotação durante o Tributo Led Zeppelin apresentado e organizado pela banda Panela Rock. Com uma cara nova, o grupo veio disposto a entrar no mercado cultural de Florianópolis e já começou com o pé direito.



Durante quase duas horas e meia os maiores clássicos do Led Zeppelin foram relembrados, muito bem escolhidos por sinal, diante da gama de sucessos emplacados ao longo das décadas de sucesso. Os convidados especiais foram Felipe Demétri no violino, Tatiane Pires no violoncelo e Aline Pires no contrabaixo, o que deixou muita gente arrepiada com a força dos instrumentos na música Kashmir. E também a banda CODA, bastante conhecida no cenário florianopolitano por seu carisma e talento tocando Since I've Been Loving You e Over The Hills And Far Away com destaque para a performance de Ariel Coelho. Chegou a ser quase arriscado colocar o CODA para o meio da apresentação, mas foi com certeza uma soma ao talento inicial, mas considerável, da Panela Rock.

Banda formada por Thiago Born na guitarra, Tony Wagner na bateria , Geovani Maurício no baixo, o recém chegado Diego Stecanela no teclado e Fernando Zimmermann no vocal. Com grande apelo visual e caracterização, a Panela Rock fez uma grande apresentação, principalmente pela incrível voz de Zimmermmann, figura já conhecida na cidade pelas interpretações ao longo do Projeto Rock. Noite de espetáculo em ambiente agradável... é o que o público catarinense gosta e está sedento certamente. Por isso o investimento nessa área deve ser apoiado e ver a casa cheia faz de nós, profissionais do ramo, satisfeitos e empolgados. Sejam bem-vindos Panela Rock!

 

Carolina Brand
eventos@guiafloripa.com.br
Fotos: Alecsandro Cecato

 
 

 
Taikô: acústico Lobão, praia e gastronomia de primeira
23/4/2009
 

Show do autêntico e excêntrico Lobão abre o Projeto Taikô o Ano Inteiro.

O cenário encanta por natureza. Localizado na beira-mar de Jurerê Internacional o Taikô - diferente de muitos estabelecimentos que acreditam apenas na temporada - estreia o projeto Taikô o Ano Inteiro. Iniciativa bem sucedida do empresário Leandro Adegas. A segunda-feira, véspera de Tiradentes, deixou a platéia ébria e um tanto prazenteira.

Na ocasião, Lobão fez o show Memórias e Histórias, em formato acústico. O que conferiu um ar mais íntimo com o público. No intervalo de um sucesso e outro, uma historinha que só ele sabe contar. No bis rolou Cazuza, o sertanejo de Beatles, finalizando com Vida Bandida! Entre as apresentações da MTV, finalização de seu livro - que conta a trajetória de sua carreira - o carioca João Luiz Woerdenbag Filho arruma tempo para fazer shows pelo país.

Dani Medeiros
danielledemedeiros@gmail.com
Fotos: Ângelo Santos

 
 

 
Um voo com o Iron Maiden
23/04/2009
 

Lançamento do documentário Iron Maiden - Flight 666 no Cinemark em Florianópolis.

Estou até agora meio extasiada… acho que me arrepiei dos pés a cabeça umas 30 vezes… é muita emoção assistir ao documentário da turnê Somewhere back in Time do Iron Maiden naquela telona…

Tenho alguns comentários a fazer… primeiro eu e a Pri compramos o ingresso duas semanas antes para podermos assistir a única sessão do documentário Iron Maiden - Flight 666 dirigido por Sam Dunn, que obviamente lotou. No Rio, a sessão tinha a presença dos integrantes da banda, na época do último show no Brasil e custava 80 reais para assistir haha. Eu pagava!

Chegando lá simplesmente os ingressos sumiram. Faltando minutos para o documentário começar estávamos na portaria do Cinemark choramingando para provar nossa compra porque a Pri sabia até as poltronas de cabeça. Enfim, conseguimos, ri, chorei, ri de novo, cantei, bati os pés… ui como é ruim ouvir Iron sentadinha no cinema e não chacoalhar a cabeça.

