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COLUNA GUIA FLORIPA
Diário virtual
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Show da Dazaranha no John Bull Pub
27/08/2008
 

"Ô Mané" perdesse altos shows lá no Jonh Bull, semana passada. A casa ficou lotada e o coro era unívoco em todas as músicas. Parabéns Família Daza.

O povo da Tribo da Lua se reuniu bem no meio da semana para prestigiar uma das bandas mais conceituadas do estado. O reduto do rock and roll recebeu no palco Adauto no baixo, Gerry na percussão, Moriel na guitarra base, Chico na guitarra solo, Fernando no violino, Gazu na voz e o mais novo integrante João Basañez na batera, que substitui Adriano Barvik.

Imaginem? Completar 15 anos de carreira e manter uma identidade própria e singular conquistando não só o pessoal daqui, mas de vários estados, é a prova de que esses meninos realmente fazem a história da música catarinense ser ainda mais valorizada e divulgada. Que a banda é um sucesso entre os "manés" todos já estão carecas de saber, mas envolver até pessoas que não são daqui, por exemplo, que não conhecem a ponte, a Lagoa, a expressão mané, entre tantas peculiaridades que encontramos nas canções da Dazaranha, é algo maior ainda.

Noite fria em plena quarta-feira, mesmo assim o Jonh Bull estava lotado de fãs e apreciadores da boa música Daza. Percebe-se que o pessoal não estavam na casa pela simples noite de balada, eles estavam ali para curtir a Dazaranha mesmo. O que me dá mais propriedade para afirma isso era o entusiasmo da galera. Impressionante como todas as músicas, sem exceção, eram cantadas perfeitamente em coro pelo povo da Tribo da Lua. E com razão, até performance "galinhestica" rolou no palco. Eles se esforçam bastante para agradar o seu público e o resultado é isso que podemos presenciar a cada show: galera alvoroçada pela música e músicos dispostos a dar o melhor de si com acordes, interpretações e canções bacanas.

Aliás, todo show que vou da Dazaranha fico deslumbrada com tudo, desde o detalhe do violino, que transforma a banda em algo especial, musicalmente diferente do que há no cenário, até o público fiél que grita e canta com emoção. A junção dos ritmos e a mistura dos instrumentos dão origem à uma música que só de ouvir um acorde já identifica que é da banda Dazaranha.

Aos que foram, tiveram uma noite de música da Ilha. Aos que não foram, fiquem frios, não deixem de conferir a nossa Agenda de Lazer... passarinhos me contaram que mês que vem tem mais no John Bull Pub. Aguardem!!!


Dani Medeiros
redacao@guiafloripa.com.br 
Fotos: Carlos Kilian

 
 

 
Show Maré da Adriana Calcanhotto encantou até as sereias da Ilha
15/08/2008
 

O CIC quase naufragou de tanta gente querendo ver a deusa grega no palco.

A belíssima Adriana Calcanhotto provocou uma maré de fascinação na última segunda-feira. O show absolutamente fabuloso: produção bem elaborada, sons unívocos em qualidade e aquela voz inconfundível completando a atmosfera do álbum Maré. O trabalho é o segundo de uma trilogia que começou há mais de dez anos com Maritmo.

O teor de poesia nas músicas e nos gestos de Adriana é singular. Com um figurino maravilhoso, representava a deusa da mitologia grega e mãe das águas, Tétis, uma rainha das águas em terra. O cenário é bem característico: uma concha gigante no canto esquerdo do palco, atrás uma tela azul mistificando o mar com figuras de cavalos marinhos, golfinhos, polvos, imagens de fractais e ondas. As luzes brincavam com as músicas. Ao final de cada canção, toda a luz que iluminava os músicos cessa, apenas Adriana continua no foco. Em outras, as luzes apagavam inteiramente e deixavam tudo na escuridão (do mar). A produção está de parabéns, criaram uma atmosfera mágica no palco.