Primeira coisa estranha… o filme não tinha legendas. Isso mesmo, a maioria das pessoas no cinema boiou bonito porque nas piadinhas… poucos riam. Chato isso, aliás, não entendi o porquê da ausência de uma legenda… mas tudo bem.

Segunda coisa estranha… achei que ia falar mais dos bastidores e da vida dos integrantes… eu sou fã cara, quero saber!! Mas mostrou muitos trechos dos shows pelo mundo, se não me engano foram 23 ao total. Isso foi ótimo sem dúvida. Gente, que pique que tem esse Bruce Dickinson… além de pilotar o avião ele tinha aquele gás todo no palco… Invejável. O Harris é o cara sério e responsável da banda, é a cabeça pensante… um charme, fala pouco… mas expressivo. E o Nicko roubou a cena total… é o que mais fala, ri, brinca, come pizza.. nossa, eu saí do cinema com fome por culpa dele!

Fiquei triste porque mostrou só uns trinta segundos do show em Curitiba, no qual eu estava presente, mas a cena deles descendo naquele elevador da Pedreira… foi alucinante. Notei também que nesse documentário, eles deram muita ênfase para os fãs e o Iron Maiden is my religion, assim como mulheres, muitas mulheres na frente do palco (sendo esmagadas literalmente), ou o cara que chorava feito criança porque pegou a baqueta… algo mágico, algo que me impressiona… Como a música pode mover multidões, unir cidadãos em momentos únicos de suor e aperto… mas muita, muita felicidade! É… o poder do rock, o poder da música... sempre vão me impressionar. Para quem ainda tem a oportunidade de assistir.. eu recomendo!! Confira os horários: GuiaFloripa-Cinemark.

Carolina Brand
redacao2@guiafloripa.com.br
Fotos: Divulgação

 
 

 
O Inclassificável mostrou porque é um dos maiores intérpretes do Brasil
8/4/2009
 

Ney Matogrosso arranca gritos da platéia que não cansava e canta todos os hits de sucesso do seu Inclassificáveis, nesta terça-feira (7), no Teatro Ademir Rosa (CIC).

"... Somos o que somos,
Somos o que somos,
Inclassificáveis, inclassificáveis..."
.

O performático, o camaleão, o emblemático e por que não o mitológico cantor Ney de Sousa Pereira (ex-integrante dos Secos & Molhados), mais conhecido - por você e por mim - como, Ney Matogrosso, de 67 anos, passou como um furacão na ilha com o show Inclassificáveis, na noite desta terça-feira (7), no Teatro Ademir Rosa (CIC).

Certamente ele teria total liberdade para cantar o refrão em sua própria homenagem. Ficaria mais ou menos assim: "Eu sou o que sou, sou o que sou, inclassificável, inclassificável...". Causando euforia às centenas de pessoas que lotaram o teatro, o cantor abriu o show com a música O Tempo Não Para. Com muita expressão e um olhar matador, uma de suas marcas registradas, o astro brasileiro surgiu como um deus Inca num figurino que brilhava mais que as próprias luzes do show, e claro, arrancou gritos e aplausos com a interpretação da música de seu amigo íntimo Cazuza.

Acompanhado pelos brilhantes músicos, Felipe Roseno (percussão), Junior Meirelles (guitarra, violão e vocal), Carlinhos Noronha (baixo e violão), Sérgio Machado (bateria), DJ Tubarão (percussão e pick-up), e pelo também ex Secos & Molhados, Emilio Carreira (piano, teclado e direção musical), a banda demonstrou total sincronismo com o cantor. Percebe-se que neste espetáculo, a direção musical de Carreira explora bastante os instrumentos de percussão, mas tudo isso misturado ao rock, pop, samba e a MPB. A sintonia de Ney com eles é perfeita. Algumas pessoas comentaram que esta é a melhor banda que já teve. Deu pra notar também, que o retorno ao rock e as coisas que já fazia há anos foi inevitável.