Até para apresentar os músicos ela é meiga e suave: aponta o dedo para frente e calmamente direciona-o para um músico e diz: "Alberto Continentino" - baixo, guitarra, escaleta, vocais, berimbau de boca - e ele faz o seu solo. E assim por diante, "Bruno Medina" - teclados, "Domenico Lancellotti" - mpcs, bateria, percussão, baixo, guitarra - e "Marcelo Costa" - bateria e percussão. E depois disso, cada um sai do palco e ela fica sozinha com seus instrumentos. Tocou algumas músicas sozinha, outras entrava apenas um músico e depois saía; e assim foi até voltar todos de uma vez para o palco. Um jogo interessante e dinâmico. Adriana Calcanhotto tocou vários instrumentos, mas o mais belo foi o cello. Todos aplaudiram de pé. No repertório, músicas do novo trabalho, sucessos de Maritmo e composições de artistas que esqueceram de mandar a música para ela (rs). A cada música uma palavrinha com o público, e sempre com muito humor e tiradinhas que faziam a platéia rir.

Graciosa! O encanto era tamanho que em algumas músicas, a maioria ficou de pé cantando e aplaudindo; em outros momentos os aplausos surgiam no meio da música. Conseguem imaginar a intensidade do show? É, foi glorioso mesmo.

Por exemplo, no meio da música Um dia desses eu me caso com você de Paulo Diniz e Torquato Neto, todo mundo levantou do nada e começou a bater palma juntos. Várias surpresas no decorrer. Até então, ela fez todo o show sentada. De repente, na música do álbum Maritmo, ela pega o violão - esplêndida com aquele vestidão - e sai pelo palco tocando e cantando. Inesperado e deslumbrante!

Entre por essa porta agora e diga que me adora. Você tem meia hora prá mudar a minha vida. Vem, vambora! Que o que você demora é o que o tempo leva... Ainda tem o seu perfume pela casa. Ainda tem você na sala. Porque meu coração dispara? Quando tem o seu cheiro. Dentro de um livro. Dentro da noite veloz... Ainda tem o seu perfume pela casa. Ainda tem você na sala. Porque meu coração dispara? Quando tem o seu cheiro. Dentro de um livro. Na cinza das horas...

Em outra parte do show, ela toca a primeira parceria musical com Arnaldo Antunes, Para Lá. No meio da música, ela dedilha e brinca com a guitarra arracando dela um som arrepiante e agudo. A guitarra gritou e chorou nas mãos de Adriana. Na canção Lenda das Sereias, mais um espetáculo musical e desta vez com um instrumento inusitado. Lembram da concha gigante no canto esquerdo? Ela foi usada para gerar o som do mar.

Em uma das composições, ela diz: "Vou tocar uma música que Rodrigo Amarante escreveu e não mandou para mim", Deixa O Verão. No repertório, ainda Esquadros, Maresia, Fico assim sem você, Quem vem pra beira do mar e Um dia desses (poema que ela musicou de Torquato Neto).

Depois que acabou, como uma tradição, o pessoal pediu "Mais! Mais! Mais!". E ela voltou com um vestido cinza por cima do vrmelho e nos presenteou com mais três músicas. Entre elas, Devolva-me e Rio de Longe de Moreno Veloso.


Rasgue as minhas cartas e não me procure mais. Assim será melhor, Meu bem! O retrato que eu te dei, se ainda tens, não sei! Mas se tiver... Devolva-me! Deixe-me sozinho. Porque assim eu viverei em paz. Quero que sejas bem feliz junto do seu novo rapaz!
Rasgue as minhas cartas e não me procure mais... Assim vai ser melhor, Meu bem! O retrato que eu te dei, se ainda tens, não sei! Mas se tiver... Devolva-me!


E como ela mesmo disse na despedida:
"Até a Próxima. Até um Dia. E Valeu!!!"


Dani Medeiros
redacao@guiafloripa.com.br 
Fotos: Carlos Kilian

 
 

 
Show Banda Larga Cordel de Gilberto Gil mostra o que o baiano tem de mais novo!
14/08/2008
 

Um dos mais representativos cantores do Brasil apresentou um show de alegria e remelexo no Clube Doze.



"... não grude não, não grude, não grude não não grude, não grude não, oxente, onde já se viu! Não grude não, não grude, não grude não, não grude, não grude não, o disgrama, quiuspariu! Não grude não, não grude, não grude não, não grude, não grude não, afasta, vai, sai pra la! Não grude não, não grude, não grude não, não grude, não grude não, basta, deixa eu respirar...

Mais do que político, ativista social, cidadão brasileiro, pai, revolucionário, histórico, vanguardista, agitador... Gilberto Gil é músico nato e baiano.