No show se ouviu Cazuza, Caetano Veloso, Arnaldo Antunes e Chico Buarque. Têm para todos os gostos. O espetáculo é sem dúvida nenhuma uma celebração de música, erotismo e exotismo. O show tem bastante informação. A luz, que é assinada pelo próprio, o figurino, o cenário, a qualidade do som, fora a relação que visivelmente é perceptível do Ney com o público. É quase um caso de amor, uma relação sexual. Tanto é que o cara troca de roupa ali mesmo. Na frente de todos. E cada peça de roupa tirada lentamente corresponde a um grito. E a hora que este contato foi mais real, foi na interpretação inconfundível da canção Por que a Gente é Assim quando ele passeou entre a platéia. Foi mesmo para o povão. Muito bom! Delírio total!

Outra cena marcante do show foi no momento em que ele interpretou o bolerinho Veja Bem, Meu Bem. Muito swing, muito rebolado e muita sensualidade foram deixados neste momento. E o povo cantou junto do começo ao fim. Sem exceção, todas as músicas interpretadas foram maravilhosas. É claro, a gente sempre tem aquela que marca mais, mas realmente, meus caros, este show do Ney foi completo. Redondo... "Nossa! Ele estava muito melhor que o primeiro (show) na Capital, há um ano. Achei ele muito mais animado e mais assanhadinho", comentou a estudante Viviane Rocha.

E ao final o cantor queria ir embora assim... Deu tchau, agradeceu muito, porém já imaginam o que aconteceu depois dele ter saído do palco, não é?! O povo não arredou o pé. Gritamos (eu também gritei): Mais um, mais um, mais um... Ele teve que voltar! Encerrou o show com o tão aguardado bis. E foi de viver. Pro Dia Nascer Feliz foi a música que matou à pau e encerrou o show mais que pra cima! Daí levantamos, dançamos, teve gente que foi para a frente do palco, foi demais!

Porém, só uma observação que não afetou em nada: Devido ao cansaço depois de 20 dias de gravação intensa do filme Bandido da Luz Vermelha, no qual Ney é o protagonista, e da turnê, que já está na estrada desde dezembro de 2007, ele tem direito de errar um pouquinho. No começo ele esqueceu a entrada da música, mas foi só um detalhe, o povo ajudou e vamo que vamo pular e aplaudir de pé porque o talento do Inclassificável Ney Matogrosso mais que merece. O recado foi dado. Saímos todos regozijando e ele só confirmou ser um dos maiores intérpretes do Brasil.

Novo Disco, novos projetos

Em entrevista exclusiva, Matogrosso adiantou que em maio vai entrar em estúdio para gravar um CD completamente diferente do Inclassificáveis, intitulado por Beijo Bandido. O cantor contou que o CD vai ter clássicos da MPB. "Este CD vai ser gravado com um quarteto - Piano, Baixo, Cello e Violinho. Eu vou cantar coisas que ainda não havia cantado como, Fascinação, Tango para Tereza, algumas coisas também de Vila Lobos, uns bregas que eu adoro e vou terminar o CD com a música As Ilhas", explicou. Com data ainda não definida para lançamento, eu posso adiantar a vocês que vem muita coisa boa por aí, o que já é de costume quando Ney assina em baixo.

Se existe alguém imaginando que o moço vai já se aposentar, ledo engano. Para alívio dos fiéis fãs ele ainda pretende atuar durante um bom tempo. O próprio disse por mais uns 15 anos. Ainda mais com o estilo de vida que leva. Então, para não morrer de curiosidade, perguntei o que ele faz para manter a forma física e o brilho da voz. "Eu faço ginástica, não tenho nenhum tipo de vício, não bebo porque não gosto, e por mais engraçado que pareça, eu não tenho nenhum cuidado específico com a voz. Eu apenas durmo. Durmo bastante", afirmou o cantor sempre bem humorado e muito atencioso com seu público. Ufa! Valeu à pena tudo. Agradeço ao Nani Lobo e a Eveline Orth pela atenção e por me levar até o cantor.

Billy Sá
angelusbilly@hotmail.com
Texto e Fotos

 
 


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