Surpreendente! Mesmo depois de 45 anos do seu primeiro álbum Gilberto Gil - sua música, sua interpretação, Gil consegue nos maravilhar com um trabalho inusitado e primoroso. Além de figura emblemática da música brasileira, é extremamente simpático e envolvente.

Lá nos idos de 62, o jovem de Ituaçu, interior da Bahia, teve a sua primeira canção gravada, Coça, coça, lacerdinha. A partir daí o baiano aos poucos construiu uma carreira admirável no mundo inteiro. A nova turnê apresenta o álbum Banda Larga Cordel, recém lançado integralmente na internet. Uma proposta bem interessante nos tempos de hoje e que os fãs agradecem, com certeza!

No decorrer das duas horas de show, entre uma música e outra, nas conversas soltas com a platéia, fala sobre o contexto da música, como ele compôs e conta algumas histórias das origens dos ritmos tocados nas composições. Uma verdadeira miscigenação de musicalidade. Entre elas, o xote, samba break, forró, samba de roda, capoeira... Um solo de berimbau impressionou e fez todo mundo aplaudir aos gritos.

Sempre com esse estilo despojado e moderno, o arretado deu um show de alegria, energia e samba no pé. O estilo do cantor misturado com as novas composições evidencia ainda o espírito do tropicalismo, fazendo com que a música popular dê mais um salto na modernidade com concepções artísticas mais alternativas. Realmente os sessenta e seis anos do baiano servem apenas para mostrar o quão jovem ele está e nada mais. Gil acredita na cultura digital e é um dos pioneiros na defesa do Software Livre e da Liberdade Digital. E o novo trabalho enquadra-se nesta ideologia e aborda temas de hoje e amanhã, não esquecendo as coisas da vida e do amor.

Na composição Não Tenho Medo da Morte ele fala sobre a única certeza que temos:

♪ "Não tenho medo da morte, mas sim medo de morrer. Qual seria a diferença você há de perguntar. É que a morte já é depois que eu deixar de respirar. Morrer ainda é aqui na vida, no sol, no ar. Ainda pode haver dor ou vontade de mijar. A morte já é depois já não haverá ninguém como eu aqui agora pensando sobre o além já não haverá o além o além já será então não terei pé nem cabeça nem figado, nem pulmão como poderei ter medo se não terei coração?" ♪

Já em Máquina de Ritmo ele usa termos do mundo virtual:

♪ ... Quem sabe um bom pó de pirlim pim pim possa deletar a dor de quem deixou de lado o tamborim.
Apesar do seu computador
ter samba bom, samba ruim.
Se aperto o botão meu coração
vai me dizer que é samba sim... Colcheias, semi-colcheias. Fusas, semi-fusas sensações. Nos salões das noites cariocas. Novas tecnoilusões. Máquina de Rítmo. Que os pós eternos vão silenciar. Novos anjos do inferno vão por qualquer coisa em seu lugar" ♪

Ali no mezanino observando Gilberto Gil, bem de pertinho, imaginei o quanto ele já batalhou, o quanto de história ele pode contar, relatos surpreendentes e até inesperados. Quantos segredos ele guarda? Pensei na época da ditadura, o seu exílio, as reuniões de boteco no tempo do tropicalismo e até como ministro, mais recente. São indagações que intrigam. Mas que ao voltar para o encanto do show, já são esquecidas.

Na platéia, sentada na primeira fila, estava outra consagrada da música brasileira, Adriana Calcanhotto com aquele seu jeito meigo, sereno, suave... Hora e outra mexia o corpo e cantava junto com Gil e as mais de 600 pessoas ali sentadas nas mesas e em pé no mezanino.

Na música O Oco do Mundo, Gil apresentou uma performance admirável. Com um jogo de luz, ele interpretou a música inteira com um ar de protesto e indignação.

♪ O oco do mundo pré
para trans e meta pós
o oco do mundo a foz
de um rio sem nascente
como um broto sem semente
um raio de sol sem luz
como infecção sem pus
o oco do mundo a sós ♪

Até então, todos estavam sentados e apenas no mezanino o pessoal dançava e curtia mais à vontade, mas faltando pouco para o final Gil convoca: "Vamos dançar!" Foi o suficiente para a maioria levantar, ir até a beirada do palco e dançar até a última música.

Só mais uma palavra: Surpreendente!

Ah! Reforço o recado da produção no começo do show: "Tirem fotos, façam vídeos e postem no site do Gilberto Gil!"


Dani Medeiros
redacao@guiafloripa.com.br 
Fotos: Sarah Castro

 
 

 
Espetáculo Mãos ao Alto, St. Catarina! inova no formato de comédia no Brasil
12/08/2008
 

Quem foi ao CIC no final de semana presenciou uma diversão diferente com o primeiro espetáculo nonsense já montada no país.

Parece que muita gente saiu do CIC na sexta-feira sem entender nada do que assistiu, mas na realidade a proposta é brincar realmente com o imaginário das pessoas, senão não chamaria comédia nonsense. Apesar de que, pelo que presenciei, muitas pessoas foram ao teatro sem nem ao menos saber o que é o gênero nonsense. Assim fica difícil interpretar a arte ali exposta. Até me atrevo a dizer que muitos estavam ali apenas pelo elenco de nome: Rosi Campos, Sergio Abreu, Tadeu di Pyetro, Mionzinho, Nellise Minelle, Júlio César Moraez.

Na saída, ouvi senhoras dizendo: "Não entendi nada, mas tem gente que gosta, não é?". Outras mais novas replicaram: "Eu gostei, achei bem engraçado, um humor diferente e crítico". Sempre há a tal da dialética, ainda mais em espetáculos que propõe o inusitado.

A peça aborda três quadros de histórias que coincidentemente se unem no final. Tudo é muito rápido, as cenas são ágeis e os atores interpretam muito bem (apenas no final houve um errinho, mas vamos fazer de conta que faz parte do show). O cenário modifica-se sem nem ao menos perceber e é tudo sem noção. Apresenta um conceito visual bem diferente do tradicional gênero de comédia e nos leva a pensar em uma estética cinematográfica.

O texto original Mãos ao Alto, SP! foi escrito há mais de trinta anos por Paulo Goulart e para o teatro foi adaptado por Fernando Ceylão, que também é o diretor da peça. Para a apresentação na capital sofreu uma pequena modificação, passou a se chamar Mãos ao Alto, St. Catarina! que dá um ar de proximidade com o público. Lugares como o Campeche e a Via Expressa fez parte do roteiro. A produção aqui na Ilha é assinada por Débora Alves.

Estão curiosos? Então vou fazer um pequenino resumo da trama: dois bandidos amadores, Nélio e Manco, não querem entrar para o crime, mas a necessidade de um deles mudar de sexo contribui para o começo de tudo. Eles fecham negócio com O Velho, um homem destemido e muito cruel. Saldanha e Rodrigues são dois policiais caricatos que satirizam filmes americanos e mostram uma realidade de policiais corruptos e sacanas. Como relatado em algumas críticas, a peça mistura Pulp Fiction com Corra que a polícia vem aí. Dá para imaginar? Pois, é. Já os outros personagens são Rafy e Flora (há nove meses separados), Reni (tia de Flora) e Mariano (filho mimado de Reni). Aqui a mãe protetora e sempre com uma taça de álcool na mão compra uma "namorada" para o filho de 29 anos e ainda virgem. Ele grita: "Quero ficar pelado, mãe!". Ainda tem a empregada Oswaldina e a prostituta. O interessante é que cada artista interpreta até três personagens e quase ao mesmo tempo. Aparentemente nenhuma das histórias teria nexo uma com a outra, mas a cada cena coisas que pareciam impossíveis aconteceram. E isso faz com que as vidas se misturassem num único bloco. Não vou contar tudo senão perde o brilho. Entretanto... Sim! A comédia é diferente de tudo o que você já viu.

Sobre o Gênero Nonsense

A expressão inglesa nonsense é utilizada em várias animações da televisão fechada, como por exemplo o Adult Swim (aquele programa adulto que passa de madrugada no Cartoon). É uma forma nova de mostrar certas coisas, mas considerar como besteirol o gênero é muito limitado, tentar compreender é mais sem sentido, pois não dá para entender o que intencionalmente é sem noção. Para perceber a mensagem é necessário ir além, pensar com a mente mais aberta e entender as mensagens subliminares de cada cena, isolar toda a realidade e se transportar para o espetáculo.

Na peça, percebi várias críticas sociais e ideológicas, mostrou a favela, tiros, policiais corruptos, casal divorciado e que ainda se amam, um menino de 29 anos que é um bobão e que tem uma mãe louca e bêbada. Evidencia a prostituição, a cadeia, o tráfico de órgãos, o negro, a classe média alta. Até um motoboy com capacete todo preto e com roupa de chuva teve participação na peça. Todos formam elementos que percorreram o imaginário durante o espetáculo e fomentam a reflexão que vai além das piadas e do grotesco.

Pesquisando na internet encontrei o redator Carlos Eduardo Corrales do site Delfos e concordei com a sua idéia: "Para entender o gênero você precisa ter repertório, pois, no humor nonsense nada é dado de mão beijada e boa parte das piadas são referências, sátiras e paródias. Muitos dizem que humor nonsense é coisa de intelectual. Outros acham simplesmente bobo. Sim, meu amigo. Esse gênero é bobo, mas não confunda "ser bobo" com "ser burro", pois para ser bem sucedido no humor nonsense é necessário ser muito inteligente e ter pensamentos críticos".

Mais uma coisinha!

Carlos Corrales, em bate-papo informal, disse algo que vou compartilhar com você, internauta, que talvez como eu não conheça tão bem o tal gênero nonsense:

"Ah, e só um toque, o nonsense não é uma forma nova de humor. Ele já era utilizado desde os bobos da corte na Idade Média e, na era moderna, foi conhecido principalmente por Monty Python e os desenhos dos Looney Tunes. Nos anos 80, vieram os filmes do trio Zucker/Abrahams/Zucker (como o Corra que a Polícia Vem Aí) que acabaram popularizando o gênero e deixando-o superexposto até que ficasse abandonado. Daí vieram Os Simpsons e o sucesso deles resgatou o gênero para épocas mais recentes, embora hoje esteja relegado principalmente a desenhos adultos, como o desenho de Matt Groening, os que passam no Adult Swim ou Uma Família da Pesada."

Valeu o toque, querido!


Dani Medeiros
redacao@guiafloripa.com.br 
Fotos: Divulgação

 
 

 
Infinidade de Estilos no Floripa Fashion Primavera/Verão 2008
12/08/2008
 

Desfiles do Floripa Fashion Donna DC apresentaram as novidades da moda para a próxima estação.

Cores vibrantes, muitas estampas e pernas de fora. Na última semana Floripa conheceu o que estará nas vitrines nos próximos meses. Ao longo dos quatro dias de desfiles do Floripa Fashion Donna DC, 23 marcas apresentaram as novas coleções Primavera / Verão 2009 e mostraram uma infinidade de estilos, provando mais uma vez que estar na moda, antes de tudo, é estar de bem consigo mesmo. As tendências vão e vêm, os vestidos sobem e descem de comprimento, mas o que conta mesmo é vestir algo que você goste e se sinta confortável.

Confira um pouco das tendências que passaram pela passarela do Floripa Fashion:

 


Lis Nascimento
redacao2@guiafloripa.com.br 
Fotos: Ray Aguiar

 
 

 
Noite de Gala do 26º Festival de Dança de Joinville
01/08/2008
 

Realmente, como diz o slogan, "Toda a Arte da Dança" movimentou a Cidade das Flores.

Assim como Ernst Fischer traduz no seu livro A necessidade da Arte, eu digo, a arte essencialmente é mágica. Roubando algumas palavras do jornalista austríaco, "a arte em sua origem foi magia, foi um auxílio mágico à dominação de um mundo real inexplorado". E que bela mágica é a dança!

O Festival de Dança de Joinville apresentou na Noite de Gala uma grande suíte do ballet Don Quixote interpretado pela conceituada Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, com participação de bailarinos russos. O espetáculo baseado na obra do espanhol Miguel de Cervantes Saavedra foi magnífico, emocionante, beirando a perfeição. Mais de cem alunos da escola brasileira dividiram o palco com duas figuras importantes do balé internacional, os primeiros solistas do Teatro Bolshoi da Rússia, Natalia Osipova (Kitri) e Andrey Bolotin (Basílio). A técnica e a postura dos dois eram esplêndidas.

A peça é conhecida em quase todo o mundo e encanta todos por onde passa. Já foi encenado por várias escolas de dança desde que o coreógrafo Marius Petipa e Alexander Gorsky transformaram a obra em balé, no ano de 1869. Na época, o Ballet Imperial no Teatro Bolshoi de Moscou estreiou essa nova forma de contar uma história. A escolha da peça da Noite de Gala faz sentido, já que Joinville abriga a única escola fora da Rússia.

O balé clássico visto de um lugar como o Centreventos Cau Hansen deixa qualquer um extasiado. Ainda mais, uma peça que envolve romance, loucura, heroísmo, ilusão e amor. A interpretação ora era um solo admirável, ora um coletivo que compunha cenas teatrais mais expressivas do que se estivessem com falas, ora expressões corpóreas estáticas que davam vida à nossa imaginação. O cenário modificava-se a cada ato e transformava aquele mundo imaginário em real.

Todas as bailarinas e bailarinos foram absurdamente performáticos e perfeitos na simetria, nos passos sutis e nos giros ousados. No elenco havia algumas crianças e era nítida a disciplina dos pequenos, como também seu amor pela dança.

Estar naquele palco em um dia tão especial do Festival não é tarefa fácil. Isso nos faz pensar no tamanho da dedicação que cada um teve para chegar onde estavam. Entre as danças, acho a mais complexa. A solista russa, na ponta dos pés e na posição de bailarina de caixinha de música, fez vinte giros sem parar (Sim, eu contei!). É encantador e alucinante. Meninas e meninos de oito ou nove anos mostrando que não há idade para o balé, já demonstrando um grande conhecimento e técnica.

Assistindo a um espetáculo como o Don Quixote percebo que Fischer tem razão, a arte é na essência mágica e nos faz viajar para um mundo além do real.

A Cidade das Flores respira dança todos os anos

Além da Noite de Gala, ao lado do Centreventos ocorria também a Feira da Sapatilha. Um espaço que reúniu diversas lojas especializadas, escolas e empresas de turismo, artesanato e gastronomia. O cronograma total do Festival foi o seguinte: Noite de Abertura - Noite de Gala - Noite dos Campeões - Mostra Competitiva - Mostra Meia Ponta - Mostra de Dança Contemporânea - Palcos Abertos - Cursos e Oficinas - Seminários de Dança - Feira da Sapatilha - Encontro das Ruas. Quer mais? Uma difusão de arte impressionante.

Pergunto apenas: Por que Florianópolis não respira algo também, além do turismo?


Dani Medeiros
redacao@guiafloripa.com.br 
Fotos: Alceu Bett

 
 

 
Fechando a temporada com chave de ouro
01/08/2008
 

Moleques paulistanos balançaram o público durante todo o mês de julho em Floripa.

Em mais uma noite de casa cheia, o Floripa Music Hall fechou a temporada de inverno com mais um show em grande estilo da badalada banda de pagode Jeito Moleque. Os comandados de Bruno agitaram a galera com os maiores sucessos do grupo na turnê do cd e DVD Ao Vivo na Amazônia com uma música de Ivete Sangalo e participação de Zeca Pagodinho, dentre outros. Uma bela dica para os fãs do pagode.

O Floripa estava realmente lotado no fechamento da temporada de férias da maioria dos estudantes e universitários. Muitas pessoas aproveitaram a última semana de férias para dar uma última escapadinha antes de voltar aos estudos rotineiros do segundo semestre. Nem a chuva, nem a volta do friozinho natural do inverno florianopolitano espantou o público, que curtiu a noite ao máximo, do começo ao fim com a mesma empolgação de praxe do povo da cidade.

A banda que antes do show conseguiu dar uma fugidinha até o Orlando Scarpeli para curtir o jogo entre Figueirense e São Paulo, subiu no palco ainda mais animada e colocou o público todo a cantar e dançar com eles. Abrindo o show dos "moleques", o grupo Em Cima da Hora fez uma participação especial, com um repertório super animado, que agitou a galera desde o começo da noite.

Quer ver um pouquinho do que foi a festa? Confira no vídeo abaixo:


Maurício Camaroto e Sarah Castro
mcamaroto@gmail.com
sarinhah_castro@hotmail.com

Texto, Fotos e Vídeo

 
 

 
Estréia de La Gonga no Blues Velvet Bar
01/08/2008
 

Zoológika transforma-se e sai do casulo em três programas diferentes que vão se intercalar toda terça-feira.


Eve, a vencedora, e Renato com o gongo dizendo: "Tá jóia!".

Criatividade é pouco para o que faz a mente inquieta do ator Paulo Vasilescu.